'Pelada é mulher': atleta de SC é alvo de comentários homofóbicos por narradores em partida universitária
Atleta de SC é alvo de comentários homofóbicos por narradores em partida universitária A atleta da Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc), Carina Rocha, foi alvo de comentários homofóbicos e misóginos durante uma partida de futebol de areia dos Jogos Universitários Brasileiros de Praia (JUBs Praia), em Guarapari (ES). A partida ocorreu nessa terça-feira (5). Em um vídeo da transmissão oficial é possível ouvir comentários dos narradores antes do início da partida como “Oxe, pode homem também?”, “Olha o camisa 10” e “Ah, mas pelada é mulher”, além de risadas. O vídeo foi compartilhado pela própria atleta, que criticou a postura da equipe de transmissão. ✅Clique e siga o canal do g1 SC no WhatsApp Carina afirmou que os comentários ultrapassaram os limites do aceitável e criticou a falta de responsabilidade dos narradores. “O que aconteceu no segundo dia passou de QUAISQUER limites. Comentários com teor machista e homofóbico não são "brincadeira", não são "opinião" e muito menos fazem parte de uma boa narração. Isso é desrespeito. É inaceitável. É crime.”, diz trecho da nota publicada nas redes sociais. A atleta marcou nas publicações a Federação Catarinense do Desporto Universitário (FCDU) e a Confederação Brasileira do Desporto Universitário (CBDU). Procurada, a confederação não se manifestou até a última atualização desta reportagem. Comentários como “Oxe, pode menino ali?” e “Olha o camisa 10”, acompanhados de risadas, são ouvidos Reprodução/CBDU Notas de repúdio de entidades e da universidade Em nota de repúdio, a Udesc Esportes informou que já adotou “as providências cabíveis” diante do caso. A universidade classificou o episódio como “discriminação de gênero” e reafirmou o compromisso com a inclusão e o respeito no ambiente esportivo. A universidade também cobrou apuração rigorosa e responsabilização dos envolvidos. Até o momento, não há informações sobre a identidade dos narradores (leia nota na íntegra ao final da matéria). “Não há espaço, no esporte universitário ou em qualquer ambiente institucional, para condutas que atentem contra a dignidade humana”, afirmou a instituição. A Associação Atlética do Centro de Ciências da Saúde e do Esporte (Cefid), da Udesc, também divulgou nota de repúdio. No texto, a atlética afirmou que comentários machistas e homofóbicos “não representam os valores do esporte e da comunidade universitária”. “Respeito não é opcional. É essencial”, diz trecho da nota. LEIA MAIS: VÍDEO: Noiva surpreende convidados ao jogar caixa de Mounjaro em vez de buquê em SC Com mínima de -4 °C, SC pode registrar o dia mais frio do ano nos próximos dias; veja previsão O que disse a CEFID

Atleta de SC é alvo de comentários homofóbicos por narradores em partida universitária A atleta da Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc), Carina Rocha, foi alvo de comentários homofóbicos e misóginos durante uma partida de futebol de areia dos Jogos Universitários Brasileiros de Praia (JUBs Praia), em Guarapari (ES). A partida ocorreu nessa terça-feira (5). Em um vídeo da transmissão oficial é possível ouvir comentários dos narradores antes do início da partida como “Oxe, pode homem também?”, “Olha o camisa 10” e “Ah, mas pelada é mulher”, além de risadas. O vídeo foi compartilhado pela própria atleta, que criticou a postura da equipe de transmissão. ✅Clique e siga o canal do g1 SC no WhatsApp Carina afirmou que os comentários ultrapassaram os limites do aceitável e criticou a falta de responsabilidade dos narradores. “O que aconteceu no segundo dia passou de QUAISQUER limites. Comentários com teor machista e homofóbico não são "brincadeira", não são "opinião" e muito menos fazem parte de uma boa narração. Isso é desrespeito. É inaceitável. É crime.”, diz trecho da nota publicada nas redes sociais. A atleta marcou nas publicações a Federação Catarinense do Desporto Universitário (FCDU) e a Confederação Brasileira do Desporto Universitário (CBDU). Procurada, a confederação não se manifestou até a última atualização desta reportagem. Comentários como “Oxe, pode menino ali?” e “Olha o camisa 10”, acompanhados de risadas, são ouvidos Reprodução/CBDU Notas de repúdio de entidades e da universidade Em nota de repúdio, a Udesc Esportes informou que já adotou “as providências cabíveis” diante do caso. A universidade classificou o episódio como “discriminação de gênero” e reafirmou o compromisso com a inclusão e o respeito no ambiente esportivo. A universidade também cobrou apuração rigorosa e responsabilização dos envolvidos. Até o momento, não há informações sobre a identidade dos narradores (leia nota na íntegra ao final da matéria). “Não há espaço, no esporte universitário ou em qualquer ambiente institucional, para condutas que atentem contra a dignidade humana”, afirmou a instituição. A Associação Atlética do Centro de Ciências da Saúde e do Esporte (Cefid), da Udesc, também divulgou nota de repúdio. No texto, a atlética afirmou que comentários machistas e homofóbicos “não representam os valores do esporte e da comunidade universitária”. “Respeito não é opcional. É essencial”, diz trecho da nota. LEIA MAIS: VÍDEO: Noiva surpreende convidados ao jogar caixa de Mounjaro em vez de buquê em SC Com mínima de -4 °C, SC pode registrar o dia mais frio do ano nos próximos dias; veja previsão O que disse a CEFID

