Flamengo insiste em proposta que prejudica Athletico, Botafogo, Palmeiras e Atlético-MG

O Flamengo enviou um novo documento para a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) com pedidos de mudanças no futebol brasileiro. Entre as solicitações está a proibição do gramado sintético, que é utilizado no Brasileirão por Athletico, Atlético-MG, Botafogo, Chapecoense e Palmeiras. De acordo com o documento, o Flamengo quer um padrão em todos os estádios […]

Jun 24, 2026 - 12:30
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Flamengo insiste em proposta que prejudica Athletico, Botafogo, Palmeiras e Atlético-MG

O Flamengo enviou um novo documento para a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) com pedidos de mudanças no futebol brasileiro. Entre as solicitações está a proibição do gramado sintético, que é utilizado no Brasileirão por Athletico, Atlético-MG, Botafogo, Chapecoense e Palmeiras.

De acordo com o documento, o Flamengo quer um padrão em todos os estádios das Séries A e B com gramados naturais híbridos e nos padrões utilizados fora do Brasil. O clube ainda quer exigências de altura mínima na grama, tração e até inspeções antes dos jogos. O Fla também quer a obrigatoriedade nas estruturas, como wi-fi, iluminação para padrão LED e zona mista no padrão da Uefa. A informação foi divulgada inicialmente pelo ge.globo.

Essa não é a primeira vez que o Flamengo pede para a CBF intervir na questão dos estádios no futebol brasileiro. Em novembro do ano passado, o clube carioca também solicitou o fim dos campos sintéticos, mas a entidade que rege o Brasileirão deixou para uma futura liga de clubes a decisão sobre o assunto.

Já em abril, em resposta para o UmDois Esportes, o presidente do Flamengo, Luiz Eduardo Baptista, o Bap, ironizou mais uma vez os clubes que utilizam gramados sintéticos em seus estádios no futebol brasileiro. “É só olhar as cinco maiores ligas do mundo, onde tem grama de plástico? Queremos montar uma liga no Brasil para ficar maior, melhor e mais lucrativa, mas com campo de plástico? É brincadeira isso. O foro adequado para discutir isso é na CBF. O Flamengo já fez a sua consideração, existe fair play financeiro e esportivo também. É só ver as ligas que nos inspiramos na Europa não jogam em campo de plástico”, destacou.

Bap ainda críticou os clubes que mudaram o gramado para aumentar a quantidade de shows em seus estádios. “O campo de plástico é uma forma de manter forma de se manter o futebol vivo em países que passam 8, 9 meses por ano debaixo de gelo. A gente vai lá fora, traz para cá para ter um custo de manutenção menor e também ganhar dinheiro com show”, disse.


“Quem quer ganhar dinheiro com show, tem que mudar de segmento e fazer show. E quem quer ganhar dinheiro com futebol e quer futebol forte no Brasil deveria defender o campo natural”, afirmou Bap.


“O Flamengo é claro e objetivo há muito tempo e não tem polêmica. É como gravidez, ou tem ou não tem. Não tem 95% deste assunto. Ou tem liga de primeiro mundo com campos de grama ou não tem liga de primeiro mundo. O Flamengo pode definir a respeito disso? Não pode. Se pudesse, já teria feito neste sentido. Quem pode e deve cuidar disso é a CBF”, complementou o presidente do Flamengo.

Athletico muda o gramado sintético da Arena da Baixada

O Athletico, que foi pioneiro quando tirou a grama natural da Arena da Baixada em 2016, está trocando o campo sintético pela primeira vez em dez anos. Na última quinta-feira (18), o clube finalizou a primeira etapa da troca com a instalação do shock pad, estrutura de amortecimento que fica embaixo do novo gramado.

O sistema é responsável por absorver impactos e proporcionar maior segurança e conforto aos atletas, o que assegura melhores condições de jogo, conforto aos jogadores e também maior durabilidade do campo.

A obra está paralisada neste momento para um evento das Testemunhas de Jeová, em Curitiba, entre os dias 26 e 28 de junho de 2026. Como está contratado desde o ano passado, o calendário para a troca do gramado já previa a pausa de uma semana.

Shock pad foi instalado na Arena da Baixada. (Foto: Yan Guimarães/Athletico).

Na sequência, será realizado o trabalho de finalização da troca do gramado. Essa fase deve demorar quatro semanas e envolve a chegada do novo material, a aplicação do piso, o enchimento com areia e a utilização da cortiça, outro material de amortecimento que também é usado no Allianz Parque, estádio do Palmeiras.

Depois de aplicado, o gramado ainda passará pela certificação da FIFA, principal certificação da entidade para campos de grama sintética e garante que o piso atende a critérios rigorosos de absorção de impacto, rolagem da bola e tração. A certificação busca assegurar desempenho e segurança em padrões próximos aos da grama natural e costuma ter validade de um ano.

Isso tudo deve acontecer antes do próximo compromisso do Athletico como mandante no Brasileirão. O primeiro jogo da equipe rubro-negra, em Curitiba, será diante do Internacional, pela 20ª rodada do Campeonato Brasileiro. A partida ainda não tem data confirmada pela CBF, mas tem data base para domingo, 26 de julho.

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