Jogo da Série B termina com prisão após injúria racial e agressão a presidente
O Vila Nova informou, na manhã desta segunda-feira (20), que estão sendo apuradas ocorrências de dois possíveis crimes de injúria racial e dois de lesão corporal após a partida contra o Operário, no último sábado (18), pela Série B do Brasileirão. Após o fim da partida, o atacante Hildeberto, do Fantasma, relatou ter sido vítima […]
O Vila Nova informou, na manhã desta segunda-feira (20), que estão sendo apuradas ocorrências de dois possíveis crimes de injúria racial e dois de lesão corporal após a partida contra o Operário, no último sábado (18), pela Série B do Brasileirão.
Após o fim da partida, o atacante Hildeberto, do Fantasma, relatou ter sido vítima de ofensas racistas no estádio Onésio Brasileiro Alvarenga (OBA), em Goiânia. O jogador, que é natural de Cabo Verde, na África, alegou que teria sido alvo da injúria racial por parte de um torcedor goiano atrás do banco de reservas. Ele saiu direto do estádio para a delegacia local para registrar boletim de ocorrências.
“Em relação às denúncias de injúria racial, um dos supostos autores foi preso em flagrante e, após audiência de custódia neste domingo, responderá ao processo em liberdade, com medida cautelar de proibição de frequentar praças desportivas”, diz a nota oficial do Tigre.
“O segundo indivíduo foi devidamente identificado e qualificado, logo após o fato, pelo Vila Nova Futebol Clube, através de seu sistema interno de segurança e a Polícia Civil instaurou um inquérito por portaria para investigar o caso”, prossegue o clube goiano.
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Vila Nova x Operário também tem agressões
Além da questão envolvendo a acusação de injúria racial, o jogo entre Vila Nova e Operário também terminou com arremessos de objetos e acusações de agressões. Um dos objetos arremessados das arquibancadas atingiu o rosto de Álvaro Góes, presidente do Operário, que caiu no gramado com nariz sangrando.
Além disso, jogadores do Fantasma também atiraram objetos em direção aos torcedores goianos, sendo que um deles acabou atingido. “Os autores de lesão corporal foram imediatamente conduzidos à delegacia, sendo um torcedor do Vila Nova, que praticou a lesão corporal em desfavor do presidente do Operário”, diz o Vila.
“E o jogador do Operário, que praticou a lesão corporal em desfavor desse mesmo torcedor do Vila Nova, com um objeto lançado do campo, uma garrafa com isotônico da equipe visitante, para fora do campo e retornado ao campo resultando na segunda lesão corporal leve”, prossegue o texto.
Além disso, o Vila Nova também informou que, em âmbito administrativo, determinou a suspensão temporária do acesso ao clube dos dois torcedores acusados de injúria racial, que negam as acusações.
Operário publica nota oficial sobre caso de racismo: “Abominável”
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Diz a nota oficial do Fantasma. “O Operário Ferroviário repudia com absoluta veemência os atos de cunho racista sofridos por seus atletas após a partida deste sábado, em Goiânia, diante do Vila Nova.
As imagens encaminhadas às autoridades evidenciam as manifestações discriminatórias. Um dos envolvidos já foi identificado e autuado em flagrante. O clube prestou imediato apoio aos jogadores e acompanhará o caso até as últimas instâncias, buscando a completa responsabilização dos envolvidos.
O Operário ressalta que se trata de uma conduta individual, que não representa a instituição Vila Nova nem a maioria de seus torcedores. Agradecemos à diretoria do clube goiano pela postura colaborativa e pela solidariedade prestada aos nossos atletas e ao Presidente do Grupo Gestor.
No que se refere aos acontecimentos posteriores, o Operário destaca que o ambiente foi marcado por elevada tensão decorrente da gravidade do ocorrido, circunstância que deverá ser considerada na devida análise.
Reafirmamos que o racismo é abominável e inaceitável. O combate a essa prática exige a união de toda a sociedade. Seguiremos firmes, de forma intransigente, no combate ao racismo e na defesa incondicional de nossos profissionais”.

