França tem novo dia de greve e protestos
Comerciantes se desesperam com saques durante protestos na França
Vários sindicatos da França uniram forças nesta quinta-feira (5) para um novo dia de greves e manifestações em todo o país.
Segundo as agências de notícias, grandes manifestações estão ocorrendo em Paris, Lyon e Marselha, com a expectativa de participação de milhares de pessoas.
Cerca de 260 protestos contra o aumento do custo de vida e em apoio ao movimento iniciado por estudantes do ensino médio estão previstos, de acordo com os sindicatos.
Os estudantes do Ensino Médio voltaram a bloquear nesta quinta-feira (5) seus colégios na França para reivindicar mais recursos, no início de uma jornada de greve e manifestações, convocadas pelos sindicatos para exigir salários melhores.
"Seguimos com o movimento porque não nos escutam. Estamos aqui para tentar mudar as coisas", declarou à AFP Luce, de 15 anos, em Estrasburgo.
Os estudantes iniciaram os protestos em meados de setembro e, apesar de algumas respostas do governo às suas reivindicações, como a modificação do sistema de admissão às universidades, decidiram manter a mobilização por considerarem as medidas insuficientes.
Em Paris, as forças de segurança impediram o bloqueio de centros de ensino em vários pontos da capital e utilizaram gás lacrimogêneo para dispersar os jovens manifestantes.
Além dos estudantes, a mobilização sindical deve contar com a participação nesta quinta-feira do movimento dos coletes amarelos, que retomou os protestos em outubro contra o custo de vida, e de agricultores da organização Confederação Camponesa.
As manifestações, algumas marcadas por distúrbios e saques, como a de 17 de outubro, abalam os últimos meses da presidência de Emmanuel Macron, que deve deixar o poder em maio.
Macron "termina seu mandato como governou: sozinho, contra todos", afirmou a líder ecologista Marine Tondelier, em entrevista à emissora Public Sénat. Segundo ela, o governo terá "dificuldades" para responder a uma "convergência de lutas".
"Será uma bela mobilização", disse a líder do sindicato CFDT, Marylise Léon, que a comparou com as manifestações de 2023 contra o aumento da idade de aposentadoria de 62 para 64 anos imposto por Macron.
Em alguns dias, as manifestações reuniram quase 1,3 milhão de pessoas, segundo as autoridades, mas para esta quinta-feira são esperadas entre 500.000 e 700.000 pessoas fora de Paris, e entre 40.000 e 80.000 na capital.
O ministro do Interior, Laurent Nuñez, anunciou a mobilização de 70.000 policiais e gendarmes, prometendo "uma resposta extremamente firme" diante de possíveis distúrbios.
Os sindicatos pedem uma revalorização do salário mínimo interprofissional, um aumento do conjunto dos salários, mais justiça fiscal e a preservação dos serviços públicos.
Entre o aumento dos preços dos combustíveis e o forte ajuste fiscal que o governo deseja nos orçamentos de 2027, o poder de compra está no centro do crescente mal-estar social.
O governo também está sob pressão devido à gestão dos protestos.
Para evitar a repetição das cenas de caos de 17 de outubro, que correram o mundo, o governo de Macron aumentou o número de policiais nas ruas e chegou a proibir manifestações nos centros das cidades.
Associações de juízes, de advogados, sindicatos e organizações de defesa dos direitos humanos denunciaram uma "guinada autoritária" que, afirmam, perverte o Estado de direito para calar "todas as vozes discordantes".
maj-bj-rl-tjc/pb/fp
Comerciantes se desesperam com saques durante protestos na França
Vários sindicatos da França uniram forças nesta quinta-feira (5) para um novo dia de greves e manifestações em todo o país.
Segundo as agências de notícias, grandes manifestações estão ocorrendo em Paris, Lyon e Marselha, com a expectativa de participação de milhares de pessoas.
Cerca de 260 protestos contra o aumento do custo de vida e em apoio ao movimento iniciado por estudantes do ensino médio estão previstos, de acordo com os sindicatos.
Os estudantes do Ensino Médio voltaram a bloquear nesta quinta-feira (5) seus colégios na França para reivindicar mais recursos, no início de uma jornada de greve e manifestações, convocadas pelos sindicatos para exigir salários melhores.
"Seguimos com o movimento porque não nos escutam. Estamos aqui para tentar mudar as coisas", declarou à AFP Luce, de 15 anos, em Estrasburgo.
Os estudantes iniciaram os protestos em meados de setembro e, apesar de algumas respostas do governo às suas reivindicações, como a modificação do sistema de admissão às universidades, decidiram manter a mobilização por considerarem as medidas insuficientes.
Em Paris, as forças de segurança impediram o bloqueio de centros de ensino em vários pontos da capital e utilizaram gás lacrimogêneo para dispersar os jovens manifestantes.
Além dos estudantes, a mobilização sindical deve contar com a participação nesta quinta-feira do movimento dos coletes amarelos, que retomou os protestos em outubro contra o custo de vida, e de agricultores da organização Confederação Camponesa.
As manifestações, algumas marcadas por distúrbios e saques, como a de 17 de outubro, abalam os últimos meses da presidência de Emmanuel Macron, que deve deixar o poder em maio.
Macron "termina seu mandato como governou: sozinho, contra todos", afirmou a líder ecologista Marine Tondelier, em entrevista à emissora Public Sénat. Segundo ela, o governo terá "dificuldades" para responder a uma "convergência de lutas".
"Será uma bela mobilização", disse a líder do sindicato CFDT, Marylise Léon, que a comparou com as manifestações de 2023 contra o aumento da idade de aposentadoria de 62 para 64 anos imposto por Macron.
Em alguns dias, as manifestações reuniram quase 1,3 milhão de pessoas, segundo as autoridades, mas para esta quinta-feira são esperadas entre 500.000 e 700.000 pessoas fora de Paris, e entre 40.000 e 80.000 na capital.
O ministro do Interior, Laurent Nuñez, anunciou a mobilização de 70.000 policiais e gendarmes, prometendo "uma resposta extremamente firme" diante de possíveis distúrbios.
Os sindicatos pedem uma revalorização do salário mínimo interprofissional, um aumento do conjunto dos salários, mais justiça fiscal e a preservação dos serviços públicos.
Entre o aumento dos preços dos combustíveis e o forte ajuste fiscal que o governo deseja nos orçamentos de 2027, o poder de compra está no centro do crescente mal-estar social.
O governo também está sob pressão devido à gestão dos protestos.
Para evitar a repetição das cenas de caos de 17 de outubro, que correram o mundo, o governo de Macron aumentou o número de policiais nas ruas e chegou a proibir manifestações nos centros das cidades.
Associações de juízes, de advogados, sindicatos e organizações de defesa dos direitos humanos denunciaram uma "guinada autoritária" que, afirmam, perverte o Estado de direito para calar "todas as vozes discordantes".
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