Justiça condena empresário e ex-servidora por corrupção em obras públicas de Patos, no Sertão da PB
Justiça condena empresário e ex-servidora por corrupção em obras públicas de Patos, no Sertão da PB Prefeitura de Patos A Justiça Federal na Paraíba condenou um empresário e uma ex-servidora da prefeitura de Patos, no Sertão da Paraíba, pelos crimes de corrupção ativa e passiva, após investigações de fraudes em licitações e execução de obras com recursos federais no município. O g1 não conseguiu localizar as defesas dos condenados até a última atualização desta reportagem. Da decisão, cabe recurso. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 PB no WhatsApp As condenações acontecem no âmbito da Operação Outside, que investigou irregularidades nas obras de restauração das avenidas da Alça Sudeste e da Avenida Manoel Mota (Alça Sudoeste), em Patos. Segundo a decisão, a então coordenadora do Núcleo de Convênios do município recebeu R$ 9 mil em vantagens indevidas entre 2021 e 2024. A investigação apontou que a servidora se valia da função pública para favorecer uma empresa contratada. Conforme o processo, ela teria compartilhado informações sigilosas, atuado para antecipar pagamentos e influenciado procedimentos internos. Entre as condutas identificadas estão a antecipação de dados sobre a liberação de verbas, a cobrança para acelerar medições de obras e o envio de documentos para que terceiros os preenchessem. Essa ex-servidora foi condenada por corrupção passiva em 18 ocasiões, com pena de 4 anos, 5 meses e 10 dias de reclusão, além de multa, e perdeu o cargo público. Já o empresário recebeu uma condenação por corrupção ativa em 12 ocasiões, com pena de 3 anos e 4 meses de reclusão, também com multa. A sentença também reconheceu a existência de um esquema contínuo de pagamento de propina em troca de facilidades administrativas e, ao levar em conta isso, a Justiça Federal resaltou que esse fator foi considerado na fixação das penas. Os argumentos apresentados pela defesa dos condenados não foram aceitos pela Justiça. A versão de que os valores recebidos seriam apenas uma forma de auxílio financeiro foi considerada improcedente, assim como a tese de que não haveria crime caso a iniciativa do pagamento partisse do próprio servidor. Na avaliação da Justiça, as provas indicam a existência de um acerto prévio entre os envolvidos, demonstrando a intenção consciente de praticar o ato ilícito, elemento essencial para a configuração dos crimes de corrupção. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Vídeos mais assistidos do g1 Paraíba

Justiça condena empresário e ex-servidora por corrupção em obras públicas de Patos, no Sertão da PB Prefeitura de Patos A Justiça Federal na Paraíba condenou um empresário e uma ex-servidora da prefeitura de Patos, no Sertão da Paraíba, pelos crimes de corrupção ativa e passiva, após investigações de fraudes em licitações e execução de obras com recursos federais no município. O g1 não conseguiu localizar as defesas dos condenados até a última atualização desta reportagem. Da decisão, cabe recurso. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 PB no WhatsApp As condenações acontecem no âmbito da Operação Outside, que investigou irregularidades nas obras de restauração das avenidas da Alça Sudeste e da Avenida Manoel Mota (Alça Sudoeste), em Patos. Segundo a decisão, a então coordenadora do Núcleo de Convênios do município recebeu R$ 9 mil em vantagens indevidas entre 2021 e 2024. A investigação apontou que a servidora se valia da função pública para favorecer uma empresa contratada. Conforme o processo, ela teria compartilhado informações sigilosas, atuado para antecipar pagamentos e influenciado procedimentos internos. Entre as condutas identificadas estão a antecipação de dados sobre a liberação de verbas, a cobrança para acelerar medições de obras e o envio de documentos para que terceiros os preenchessem. Essa ex-servidora foi condenada por corrupção passiva em 18 ocasiões, com pena de 4 anos, 5 meses e 10 dias de reclusão, além de multa, e perdeu o cargo público. Já o empresário recebeu uma condenação por corrupção ativa em 12 ocasiões, com pena de 3 anos e 4 meses de reclusão, também com multa. A sentença também reconheceu a existência de um esquema contínuo de pagamento de propina em troca de facilidades administrativas e, ao levar em conta isso, a Justiça Federal resaltou que esse fator foi considerado na fixação das penas. Os argumentos apresentados pela defesa dos condenados não foram aceitos pela Justiça. A versão de que os valores recebidos seriam apenas uma forma de auxílio financeiro foi considerada improcedente, assim como a tese de que não haveria crime caso a iniciativa do pagamento partisse do próprio servidor. Na avaliação da Justiça, as provas indicam a existência de um acerto prévio entre os envolvidos, demonstrando a intenção consciente de praticar o ato ilícito, elemento essencial para a configuração dos crimes de corrupção. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Vídeos mais assistidos do g1 Paraíba

