MPF investiga contrato de mais de R$ 15 milhões para retirada de lixo da Terra Indígena Yanomami
Área degradada pelo garimpo no Alto Catrimani, na Terra Indígena Yanomami Lucas Silva/Platô Filmes/ISA O Ministério Público Federal em Roraima (MPF) abriu, nesta quinta-feira (23), uma investigação para apurar suspeita irregularidades em um acordo milionário firmado entre a Central de Cooperativas e Empreendimentos Solidários do Brasil (Unisol Brasil) e o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). O trabalho previa a retirada de resíduos sólidos da Terra Indígena Yanomami. O g1 apurou que o acordo previa o repasse de R$ 15.774.250 do MTE para a Unisol Brasil. Este mesmo contrato foi alvo de uma ação no Tribunal de Contas da União (TCU) (entenda mais abaixo). No território, vivem indígenas dos povos Yanomami e Ye'kwana, ambos seria contemplados com o serviço. A reportagem procurou a Unisol Brasil e o MTE, mas até a publicação desta reportagem não houve resposta. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 RR no WhatsApp Segundo o MPF, o caso iniciou a partir de um procedimento preparatório. Com a necessidade de ampliar a apuração, o órgão instaurou o inquérito, que permitirá aprofundar as investigações, com a solicitação de documentos, informações e esclarecimentos relacionados ao contrato e à execução. "O prazo de tramitação deste último procedimento encontra-se exaurido e havendo necessidade de elucidação dos fatos, sendo imprescindível o prosseguimento do feito", cita trecho da portaria assinada pela procuradora federal do MPF, Raquel de Melo Teixeira, e publicada no Diário Oficial do órgão. O acordo entre o MTE e a Unisol foi firmado por meio de um termo de fomento, um modelo de parceria entre o poder público e uma organização da sociedade civil para a execução de atividade de interesse público. Outra ação O mesmo contrato foi alvo de uma ação no TCU. O órgão elaborou um relatório após solicitação do Congresso Nacional e representações feitas por parlamentares. Em novembro de 2025, uma decisão suspendeu novos repasses de recursos federais do MTE para a Unisol Brasil. A Corte de Contas também proibiu qualquer pagamento ou transferência bancária pelas entidades utilizando os recursos que já haviam sido recebidos ou depositados nas contas das parceiras. A decisão foi motivada pelo receio de dano aos cofres públicos por falta de metas e de mecanismos de monitoramento. Agora no g1 Leia outras notícias do estado no g1 Roraima.

Área degradada pelo garimpo no Alto Catrimani, na Terra Indígena Yanomami Lucas Silva/Platô Filmes/ISA O Ministério Público Federal em Roraima (MPF) abriu, nesta quinta-feira (23), uma investigação para apurar suspeita irregularidades em um acordo milionário firmado entre a Central de Cooperativas e Empreendimentos Solidários do Brasil (Unisol Brasil) e o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). O trabalho previa a retirada de resíduos sólidos da Terra Indígena Yanomami. O g1 apurou que o acordo previa o repasse de R$ 15.774.250 do MTE para a Unisol Brasil. Este mesmo contrato foi alvo de uma ação no Tribunal de Contas da União (TCU) (entenda mais abaixo). No território, vivem indígenas dos povos Yanomami e Ye'kwana, ambos seria contemplados com o serviço. A reportagem procurou a Unisol Brasil e o MTE, mas até a publicação desta reportagem não houve resposta. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 RR no WhatsApp Segundo o MPF, o caso iniciou a partir de um procedimento preparatório. Com a necessidade de ampliar a apuração, o órgão instaurou o inquérito, que permitirá aprofundar as investigações, com a solicitação de documentos, informações e esclarecimentos relacionados ao contrato e à execução. "O prazo de tramitação deste último procedimento encontra-se exaurido e havendo necessidade de elucidação dos fatos, sendo imprescindível o prosseguimento do feito", cita trecho da portaria assinada pela procuradora federal do MPF, Raquel de Melo Teixeira, e publicada no Diário Oficial do órgão. O acordo entre o MTE e a Unisol foi firmado por meio de um termo de fomento, um modelo de parceria entre o poder público e uma organização da sociedade civil para a execução de atividade de interesse público. Outra ação O mesmo contrato foi alvo de uma ação no TCU. O órgão elaborou um relatório após solicitação do Congresso Nacional e representações feitas por parlamentares. Em novembro de 2025, uma decisão suspendeu novos repasses de recursos federais do MTE para a Unisol Brasil. A Corte de Contas também proibiu qualquer pagamento ou transferência bancária pelas entidades utilizando os recursos que já haviam sido recebidos ou depositados nas contas das parceiras. A decisão foi motivada pelo receio de dano aos cofres públicos por falta de metas e de mecanismos de monitoramento. Agora no g1 Leia outras notícias do estado no g1 Roraima.

