Pagode, Porsche e derrotas: Pequenas coisas que podem levar uma crise ao Athletico
Dentro de campo, pelo Estadual, na Baixada, o Athletico perdeu mais um Atletiba (1 a 0) e foi derrotado pelo sofrível Azuriz, em Pato Branco (2 a 1). Mas foi fora de campo que os primeiros desconfortos do ano aconteceram: a roda de pagode que atraía o público para o encantador Boulevard, vejam vocês, foi […]
Dentro de campo, pelo Estadual, na Baixada, o Athletico perdeu mais um Atletiba (1 a 0) e foi derrotado pelo sofrível Azuriz, em Pato Branco (2 a 1).
Mas foi fora de campo que os primeiros desconfortos do ano aconteceram: a roda de pagode que atraía o público para o encantador Boulevard, vejam vocês, foi transferida para o Bar da Brahma, lugar privilegiado na Baixada, de frente para os gols de Viveros. Como pagode é pagode, o movimento do bar triplicou.
Quem é a gerente do “Bar da Brahma”? A doutora Ana Lúcia Petraglia, filha do presidente Mario Celso Petraglia. Até aí, tudo bem. É o jogo que se joga no Athletico. Só não entendo como uma moça bem formada em Harvard vai gerenciar um bar de pagodeiros.
Coisas inexplicáveis acontecem no Athletico
O treinador Odair Hellmann não tinha nada a ver com isso. Realizando um sonho de menino, com os dólares que ganhou na Arábia — mesmo tendo sido rebaixado por lá —, comprou um Porsche, coisa de R$ 600 mil. Pois não é, vejam outra vez vocês, que o Porsche do professor Odair amanheceu riscado com a escrita: “Segunda divisão”. Seria coisa de “coxa”? Aposto que sim.
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Esses pequenos dissabores tiveram uma consequência: antes mesmo do Brasileirão começar, a torcida já grita: “Queremos time”. Mas pergunto aos torcedores: como exigir time se o seu ídolo, Hellmann, diz que o clube não tem dinheiro?
Pequenas coisas como essas no Athletico sempre ganham dimensão e geram grandes consequências. Se perder para o Internacional, no Beira-Rio, a Baixada estará fumegando contra o Corinthians.
Tudo por causa de um Atletiba, um pagode e de um Porsche.


