Ex-Paraná Clube é pivô de disputa milionária entre clubes da Série A

O Vasco foi notificado pela Câmara Nacional de Resolução de Disputas (CNRD) da CBF a quitar R$ 4,5 milhões de dívida com o Atlético-MG pela negociação com o lateral-direito Paulo Henrique, ex-Paraná Clube e recentemente convocado para a seleção brasileira. Segundo informações da Espn, a sentença assinada por três relatores do órgão criado pela CBF […]

Fev 9, 2026 - 14:30
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Ex-Paraná Clube é pivô de disputa milionária entre clubes da Série A

O Vasco foi notificado pela Câmara Nacional de Resolução de Disputas (CNRD) da CBF a quitar R$ 4,5 milhões de dívida com o Atlético-MG pela negociação com o lateral-direito Paulo Henrique, ex-Paraná Clube e recentemente convocado para a seleção brasileira.

Segundo informações da Espn, a sentença assinada por três relatores do órgão criado pela CBF para resolver pendências entre clubes definiu que o Vasco precisa pagar R$ 4.212.272,45, além de R$ 208.113,62 em honorários.

Paulo Henrique vive bom momento no Vasco. (Foto: Thiago Ribeiro/AGIF/Gazeta Press)

Paulo Henrique chegou ao Atlético-MG em 2023, mas acertou com o Vasco por empréstimo somente um mês depois. Em 2024, o clube carioca comprou o jogador em definitivo por US$ 1 milhão (aproximadamente R$ 4,8 milhões na época) por toda a operação. O Paraná Clube, inclusive, tinha direito a 5%.

Como não quitou a dívida, o Atlético-MG acionou o Vasco na CNRD. O clube carioca alegou, em nota, que “todos os valores estão sujeitos aos termos do(s) plano(s) de pagamento do Vasco junto à CNRD, conforme previsto no plano de recuperação judicial aprovado pelos credores e homologado pelo poder judiciário”.

A passagem de Paulo Henrique pelo Paraná Clube

Paulo Henrique jogou no Paraná Clube na Série B do Campeonato Brasileiro de 2020 e se destacou apesar da campanha do rebaixamento. Em 44 partidas com a camisa paranista, o lateral-direito marcou um gol e deu três assistências.

O técnico Allan Aal, que comandou Paulo Henrique no Tricolor, destacou a qualidade do jogador. “O Paulo Henrique chega do Atlético Tubarão-SC e nunca tinha jogado uma Série B. Ele inicia o trabalho com a gente de maneira tímida, o que é natural ao chegar em clube grande. Acabou sentindo um pouco, mas a gente viu um potencial físico nele na época”, contou.

“Óbvio que eu falar que visualizava o Paulo na Seleção Brasileira seria exagero da minha parte, mas ele tinha uma determinação e profissionalismo que realmente levou ele ao lugar que está. Evoluiu tecnicamente e taticamente. Era um jogador que a gente cobrava muito porque sabia que poderia entregar”, afirmou Allan Aal, em entrevista ao UmDois Esportes, em janeiro.

“Teve alguns percalços que não conseguiu estrear no Paranaense por lesão. Quando chega na Série B, ele não consegue estrear por ter dado positivo o exame de Covid sem ter nada. Quando a gente refez o exame, já não dava tempo de jogar contra o Confiança. Ele enxergava o Paraná Clube como uma oportunidade muito grande na vida dele. A dedicação, a entrega e o profissional, além de absorver o que a gente passava, fez com que elevasse o nível. No final da Série B, ele já chama atenção de clubes e vai para a Série A no Juventude”, ressaltou o hoje técnico do Londrina.

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