SAF do Coritiba é a que menos gasta com futebol, mas supera desempenho de seis times do Brasileirão

O Coritiba faz mais com menos em seu retorno à Série A do Brasileirão. Com 39 pontos em 31 rodadas, na 11ª colocação, o Coxa apresenta melhor desempenho esportivo em comparação a seis times com folhas salariais superiores. Atualmente, o Alviverde tem o quarto menor investimento mensal no futebol, à frente somente de Chapecoense, Remo […]

Out 15, 2026 - 16:00
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SAF do Coritiba é a que menos gasta com futebol, mas supera desempenho de seis times do Brasileirão

O Coritiba faz mais com menos em seu retorno à Série A do Brasileirão. Com 39 pontos em 31 rodadas, na 11ª colocação, o Coxa apresenta melhor desempenho esportivo em comparação a seis times com folhas salariais superiores. Atualmente, o Alviverde tem o quarto menor investimento mensal no futebol, à frente somente de Chapecoense, Remo e Mirassol, mas o valor é o mais baixo entre as seis SAFs (Sociedade Anônima do Futebol) do Campeonato Brasileiro.

Segundo levantamento do ge.globo, o Coritiba a folha salarial coxa-branca está estimada na casa de R$ 8 milhões por mês. Considerando os seis clubes que também são SAF na elite do futebol nacional, o Alviverde tem o menor gasto com pagamento de jogadores.

O Cruzeiro, que pertence ao empresário como Pedro Lourenço de Oliveira, mais conhecido como Pedrinho BH, tem a maior folha entre as SAFs, com investimentos de R$ 30 milhões/mês. O Atlético-MG, controlado pela família Menin, tem gastos mensais de R$ 27 milhões, enquanto o Bahia, que integra o Grupo City, aparece com R$ 22 milhões/mês.

Quem completa a lista são Vasco (R$ 16 milhões/mês) e o Botafogo (R$ 15 milhões/mês). O Gigante de Colina teve sua faz recentemente arrematada em leilão pelo empresário Marcos Lamacchia e Fogão em meio à disputa judicial pelo controle da SAF.

Ou seja, o Coxa tem uma folha salarial que representa 26,6% do Cruzeiro e 53,3%, quase a metade do Botafogo. Mesmo assim, o trabalho liderado pelo técnico Fernando Seabra coloca o Coritiba acima do próprio Botafogo e também do Vasco na classificação. Para se ter noção, apenas Mirassol (R$ 6 milhões), Remo (R$ 5,5 milhões) e Chapecoense (R$ 3,8 milhões) têm folhas salariais menores que o Coritiba.

Veja a lista da folha salarial de todos os clubes da Série A

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Quem é o dono da SAF do Coritiba e quem está por trás

Em maio de 2023, o Coritiba anunciou a venda da SAF para a o fundo de investimentos Treecorp como “um novo passo na revolução”. Na época, o valor do investimento anunciado era de R$ 1,3 bilhão por 90% do capital da empresa. A gestão do fundo demorou para emplacar bons resultados esportivos e sofreu com muitas críticas dos alviverdes, inclusive com até um protesto em frente à sede da Treecorp, na Avenida Brigadeiro Faria Lima, em São Paulo.

Em abril de 2025, a OutField chegou oficialmente ao clube após mudanças internas na gestão. Com a saída do então CEO Gabriel Lima, o Coxa confirmou Lucas de Paula, sócio da OutField, como novo CEO, e entregou à empresa a gestão executiva do futebol no Alto da Glória. Depois de liderar o projeto do acesso na Série B de 2025, Lucas deixou o cargo de CEO do clube em abril deste ano.

Atualmente, o controle da SAF continua da Treecorp, que gere o fundo investimentos. Quem se aproveitou da saída da Outfield foi o Grupo Independiente Del Valle (IDV), do Equador. O grupo que tem Michel Deller como dono era somente um novo investidor no fundo de investimentos da Treecorp, mas também assumiu o controle do departamento no futebol.

Segundo apuração do UmDois Esportes, James Deller, filho de Michel, participa da rotina do Coritiba, toma decisões administrativas importantes, junto com outras lideranças da diretoria. No entanto, James não ocupa cargo oficial dentro da estrutura do clube – e essa também não é a intenção dele no momento. Ainda assim, sua presença tem peso total em movimentos internos da SAF – recentemente ele causou polêmica e pediu desculpas a torcedores por causa de uma manifestação nas redes sociais.

Um exemplo foi a recente reformulação administrativa que atingiu diferentes setores da SAF. A chegada do equatoriano Franciso Narvaez para trabalhar com atribuições de um diretor financeiro CFO (Chief Finantial Officer) é outro forte exemplo da influência. Aliás, a contratação causou o deslocamento de André Campestrini para o cargo de Chief Revenue Officer (CRO), um diretor de receitas, mais voltado com demandas de B2B, B2C, Marketing e Comunicação.

A presença mais ativa do Grupo Del Valle tem aprovação de outros acionistas do Coritiba SAF, como o empresário Joel Malucelli, que demonstrou otimismo com os equatorianos.

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