Japonês vira atração no Paraná e ganha tratamento especial

Em busca do acesso para a elite do Campeonato Paranaense, o Paraná Clube aposta em diversos jovens com passagens por clubes das Séries A e B, mas também tem um nome que chama a atenção de toda a torcida. O meia-atacante japonês Nagi Kawatani, que estava na Terceira Divisão do Campeonato Japonês. Nagi Kawatani entrou […]

Abr 15, 2026 - 14:00
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Japonês vira atração no Paraná e ganha tratamento especial

Em busca do acesso para a elite do Campeonato Paranaense, o Paraná Clube aposta em diversos jovens com passagens por clubes das Séries A e B, mas também tem um nome que chama a atenção de toda a torcida. O meia-atacante japonês Nagi Kawatani, que estava na Terceira Divisão do Campeonato Japonês.

Nagi Kawatani entrou durante o segundo tempo no empate em 1 a 1 com o Batel e na vitória por 3 a 1 sobre o Nacional, mas ficou apenas como opção no banco de reservas no triunfo por 2 a 0 diante do Nacional. Os poucos minutos em campo fazem parte do processo de adaptação do jogador, que vive a sua primeira experiência fora do Japão.

Durante os treinamentos, o técnico Tcheco costuma conversar individualmente com Nagi em inglês para passar todos os detalhes do que vai ser treinado. Na época de jogador, o comandante paranista viveu uma situação parecida quando foi emprestado pelo próprio Tricolor para o futebol chinês no final da década de 1990.

“Eu tive um pouco essa experiência que nem ele. Quando saí do Paraná Clube, fiquei um ano emprestado para o futebol chinês em 1999. Uma cultura também totalmente diferente. Nos primeiros três, quatro meses, eu nem tinha tradutor. E hoje tem toda a tecnologia que ajuda muito ele em relação à família também para comunicação. É uma adaptação rápida que está tendo e é um menino muito dedicado a tudo que a gente pede. A diretoria tem ajudado com aula de português, ele é muito interessado e chega com palavras novas a cada dia”, conta Tcheco.

O treinador ainda destaca a inteligência de Nagi, que já está sendo reconhecido pelos torcedores na rua. “Ele tem um cognitivo muito bom. Ouso a dizer que mesmo em português, quando a gente só mostra a dinâmica, ele entende mais rápido que alguns atletas”, ressalta.


“Ele quer espaço dentro do futebol brasileiro, mas a gente já passou para ele que as coisas são devagar e no seu tempo, até porque tem gente na frente dele. Ele entende completamente, mas está adorando e vivendo o dia a dia dele na cidade. É uma grande experiência na vida dele e vai ter muita história para contar quando voltar para o Japão. A gente está fazendo parte disso também, parece pouca coisa, mas não é”, destaca Tcheco.


Nagi é o terceiro japonês na história do Paraná Clube

Nagi Kawatani é o terceiro jogador nascido no Japão a ser contratado pelo Paraná Clube. O primeiro foi o meia Koichi Hashimoto 2001, quando o Tricolor estava em alta pela conquista no ano anterior do Módulo Amarelo da Copa João Havelange. O jogador, que teve uma passagem em 1994 pelo Corinthians, sofreu com a alta concorrência e praticamente não entrou em campo.

Já em 2010, o time paranista contratou o lateral-esquerdo Yohei Iwasaki, que já tinha passagem no futebol paranaense por Paranavaí e Serrano. Segundo a página Movimento Paranista, a ideia foi uma parceira com a patrocinadora Subaru para atrair investimento e visibilidade para o clube no mercado asiático. O atleta foi titular em uma partida do Campeonato Paranaense contra o Operário.

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