“Não recusei a SAF”: Ex-presidente do Paraná Clube justifica voto contrário
O ex-presidente do Paraná, Rubens Ferreira e Silva, mais conhecido como Rubão, negou que seja contrário à transformação do clube em Sociedade Anônima do Futebol (SAF). Mandatário paranista entre 2021 e 2024, ele foi um dos dois votos contrários na reunião do Conselho Deliberativo que aprovou a proposta da venda para a NextPlay. Em contato […]
O ex-presidente do Paraná, Rubens Ferreira e Silva, mais conhecido como Rubão, negou que seja contrário à transformação do clube em Sociedade Anônima do Futebol (SAF). Mandatário paranista entre 2021 e 2024, ele foi um dos dois votos contrários na reunião do Conselho Deliberativo que aprovou a proposta da venda para a NextPlay.
Em contato com a reportagem do UmDois Esportes, Rubão explicou que o voto foi, na visão dele, por falta de garantias da NextPlay. “A reunião era para votar o Acordo de Acionistas-SHA e o Contrato de Compra e Venda-SPA. À vista do meu ponto, não foram apresentadas Garantias Real ou Fidejussoria”, disse.
“Eu não recusei a SAF. Está havendo uma grande confusão. A proposta vinculante da NextPlay foi aprovada no ano passado, como consta no Edital de Oferta Pública protocolado em dezembro/25, que aguarda homologação da Juíza Universal. Esse documento está disponível no processo da RJ e no site do Administrador Judicial”, justificou Rubão.
O ex-mandatário ainda disse que recebeu propostas para a venda da SAF no período em que estava no comando e sempre pediu garantias. “Destaco que, na minha gestão, criamos a SAF, condição obrigatória para requerermos a Recuperação Judicial. Jamais eu poderia ser contra o Instituto da SAF. Fui procurado, em diversas oportunidades, por grupos e empresas visando ‘comprar o Paraná’ e sempre deixei claro que a condição obrigatória seria ter plano bem estruturado, com garantias”, disse.
Presidente do Paraná Clube no ano do rebaixamento para a Segundona do Paranaense em 2022 e no fracasso do acesso para a elite em 2023, Rubão tem 10% das ações do Tricolor e já afirmou que o percentual será repassado para a Associação com a venda da SAF. Por fim, Rubão deixou claro que “a SAF é a salvação do Paraná Clube, mas a NextPlay não apresentou garantias.
Além de Rubão, o outro voto contrário a venda da SAF para a NextPlay foi de Renato Collere, ex-presidente do Conselho e membro do Comitê da SAF.
Em contato com a reportagem, Collere destacou que o seu posicionamento é pessoal e que não faz parte do pensamento de outros membros do Comitê da SAF e que este não emitiu orientação para votar a favor ou contra. “Externei claramente durante a reunião do Conselho, o conjunto de 3 fatores e os riscos que levaram a minha recusa. Na minha opinião, os fatores levam a riscos muito altos. Por motivo de confidencialidade (pois fiz parte do Comitê SAF e sou Conselheiro) não posso externar estes fatores e riscos”, disse Collere.
“Naturalmente, respeito a decisão e sei que ainda há muitos passos até o fechamento do negócio. Torço que os riscos que temo não ocorram e que tudo se encaminhe para o melhor para o Paraná Clube”, completa.
Paraná Clube está muito próximo de oficializar a venda da SAF
Na reunião da última segunda-feira (22), o Conselho Deliberativo do Paraná Clube aprovou a venda da SAF para a NextPlay praticamente por unanimidade. Antes da aprovação, houve um clima de incerteza pelo parecer negativo do Comitê da SAF, mas os sócios da empresa tiraram todas as dúvidas dos conselheiros./https%3A%2F%2Fmedia.umdoisesportes.com.br%2Fmain%2F2026%2F04%2Ftorcida-parana-mata-mata-segundona.jpg)
“A aprovação destes documentos representa um marco importante para a construção de uma solução definitiva para o Paraná Clube. Conseguimos estruturar um modelo que busca preservar integralmente a identidade do clube e criar as condições necessárias para um projeto sustentável de longo prazo. A Recuperação Judicial exige um nível elevado de transparência e segurança jurídica, e acreditamos que este formato oferece as garantias necessárias para todos os envolvidos”, comentou Pedro Weber, CEO da NextPlay.
Para concluir a venda da SAF, o Paraná Clube ainda precisa da Certidão Positiva com Efeitos de Negativa da Fazenda Nacional, que mostra a regularidade fiscal. O documento só será disponibilizado com a conclusão da transação tributária com a União e o pagamento da primeira parcela de R$ 3 milhões. Com a definição do assunto no Conselho, o valor será pago pela NextPlay nos próximos dias.
No mês passado, a juíza Mariana Fowler Gusso, titular da 1ª Vara de Falências e Recuperação Judicial de Curitiba, deu um prazo de 90 dias para apresentar a certidão. Somente após o documento que ela vai homologar o plano aprovado pelos credores para a Recuperação Judicial (RJ).

