Flávio Bolsonaro detalha xadrez do PL nos estados com aval do pai e aposta em 'bancada da família' no DF e em SC

Flávio Bolsonaro visita o pai na sede da PF em Brasília, em 25 de novembro de 2025 Evaristo SA / AFP O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência, comentou nesta quarta-feira (25) o xadrez eleitoral do PL nos estados e afirmou que os movimentos têm aval do pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Flávio detalhou as estratégias e a aposta em uma "bancada da família" em Santa Catarina (SC) e no Distrito Federal (DF). As declarações foram dadas ao deixar a Papudinha, em Brasília (DF), após visitar o pai, preso por tentativa de golpe. "Falei que tinha tomado decisão, porque a decisão que eu tomo já está validada por ele [Jair Bolsonaro]. Então, ele falou: vai tocando o barco e resolvendo estado por estado", afirmou. As movimentações detalhadas por Flávio envolvem principalmente as definições de pré-candidatos ao Senado. Sobre Santa Catarina, Flávio confirmou a ida do irmão, o vereador carioca Carlos Bolsonaro (PL) para o estado para disputar como pré-candidato a senador ao lado de Caroline De Toni (PL-SC). A chapa apoia a reeleição do governador Jorginho Mello (PL). "O Carlos vai para Santa Catarina, que é um estado que ele é apaixonado por Santa Catarina, ele tem muitas ligações com Santa Catarina na sua vida. [...] Carlos é uma pessoa que tem vínculos históricos ali com Santa Catarina e vai ser um grande reforço, sem dúvida alguma, com o nome dele lá junto com a Carol De Toni." Veja os vídeos que estão em alta no g1 A estratégia no Distrito Federal, segundo ele, está nas candidaturas de duas mulheres para o Senado: Bia Kicis (PL-DF) e Michelle Bolsonaro (PL). "Dois grandes quadros também. Então, nesse pé que está ainda", disse. Ao falar das articulações no Rio de Janeiro, disse que o cenário já estava definido após anúncios feitos na última terça-feira (24). O PL terá Douglas Ruas como pré-candidato ao governo do estado, com Rogério Lisboa (PP) na chapa como pré-candidato a vice. O atual governador, Cláudio Castro (PL), disputará uma das duas vagas ao Senado. O partido também apoiará Márcio Canella (União-RJ), prefeito de Belford Roxo, para a segunda vaga de senador. "O nosso candidato ao governo [do Rio de Janeiro] é o Douglas Ruas [...] e as outras duas vagas como pré-candidatas ao Senado: o governodor Cláudio Castro e o atual prefeito de Belford Roxo, que é o Márcio Canella. Nosso jogo está colocado dessa forma", disse Flávio. No Rio Grande do Sul, a definição do PL para o governo é a pré-candidatura do deputado Tenente-Coronel Zucco (PL-RS), segundo Flávio, possivelmente em aliança com o PP. "Lá o Zucco que tá capitaneando, tá comandando esse processo de negociação, e parece que lá ele chegou numa composição com o PP. E, a princípio, lá ele é o nosso pré-candidato a governador. E, na outra vaga do PL, o nosso pré-candidato ao senado é o [Ubiratan] Sanderson (PL-RS)". O partido também definiu o senador Wellington Fagundes (PL-MT) como pré-candidato ao governo do Mato Grosso, e o deputado Zé Medeiros (PL-MT) para o Senado. "Mato Grosso, lá o senador Wellington Fagundes, ele é nosso pré-candidato ao governador, está liderando as pesquisas, e o presidente Bolsonaro já tem um entendimento de muito tempo que um dos pré-candidatos ao Senado lá é o Zé Medeiros, que é um grande quadro que nós temos ali, que é fiel, leal, preparado." Mediação de conflitos internos Flávio amenizou as recentes críticas públicas de seu irmão, o deputado federal cassado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), a aliados como o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) e à ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro. O senador disse que o tom de Eduardo é devido à "ansiedade" de estar fora do país e com contas bancárias bloqueadas. "Eu vou conversar, vou procurar todo mundo um por um para parar qualquer tipo de aresta que porventura possa existir ainda. Todos estão na mesma pá", disse.

Fev 25, 2026 - 16:30
 0  1
Flávio Bolsonaro detalha xadrez do PL nos estados com aval do pai e aposta em 'bancada da família' no DF e em SC

Flávio Bolsonaro visita o pai na sede da PF em Brasília, em 25 de novembro de 2025 Evaristo SA / AFP O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência, comentou nesta quarta-feira (25) o xadrez eleitoral do PL nos estados e afirmou que os movimentos têm aval do pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Flávio detalhou as estratégias e a aposta em uma "bancada da família" em Santa Catarina (SC) e no Distrito Federal (DF). As declarações foram dadas ao deixar a Papudinha, em Brasília (DF), após visitar o pai, preso por tentativa de golpe. "Falei que tinha tomado decisão, porque a decisão que eu tomo já está validada por ele [Jair Bolsonaro]. Então, ele falou: vai tocando o barco e resolvendo estado por estado", afirmou. As movimentações detalhadas por Flávio envolvem principalmente as definições de pré-candidatos ao Senado. Sobre Santa Catarina, Flávio confirmou a ida do irmão, o vereador carioca Carlos Bolsonaro (PL) para o estado para disputar como pré-candidato a senador ao lado de Caroline De Toni (PL-SC). A chapa apoia a reeleição do governador Jorginho Mello (PL). "O Carlos vai para Santa Catarina, que é um estado que ele é apaixonado por Santa Catarina, ele tem muitas ligações com Santa Catarina na sua vida. [...] Carlos é uma pessoa que tem vínculos históricos ali com Santa Catarina e vai ser um grande reforço, sem dúvida alguma, com o nome dele lá junto com a Carol De Toni." Veja os vídeos que estão em alta no g1 A estratégia no Distrito Federal, segundo ele, está nas candidaturas de duas mulheres para o Senado: Bia Kicis (PL-DF) e Michelle Bolsonaro (PL). "Dois grandes quadros também. Então, nesse pé que está ainda", disse. Ao falar das articulações no Rio de Janeiro, disse que o cenário já estava definido após anúncios feitos na última terça-feira (24). O PL terá Douglas Ruas como pré-candidato ao governo do estado, com Rogério Lisboa (PP) na chapa como pré-candidato a vice. O atual governador, Cláudio Castro (PL), disputará uma das duas vagas ao Senado. O partido também apoiará Márcio Canella (União-RJ), prefeito de Belford Roxo, para a segunda vaga de senador. "O nosso candidato ao governo [do Rio de Janeiro] é o Douglas Ruas [...] e as outras duas vagas como pré-candidatas ao Senado: o governodor Cláudio Castro e o atual prefeito de Belford Roxo, que é o Márcio Canella. Nosso jogo está colocado dessa forma", disse Flávio. No Rio Grande do Sul, a definição do PL para o governo é a pré-candidatura do deputado Tenente-Coronel Zucco (PL-RS), segundo Flávio, possivelmente em aliança com o PP. "Lá o Zucco que tá capitaneando, tá comandando esse processo de negociação, e parece que lá ele chegou numa composição com o PP. E, a princípio, lá ele é o nosso pré-candidato a governador. E, na outra vaga do PL, o nosso pré-candidato ao senado é o [Ubiratan] Sanderson (PL-RS)". O partido também definiu o senador Wellington Fagundes (PL-MT) como pré-candidato ao governo do Mato Grosso, e o deputado Zé Medeiros (PL-MT) para o Senado. "Mato Grosso, lá o senador Wellington Fagundes, ele é nosso pré-candidato ao governador, está liderando as pesquisas, e o presidente Bolsonaro já tem um entendimento de muito tempo que um dos pré-candidatos ao Senado lá é o Zé Medeiros, que é um grande quadro que nós temos ali, que é fiel, leal, preparado." Mediação de conflitos internos Flávio amenizou as recentes críticas públicas de seu irmão, o deputado federal cassado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), a aliados como o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) e à ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro. O senador disse que o tom de Eduardo é devido à "ansiedade" de estar fora do país e com contas bancárias bloqueadas. "Eu vou conversar, vou procurar todo mundo um por um para parar qualquer tipo de aresta que porventura possa existir ainda. Todos estão na mesma pá", disse.