O que esperar da seleção brasileira comandada por Carlo Ancelotti?

Tendo acompanhado as conquistas do bicampeonato mundial de seleção brasileira pelo rádio, conferindo mais tarde as imagens na tela do cinema, pois a televisão ainda engatinhava em nosso país. Confesso que com o passar do tempo e, sobretudo, pelo acúmulo de fracassos nas últimas décadas, diminuiu o meu entusiasmo pelo consagrado “Time Canarinho”. E tenho […]

Mar 24, 2026 - 18:30
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O que esperar da seleção brasileira comandada por Carlo Ancelotti?

Tendo acompanhado as conquistas do bicampeonato mundial de seleção brasileira pelo rádio, conferindo mais tarde as imagens na tela do cinema, pois a televisão ainda engatinhava em nosso país. Confesso que com o passar do tempo e, sobretudo, pelo acúmulo de fracassos nas últimas décadas, diminuiu o meu entusiasmo pelo consagrado “Time Canarinho”.

E tenho sentido que baixou o entusiasmo da torcida também. E não adianta vir com essa bobagem do “Brasa”, porque soa ridículo. Não que deixei de assistir aos jogos, amistosos ou oficiais, mas sem o mesmo entusiasmo diante da carência técnica individual da maioria dos jogadores e da limitação dos treinadores nos últimos anos.

Como sou da geração do tricampeonato mundial, com o privilégio de ter convivido, com muitos daqueles craques maravilhosos, profissional e pessoalmente, ficou difícil entender o que se passa com o nosso escrete nacional.

Depois do pentacampeonato, nas asas de fenômenos como Ronaldo, Ronaldinho Gaucho, Rivaldo e outros, a fonte da seleção brasileira secou com algumas gerações decepcionantes de novos jogadores.

Agora, o que se pode esperar do Brasil comandado por Carlo Ancelotti. Um grande treinador, sem dúvida, mas o time não impressiona e não consegue recuperar o otimismo da torcida, por mais boa vontade que tenhamos.

Para os amistosos com a França, em Boston, e a Croácia, em Orlando, dois países que nos eliminaram em mundiais recentes, a zaga não inspira muita confiança; o meio de campo tem o experiente Casemiro e os esforçados Andrey, Danilo, Fabinho, Gabriel Sara e alguns outros sem grandes tremeliques emocionais.

O ataque é mais animador com Martinelli, João Pedro, Matheus Cunha, Raphinha, Vinicius Jr e Endrick.
Sugiro aguardar a evolução técnica do selecionado brasileiro até a Copa do Mundo em junho.

Assista ao podcast Carneiro & Mafuz #124

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