Morre Jackson Nascimento, um facho de luz que nunca irá apagar no Athletico
Às vezes, adoraria que fosse possível mudar minha época de vida. Inocente e ingênuo, imagino ver jogando aqueles que se tornaram as maiores lendas do Clube Athletico Paranaense: Caju e Jackson Nascimento. Mas, vivendo dias de hoje, e sabendo que Caju e Jackson existiram e jogaram, sinto-me pobre por não ter vivido aquela época. Se […]
Às vezes, adoraria que fosse possível mudar minha época de vida. Inocente e ingênuo, imagino ver jogando aqueles que se tornaram as maiores lendas do Clube Athletico Paranaense: Caju e Jackson Nascimento.
Mas, vivendo dias de hoje, e sabendo que Caju e Jackson existiram e jogaram, sinto-me pobre por não ter vivido aquela época. Se não fosse assim, como testemunha, poderia contar algumas das mais belas histórias escritas na Baixada pelo dois.
Aos 102 anos de idade, Jackson Nascimento foi embora. Morreu ao natural como tem o direito de morrer uma lenda, cujo bem mais precioso do seu espólio é a sua história.
O tamanho de Jackson na história do Athletico e na história da sua vida, não pode ser medido, é infinito. Evoca uma inspirada coleção de juízos e adjetivos: ídolo, craque e lenda. Fora de campo, singular, ímpar. A sua leveza como ser humano, identifica-o como coisa de Deus. A sua grandeza sempre vai exigir a conjugação do verbo no presente, por ser um facho de luz que nunca vai apagar.
Vou deixar Jackson em paz. Sei que ele irá encontrar-se com Caju e juntar-se a Viana, Rui, Neno e Cireno, o ataque do Furacão que, em 12 jogos, fez 49 gols, em 1949. Por isso, Furacão. E todos juntos irão rir de nós que não vivemos aquele tempo./https%3A%2F%2Fmedia.umdoisesportes.com.br%2Fmain%2F2026%2F09%2Fjackson-nascimento-athletico-epoca-jogador.jpg)
Augusto Mafuz – leia o perfil completo
Há mais de quatro décadas, o jornalista Augusto Mafuz interpreta como poucos a alma do povo atleticano em crônicas diárias movidas por loucura, conflito e emoção. A frase de um velho dito entre torcedores resume sua importância: quando estourava uma crise no Athletico, a saída era “ler o Mafuz para saber o que a gente está pensando sobre isso”.
Mafuz Antonio Abrão nasceu em Guarapuava, em 11 de maio de 1949, três dias antes da primeira das 11 vitórias consecutivas do Furacão. Chegou a Curitiba aos 17 anos e bateu à porta da Rádio Guairacá. Em 1968, iniciou como repórter de campo e, dois anos depois, escreveu textos históricos sobre o título do Athletico na Tribuna do Paraná, onde é colunista desde 1977.
Polêmico vocacional e bem-informado dos bastidores do futebol, Mafuz esconde, sob a pena perfurocortante, um homem doce e generoso. Amigo de infância de Carneiro Neto, segue em atividade no podcast Carneiro & Mafuz, provando que sua crônica continua em pé de guerra. Clique aqui e leia todas as colunas de Augusto Mafuz.
LEIA TAMBÉM:
- Athletico, Corinthians e figuras do futebol lamentam morte de Jackson; veja as homenagens
- Lenda do Athletico, Jackson terá velório na Arena da Baixada; veja os horários
- Augusto Mafuz: O Atletiba perdeu o encanto do imponderável e virou um clássico de iguais

