O que mudança de ex-premiê da Nova Zelândia para Austrália revela sobre 'êxodo de cérebros' no país

A mudança da ex-primeira-ministra neozelandesa Jacinda Ardern para a Austrália reacendeu as discussões sobre o 'êxodo de cérebros' do seu país Getty Images/ BBC Para um povo cujo apelido é um pássaro que não voa, mudar-se para o exterior, ironicamente, se tornou uma espécie de ritual de passagem para muitos neozelandeses. Nos últimos anos o número de kiwis (que dá nome ao pássaro e à conhecida fruta) que abandonam o país da Oceania atingiu recordes. Grande parte deles "atravessa o estreito" (uma distância de cerca 1.500 km) para ir morar na Austrália. A ex-primeira-ministra neozelandesa Jacinda Ardern (2017-2023) se tornou uma das últimas a aderirem ao êxodo. Seu escritório confirmou que ela e a família se mudaram para Sydney, na Austrália, onde já foram encontrados procurando residência nas populares praias do norte da cidade. A mudança de Ardern deu mais destaque às dificuldades enfrentadas pela Nova Zelândia para reter seus melhores e mais brilhantes cidadãos. O país enfrenta uma economia estagnada, custo de vida em crise e falta de moradia. "A mudança de Ardern, provavelmente, será considerada um símbolo deste padrão maior. Para alguns, parecerá uma deserção", declarou à BBC Alan Gamlen, diretor do centro de migração da Universidade Nacional Australiana. Veja os vídeos que estão em alta no g1 No ano passado, mais de 66 mil neozelandeses se mudaram para o exterior. O número equivale a 180 pessoas por dia. Este fluxo é parcialmente compensado pelos neozelandeses que retornam ao país. Mas, para uma nação com apenas 5,3 milhões de habitantes, o número de cidadãos que saem é considerável. A Nova Zelândia é um país relativamente seguro, famoso em todo o mundo pelos seus deslumbrantes cenários e as pessoas que vivem ali têm alta expectativa de vida.

Mar 9, 2026 - 03:30
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O que mudança de ex-premiê da Nova Zelândia para Austrália revela sobre 'êxodo de cérebros' no país

A mudança da ex-primeira-ministra neozelandesa Jacinda Ardern para a Austrália reacendeu as discussões sobre o 'êxodo de cérebros' do seu país Getty Images/ BBC Para um povo cujo apelido é um pássaro que não voa, mudar-se para o exterior, ironicamente, se tornou uma espécie de ritual de passagem para muitos neozelandeses. Nos últimos anos o número de kiwis (que dá nome ao pássaro e à conhecida fruta) que abandonam o país da Oceania atingiu recordes. Grande parte deles "atravessa o estreito" (uma distância de cerca 1.500 km) para ir morar na Austrália. A ex-primeira-ministra neozelandesa Jacinda Ardern (2017-2023) se tornou uma das últimas a aderirem ao êxodo. Seu escritório confirmou que ela e a família se mudaram para Sydney, na Austrália, onde já foram encontrados procurando residência nas populares praias do norte da cidade. A mudança de Ardern deu mais destaque às dificuldades enfrentadas pela Nova Zelândia para reter seus melhores e mais brilhantes cidadãos. O país enfrenta uma economia estagnada, custo de vida em crise e falta de moradia. "A mudança de Ardern, provavelmente, será considerada um símbolo deste padrão maior. Para alguns, parecerá uma deserção", declarou à BBC Alan Gamlen, diretor do centro de migração da Universidade Nacional Australiana. Veja os vídeos que estão em alta no g1 No ano passado, mais de 66 mil neozelandeses se mudaram para o exterior. O número equivale a 180 pessoas por dia. Este fluxo é parcialmente compensado pelos neozelandeses que retornam ao país. Mas, para uma nação com apenas 5,3 milhões de habitantes, o número de cidadãos que saem é considerável. A Nova Zelândia é um país relativamente seguro, famoso em todo o mundo pelos seus deslumbrantes cenários e as pessoas que vivem ali têm alta expectativa de vida.