Palmeiras usa frase ligada a Petraglia para provocar o Flamengo
RESUMO DA NOTÍCIA • Palmeiras provocou o Flamengo após críticas ao gramado do Maracanã • Clube usou frase ligada a Petraglia para defender o sintético • Provocação mira Bap, presidente do Flamengo e principal crítico dos gramados artificiais O Palmeiras aproveitou as críticas dos jogadores do Flamengo ao gramado do Maracanã para provocar o rival […]
O Palmeiras aproveitou as críticas dos jogadores do Flamengo ao gramado do Maracanã para provocar o rival e defender mais uma vez o uso gramado sintético. O clube paulista até utilizou uma frase muito utilizada por Mario Celso Petraglia, presidente do Athletico: “O tempo é o senhor da razão”.
Associada ao escritor francês Marcel Proust, a frase também foi utilizada nos anos 1990 pelo ex-presidente Fernando Collor de Mello.
No futebol brasileiro, ganhou força justamente com Petraglia. O mandatário do Athletico utilizou diversas vezes para defender e exaltar o projeto realizado desde que assumiu o comando do Rubro-Negro em 1995. Uma faixa com a sentença tem até lugar de destaque na Arena da Baixada.
Agora, o Palmeiras utiliza a frase para criticar, principalmente, o presidente do Flamengo, Luiz Eduardo Baptista, o Bap, que é um dos principais críticos dos gramados sintéticos e sempre defendeu o uso apenas da grama natural nos estádios.
Na zona mista após a classificação para a semifinal da Libertadores, o zagueiro Léo Ortiz criticou o gramado do Maracanã e até citou o sintético. “Espero que quem possa fazer alguma coisa, faça. Porque realmente está muito complicado de jogar, ainda mais um time que gosta de jogar com a bola como nós. Hoje nos ajudou, mas poderia ter atrapalhado. Não conseguimos jogar”, disse.
“Por isso que, em alguns momentos, as pessoas falam do sintético. Às vezes, tem que dar razão para elas. Com gramados como esse, motiva muito a ter o sintético. O maior dos culpados para ter gramados sintéticos no Brasil é o gramado natural desse jeito”, afirmou o zagueiro do Flamengo.
“Campo de plástico”: Presidente do Flamengo já detonou estádios com gramado sintético
Em abril, o presidente do Flamengo foi questionado pela reportagem do UmDois Esportes sobre a proibição de gramados sintéticos em jogos no futebol brasileiro. Bap opinou que o futebol brasileiro só se tornará grande quando proibir campo artificial.
“É só olhar as cinco maiores ligas do mundo, onde tem grama de plástico? Queremos montar uma liga no Brasil para ficar maior, melhor e mais lucrativa, mas com campo de plástico? É brincadeira isso. O foro adequado para discutir isso é na CBF. O Flamengo já fez a sua consideração, existe fair play financeiro e esportivo também. É só ver as ligas que nos inspiramos na Europa não jogam em campo de plástico”, destaca.
Bap ainda crítica os clubes que mudaram o gramado para aumentar a quantidade de shows em seus estádios. “O campo de plástico é uma forma de manter forma de se manter o futebol vivo em países que passam 8, 9 meses por ano debaixo de gelo. A gente vai lá fora, traz para cá para ter um custo de manutenção menor e também ganhar dinheiro com show”, diz.
“Quem quer ganhar dinheiro com show, tem que mudar de segmento e fazer show. E quem quer ganhar dinheiro com futebol e quer futebol forte no Brasil deveria defender o campo natural”, afirma Bap.
“O Flamengo é claro e objetivo há muito tempo e não tem polêmica. É como gravidez, ou tem ou não tem. Não tem 95% deste assunto. Ou tem liga de primeiro mundo com campos de grama ou não tem liga de primeiro mundo. O Flamengo pode definir a respeito disso? Não pode. Se pudesse, já teria feito neste sentido. Quem pode e deve cuidar disso é a CBF”, complementa o presidente do Flamengo.
O Campeonato Brasileiro de 2026 tem um recorde de estádios com gramado artificial. Atualmente, Atlético-MG, Athletico, Botafogo, Chapecoense e Palmeiras mandam seus jogos em campos sintéticos.

