‘Maxxing’ é eleita palavra do ano de 2026 pela Dictionary.com

O Dictionary.com elegeu “maxxing” a palavra do ano de 2026. O termo descreve o hábito de levar uma atividade ao extremo ou otimizar ao máximo algum aspecto da vida. Para definir a vencedora, a equipe do Dictionary.com analisa tendências de busca, redes sociais e noticiário. “Maxxing” se destacou porque se conecta a áreas muito diferentes da vida. Virou sufixo: há quem faça “proteinmaxxing” no café da manhã, “tokenmaxxing” ao usar o máximo possível de inteligência artificial no expediente e “cozymaxxing” na sexta à noite. O termo é um nativo digital, ou seja, nasceu da internet. “Maxxing” e as expressões derivadas dele surgiram primeiro no Reddit e em outros fóruns antes de se espalharem pelas redes sociais. A moda não é de agora, mas segundo o dicionário, o uso da palavra online em agosto foi 19 vezes maior que a média mensal de 2025. Agora no g1 O mundo do looksmaxxing A vaciação mais conhecida é a “looksmaxxing”, que propõe otimizar a aparência física até chegar ao rosto e ao corpo considerados perfeitos e, com eles, a uma vida ideal. A prática atrai cada vez mais jovens e tem uma gradação própria. Na ponta mais branda, chamada de “softmaxxing”, estão hábitos como treino na academia e cuidados com a pele. A rotina de muitos adeptos, porém, vai além e inclui o consumo de hormônio do crescimento e de peptídeos não regulamentados. No extremo, o “hardmaxxing”, alguns batem nos ossos do rosto, técnica conhecida como “bone smashing”, ou se submetem a cirurgias de mandíbula. O objetivo é “ascender” na hierarquia da atração e chegar a uma aparência que lembra a dos neandertais. Pela origem do termo, alguns especialistas que estudam a “machosfera”, subcultura ultramasculina retratada no documentário de Louis Theroux na Netflix, veem o looksmaxxing como possível porta de entrada para esse universo. Para o jornalista Matt Shea, influenciadores como Andrew Tate compartilham essa ideologia e a usam para ganhar dinheiro. A associação não é consenso entre os próprios adeptos. Na internet, muitos looksmaxxers dizem não se identificar com as mensagens misóginas.

Out 26, 2026 - 14:00
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‘Maxxing’ é eleita palavra do ano de 2026 pela Dictionary.com
O Dictionary.com elegeu “maxxing” a palavra do ano de 2026. O termo descreve o hábito de levar uma atividade ao extremo ou otimizar ao máximo algum aspecto da vida. Para definir a vencedora, a equipe do Dictionary.com analisa tendências de busca, redes sociais e noticiário. “Maxxing” se destacou porque se conecta a áreas muito diferentes da vida. Virou sufixo: há quem faça “proteinmaxxing” no café da manhã, “tokenmaxxing” ao usar o máximo possível de inteligência artificial no expediente e “cozymaxxing” na sexta à noite. O termo é um nativo digital, ou seja, nasceu da internet. “Maxxing” e as expressões derivadas dele surgiram primeiro no Reddit e em outros fóruns antes de se espalharem pelas redes sociais. A moda não é de agora, mas segundo o dicionário, o uso da palavra online em agosto foi 19 vezes maior que a média mensal de 2025. Agora no g1 O mundo do looksmaxxing A vaciação mais conhecida é a “looksmaxxing”, que propõe otimizar a aparência física até chegar ao rosto e ao corpo considerados perfeitos e, com eles, a uma vida ideal. A prática atrai cada vez mais jovens e tem uma gradação própria. Na ponta mais branda, chamada de “softmaxxing”, estão hábitos como treino na academia e cuidados com a pele. A rotina de muitos adeptos, porém, vai além e inclui o consumo de hormônio do crescimento e de peptídeos não regulamentados. No extremo, o “hardmaxxing”, alguns batem nos ossos do rosto, técnica conhecida como “bone smashing”, ou se submetem a cirurgias de mandíbula. O objetivo é “ascender” na hierarquia da atração e chegar a uma aparência que lembra a dos neandertais. Pela origem do termo, alguns especialistas que estudam a “machosfera”, subcultura ultramasculina retratada no documentário de Louis Theroux na Netflix, veem o looksmaxxing como possível porta de entrada para esse universo. Para o jornalista Matt Shea, influenciadores como Andrew Tate compartilham essa ideologia e a usam para ganhar dinheiro. A associação não é consenso entre os próprios adeptos. Na internet, muitos looksmaxxers dizem não se identificar com as mensagens misóginas.