Ministros sinalizam que decisão de Gilmar sobre impeachment conseguirá maioria no plenário: 'É um freio de arrumação'

Ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) sinalizaram ao blog que a decisão liminar (provisória) do ministro Gilmar Mendes, que restringe à iniciativa do procurador-geral da República terá maioria no plenário da Corte. Nas palavras de um ministro, a decisão, sem dúvida, aumenta o ambiente de tensão entre os poderes. "Mas já é um freio de arrumação para o ano que vem", disse esse ministro, numa referência à possibilidade de uma mudança na composição do Senado após as eleições. Outro ministro faz uma análise semelhante. "A decisão de Gilmar veio para conter perseguições e retaliações contra ministros do STF", pontuou. O ministro continua: "São dezenas de pedidos de impeachment contra o ministro Alexandre de Moraes. Não tem um único que não seja abusivo. Essa situação vai piorar. A liminar [de Gilmar] é preventiva". Outra avaliação que esse magistrado faz é que, "do jeito que a situação está, ministros do STF vão ter que trocar decisões jurídicas por apoio parlamentar, senão sofre impeachment. O único freio possível mínimo é o STF", alertou.

Dez 3, 2025 - 18:00
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Ministros sinalizam que decisão de Gilmar sobre impeachment conseguirá maioria no plenário: 'É um freio de arrumação'
Ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) sinalizaram ao blog que a decisão liminar (provisória) do ministro Gilmar Mendes, que restringe à iniciativa do procurador-geral da República terá maioria no plenário da Corte. Nas palavras de um ministro, a decisão, sem dúvida, aumenta o ambiente de tensão entre os poderes. "Mas já é um freio de arrumação para o ano que vem", disse esse ministro, numa referência à possibilidade de uma mudança na composição do Senado após as eleições. Outro ministro faz uma análise semelhante. "A decisão de Gilmar veio para conter perseguições e retaliações contra ministros do STF", pontuou. O ministro continua: "São dezenas de pedidos de impeachment contra o ministro Alexandre de Moraes. Não tem um único que não seja abusivo. Essa situação vai piorar. A liminar [de Gilmar] é preventiva". Outra avaliação que esse magistrado faz é que, "do jeito que a situação está, ministros do STF vão ter que trocar decisões jurídicas por apoio parlamentar, senão sofre impeachment. O único freio possível mínimo é o STF", alertou.