Hellmann renova e só há uma hipótese de ir embora do Athletico: Seleção brasileira

Se você tropeçar com sapatos novos, perder o rumo e não encontrar mais o caminho, não pode desculpar-se do tropeço por ser sapatos novos, dizem os espanhóis. O presidente do Athletico, Mario Celso Petraglia, pode não saber dessa sabedoria dos galegos, mas ela aplica-se ao resolver uma importante questão para o futuro imediato do clube: […]

Ago 27, 2026 - 19:30
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Hellmann renova e só há uma hipótese de ir embora do Athletico: Seleção brasileira

Se você tropeçar com sapatos novos, perder o rumo e não encontrar mais o caminho, não pode desculpar-se do tropeço por ser sapatos novos, dizem os espanhóis.

O presidente do Athletico, Mario Celso Petraglia, pode não saber dessa sabedoria dos galegos, mas ela aplica-se ao resolver uma importante questão para o futuro imediato do clube: de sua mansão em Campo Comprido, renovou o contrato do treinador Odair Hellmann até o final de 2027.

Pensei como Petraglia pensou: há dois futuros para o futebol do Athletico. O imediato, por ser agora, é o mais importante. Ausente de suas atividades pessoais como presidente, em razão de estar ainda sob cuidados médicos, Petraglia quis reduzir a zero o risco do Furacão sofrer com a sua ausência, o que ocorreu em 2024, cujo resultado foi o rebaixamento.

Com Odair Hellmann no comando do futebol, o Athletico mantém-se “sapatos velhos.” O risco pode não zerar, mas com certeza evitará que a sua ausência vá provocar insegurança nos jogadores e essa motive uma variação técnica que saia do controle.

É certo que em um dado momento, o Athletico será obrigado a negociar alguns dos seus melhores jogadores. Se não foi neste período pós-Copa, em janeiro de 2027, terá que cumprir essa obrigação para remunerar a sua estrutura. Jogadores de sua primeira linha como Esquivel, Arthur Dias, João Cruz e em especial Viveros, devem ser negociados.

Petraglia e Odair Hellmann. (Foto: Reprodução/Youtube Athletico).

O Palmeiras, negociando todas as suas revelações para diminuir o déficit do ano anterior, vem provando que no Brasil não há nenhuma associação ou sociedade de futebol autossuficiente para dispensar cessão onerosa dos direitos de jogador para o exterior.

E nesse futuro que está por vir é que entra, outra vez, Odair Hellmann. Honesto, muitas vezes interveio quando o Furacão estava entrando no golpe de empresário, impedindo o negócio. Não é por coincidência que a intensa circulação de jogadores medíocres cessou no Caju. Capaz e estudioso de tudo que trata de futebol, inclusive do mercado, Odair sabe como auxiliar o clube na busca de jogadores para a reposição.

Quando, felizmente, foi frustrada a contratação de Edwuin Cetré, por R$30 milhões, e sendo necessário um jogador “de lado”, Hellmann já sabia que Kevin Vargas seria a solução. Por bem menos, Vargas já é uma das verdades que embala o Athletico neste Brasileirão.

Sem ser pessimista ou cometer excessos, penso que Hellmann talvez, o Athletico possa perder Hellmann, em um futuro próximo. Nas noites cariocas, há conversas de bastidores que o método de Carlos Ancelotti comandar a comissão técnica da seleção brasileira, do exterior, já está provocando dúvidas sobre exercício do cargo por um estrangeiro. Ainda mais, tendo sido ele o responsável direto pela pior campanha do Brasil em uma Copa do Mundo.

Os nomes de Rogério Ceni e Odair Hellmann são lembrados quando essas conversas alcançam as madrugadas cariocas.

Augusto Mafuz – leia o perfil completo

Há mais de quatro décadas, o jornalista Augusto Mafuz interpreta como poucos a alma do povo atleticano em crônicas diárias movidas por loucura, conflito e emoção. A frase de um velho dito entre torcedores resume sua importância: quando estourava uma crise no Athletico, a saída era “ler o Mafuz para saber o que a gente está pensando sobre isso”.

Mafuz Antonio Abrão nasceu em Guarapuava, em 11 de maio de 1949, três dias antes da primeira das 11 vitórias consecutivas do Furacão. Chegou a Curitiba aos 17 anos e bateu à porta da Rádio Guairacá. Em 1968, iniciou como repórter de campo e, dois anos depois, escreveu textos históricos sobre o título do Athletico na Tribuna do Paraná, onde é colunista desde 1977.

Polêmico vocacional e bem-informado dos bastidores do futebol, Mafuz esconde, sob a pena perfurocortante, um homem doce e generoso. Amigo de infância de Carneiro Neto, segue em atividade no podcast Carneiro & Mafuz, provando que sua crônica continua em pé de guerra. Clique aqui e leia todas as colunas de Augusto Mafuz.

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