Odair admite problema no gramado da Arena e cobra adaptação do Athletico
O técnico Odair Hellmann, do Athletico, admitiu que o estado do gramado sintético da Arena da Baixada provocou escorregões, prejudicando os atletas. Após a goleada por 5 a 0 sobre o Foz do Iguaçu, o comandante rubro-negro minimizou o fator e apontou que a equipe precisa ter a melhor performance possível. Desde a estreia da […]
O técnico Odair Hellmann, do Athletico, admitiu que o estado do gramado sintético da Arena da Baixada provocou escorregões, prejudicando os atletas. Após a goleada por 5 a 0 sobre o Foz do Iguaçu, o comandante rubro-negro minimizou o fator e apontou que a equipe precisa ter a melhor performance possível.
Desde a estreia da temporada, diante do Andraus, a grama da Arena contém muita fibra de coco. Com isso, o marrom predomina e o campo não fica tão agradável esteticamente nas transmissões.
“Sobre o gramado, realmente os jogadores escorregam um pouco. Mas me parece que vai ter a troca e eu não sou o cara de ficar me lamentando e colocando transferência no gramado. A gente tem que se adaptar. Até o meio do ano, ou até quando for trocada a grama, a gente tem que produzir jogo e trocar a chuteira, botar um prego, para escorregar menos e tratar de desempenhar o melhor futebol aqui”, declarou.
Em meados de janeiro, o Athletico confirmou que vai trocar o gramado do estádio, pela primeira vez desde 2016, quando o piso atual foi instalado. Contudo, a mudança vai acontecer entre 1º de junho e 19 de julho, período da pausa no calendário do futebol brasileiro para a Copa do Mundo.
De acordo com o Athletico, a nova grama sintética da Arena da Baixada é da fabricante FieldTurf, a mesma de outros estádios no Brasil, entre eles o Nilton Santos, do Botafogo; a Arena MRV, do Atlético-MG; e o Pacaembu. Além deles, clubes internacionais, como PSG e Barcelona, também utilizam a tecnologia da empresa apesar de não terem gramados sintéticos nos estádios.
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Vale lembrar que cinco do 20 clubes da Série A do Brasileirão contam com gramados sintéticos — Athletico, Atlético-MG, Botafogo, Chapecoense e Palmeiras. Após um pedido do Flamengo para que a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) permitisse somente as gramas naturais nos estádios, o quinteto se uniu em uma nota oficial para defender o uso do gramado sintético.
No texto, os clubes lamentam a falta de padronização dos gramados no Brasil e afirmam que “direcionar críticas exclusivamente aos gramados sintéticos reduz um debate complexo a uma narrativa simplificada, injusta e tecnicamente equivocada”.

