Londrina chora a injustiça pela invencibilidade: Operário é bicampeão paranaense
Em 1962, depois de um Flamengo 0 x Fluminense 0, com 170 mil pagantes no Maracanã, Nelson Rodrigues escreveu uma dura verdade: “No futebol, não há nada mais triste do que o zero a zero”. Cometendo o pecado de emendar o Mestre, eu diria: “mais do que triste, são dois zero a zero. É pura […]
Em 1962, depois de um Flamengo 0 x Fluminense 0, com 170 mil pagantes no Maracanã, Nelson Rodrigues escreveu uma dura verdade: “No futebol, não há nada mais triste do que o zero a zero”.
Cometendo o pecado de emendar o Mestre, eu diria: “mais do que triste, são dois zero a zero. É pura melancolia”. Decidindo o Estadual, Londrina e Operário, em duas partidas, jogaram 190 minutos sem fazer gols. Se jogassem outro tanto, não fariam.
Para ambos, a bola foi apenas uma referência para um jogo de medo e de pânico pela derrota, e de força bruta pelo físico. De futebol bucólico, na calada da tarde, em uma fazenda, entre peões, não seria pior.
Explica-se então que a solução para a conquista do título tenha sido remetido para os pênaltis. E, aí, entrou em campo a história do Operário que dá peso à sua camisa: 4×3. Fantasma bicampeão paranaense!
Os londrinenses choram injustiça por causa da invencibilidade do Tubarão.
Como na vida, no futebol, a justiça não é abstrata ou subjetiva. Ela existe ou não existe em razão de um fato positivo ou negativo. E, no caso, o Londrina criou o fato que decidiu o título: No último lance, o atacante Fabiano, com a bola do título, na frente de um goleiro em pânico, chutou-a para fora.
O que decide um jogo e um campeonato não são as virtudes, mas os erros./https%3A%2F%2Fmedia.umdoisesportes.com.br%2Fmain%2F2026%2F03%2Foperario-campeao-paranaense-2026.jpg)
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