Gramado sintético será pauta entre CBF e clubes após limite de estrangeiros
RESUMO DA NOTÍCIA Athletico e Coritiba vão participar das discussões sobre o possível fim dos gramados sintéticos no futebol brasileiro A CBF deve debater o tema em outubro, junto com a proposta de redução do número de rebaixados Athletico, Atlético-MG, Botafogo, Chapecoense e Palmeiras defendem a utilização dos gramados artificiais A decisão de reduzir o […]
A decisão de reduzir o número de jogadores estrangeiros no futebol brasileiro foi apenas uma das próximas discussões polêmicas. Em acordo com a diminuição gradual de gringos, o Athletico e o Coritiba vão participar de uma definição sobre os gramados sintéticos.
Os debates sobre o fim dos sintéticos e a diminuição do número de rebaixados vão tomar os corredores da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) em outubro, segundo o UOL. Os dois temas devem gerar mais polêmica do que o limite de estrangeiros, definido com dois votos contrários, feitos por Bahia e Flamengo.
Contudo, o gramado sintético terá pelo menos cinco defensores: Athletico, Atlético-MG, Botafogo, Chapecoense e Palmeiras utilizam esse tipo de grama artificial em seus estádios. Ou seja, esse bloco representa 25% dos clubes da Série A neste ano, sendo a Chape convive na lanterna do torneio e tem grandes chances de ser rebaixada para a Segunda Divisão.
Apesar da CBF tentar administrar maiores conflitos no conselho técnico entre os clubes, a tendência é que o tema sobre gramado sintético esquente os bastidores.
“A entidade tem adotado a estratégia de trazer discussões mais aprofundadas e com apresentações mais densas. Isso tem inibido quedas de braço — que antes aconteciam de forma acalorada no conselho técnico. O debate sobre gramados tende a ser mais acalorado. De todo modo, a CBF já sinalizou que fará exigências estruturais que demandarão mobilização até mesmo dos clubes mais ricos”, aponta reportagem assinada por Igor Siqueira e Rodrigo Mattos, do UOL Esporte.
Flamengo e Palmeiras devem protagonizar debate do gramado sintético
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O tema ainda ficou em uma espécie de stand by desde a última decisão sobre o tema. Em dezembro de 2025, a CBF suspendeu a homologação, ou seja, a aprovação, de novos gramados sintéticos. Contudo, os estádios que já contavam com o gramado sintético seguiram liberados para uso em todas as competições.
Na época, o Flamengo celebrou a decisão, o que foi rebatido pelo Palmeiras. Esse é um dos principais pontos de desentendimento entre os presidentes do Flamengo, Luiz Eduardo Baptista, mais conhecido como Bap, e do Palmeiras, Leila Pereira. Os dois dirigentes viraram os protagonistas dessa disputa dos gramados sintéticos.
Além disso, outro elemento importante é que o Maracanã, estádio do governo carioca usado pelo Flamengo e Fluminense, está sendo muito criticado pelo estado do grama natural. A situação já foi pauta de diversas críticas de atletas, inclusive do zagueiro Léo Ortiz, do clube rubro-negro.
“Espero que quem possa fazer alguma coisa, faça. Porque realmente está muito complicado de jogar, ainda mais um time que gosta de jogar com a bola como nós. Por isso que, em alguns momentos, as pessoas falam do sintético. Às vezes, tem que dar razão para elas. Com gramados como esse, motiva muito a ter o sintético. O maior dos culpados para ter gramados sintéticos no Brasil é o gramado natural desse jeito”, disparou o defensor do Fla.
Clubes da Séries A e B aprovaram mudanças no futebol brasileiro nesta semana
Com votação, os 40 clubes da Séries A e B do Campeonato Brasileiro aprovaram um pacote de mudanças idealizado pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF). A principal mudança foi na redução gradual do limite de estrangeiros relacionados por equipe a cada jogo.
Pelo cronograma aprovado, o limite cai para oito em 2027, sete em 2028, seis em 2029 e chega a cinco em 2030. Será o patamar mais restritivo desde a flexibilização da regra nos últimos anos.
Essa é a primeira mudança desde 2024, quando os clubes tinham aumentado o limite para nove estrangeiros que poderiam ser relacionados por partida no futebol brasileiro. O limite, porém, não se aplica às competições da Conmebol, ou seja, Libertadores e Sul-Americana. Com isso, as equipes aproveitaram para investir em jogadores dos países vizinhos.
“A medida que propomos agora mantém um número importante de estrangeiros, entendemos a importância do estrangeiro no futebol brasileiro, mas, tanto com a redução do limite de estrangeiros, quanto com alterações no molde de inscrição de atletas na competição, tentamos dar mais espaço para os jogadores sub-23 e melhorar a qualidade técnica dos nossos times, principalmente no médio e longo prazo”, afirmou Helder Melillo, diretor executivo da CBF.
Entretanto, a tese que a utilização de gringos atrapalha que os clubes aproveitem os jovens formados nas categorias de base é controversa. O Athletico comprova isso, já que lidera a utilização de estrangeiros e jogadores com menos de 21 anos. Contudo, a mudança gradual será revista a cada ano e ainda tem chances de ser revista no fim de 2027.
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