Suspeito de matar estudante de psicologia na Grande BH foi preso enquanto tentava fugir em trem de carga em Carmo do Cajuru
Suspeito de matar estudante de psicologia na Grande BH é preso em Carmo do Cajuru Ítalo da Silva, de 43 anos, suspeito de matar a estudante Vanessa Lara de Oliveira Silva, de 23, na Grande Belo Horizonte foi preso pela Polícia Militar (PM) enquanto tentava fugir de trem em Carmo do Cajuru, no Centro-Oeste de Minas Gerais. Veja o momento da prisão no vídeo acima. A prisão ocorreu após uma denúncia anônima informar que o homem estava sentado entre os vagões de um trem de carga. Ele saiu de Juatuba, onde o crime ocorreu. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Centro-Oeste de Minas no WhatsApp A PM montou uma ação e interceptou a locomotiva quando ela chegou em Carmo do Cajuru. Assim que percebeu a presença da polícia, ele tentou fugir, pulando do vagão com o trem ainda em movimento, mas foi contido. Com o suspeito, os militares encontraram uma sacola com roupas, produtos de higiene pessoal e uma faca. Ao ser preso, ele afirmou que fugia sem destino definido. Ainda conforme a PM, suspeito não demonstrou arrependimento e não negou a autoria do crime. O Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) informou nesta quinta-feira (12), que Ítalo já foi condenado pelos crimes de estupro, tráfico de drogas, furto, e roubo. Suspeito de matar Vanessa Lara de Pará de Minas Policia Militar/Divulgação O crime Ainda conforme a coletiva, a estudante foi vítima de violência sexual e, em seguida, estrangulada pelo suspeito. Ele relatou aos policiais que não houve planejamento prévio e afirmou que a jovem teria sido escolhida de forma aleatória. A polícia informou que todos os crimes atribuídos ao suspeito serão formalmente listados a partir do Boletim de Ocorrência. O caso foi encaminhado para a Polícia Civil, responsável pela investigação e pelas demais providências legais. Próximos passos Após a prisão, o suspeito foi conduzido para os procedimentos de praxe para a delegacia de Divinópolis e permanece à disposição da Justiça. A Polícia Civil deve dar continuidade às apurações, incluindo a análise de provas e a oitiva de testemunhas para esclarecer completamente a dinâmica dos fatos. Suspeito de matar Vanessa Lara de Oliveira foi preso em Carmo do Cajuru Reprodução/Redes Sociais Suspeito pediu dinheiro para fugir Ítalo Jeferson da Silva foi identificado pela PM como suspeito do feminicídio de Vanessa após parentes dele informarem à Polícia Militar que ele estava em Belo Horizonte. Segundo o boletim de ocorrência, o suspeito telefonou para a família dele, confessou o crime e disse que estava no Centro da capital mineira. Familiares disseram também que ele chegou em casa sujo de barro, com arranhões e marcas de sangue nas roupas. Ainda segundo os parentes, Ítalo pediu dinheiro para a mãe para ir a Belo Horizonte e deixou a casa após tomar banho, dizendo que passaria a viver nas ruas. Vítima sem ligação com suspeito, diz amiga O g1 conversou com Aline Gomes, amiga da família de Vanessa. Segundo ela, a vítima não conhecia ou tinha ligação com o suspeito. "A Vanessa foi vítima de um feminicídio. Ela estava voltando do trabalho, morreu porque era mulher, porque o cara pegou ela na rua e matou", disse Aline. "Ela tinha sede de vida, estava muito feliz, a mãe fazendo faxina para pagar a faculdade dela. É revoltante! A Justiça soltou ele depois de cinco estupros! Agora este feminicídio! Eu sou uma mulher que odeia feminicida de todo o meu coração”, finalizou. Vanessa Lara estava desaparecida desde que saiu de Pará de Minas de ônibus para trabalhar em Juatuba Reprodução/Redes sociais Imagens da vítima caminhando na rua Circuitos de segurança registraram imagens de Vanessa em Juatuba, horas antes de desaparecer. No primeiro vídeo, ela é vista saindo da sede do Sistema Nacional de Emprego (Sine). Em seguida, Vanessa é vista pelas câmeras em ruas da cidade. Primeiro, ela passa por um local movimentado. Depois, já é vista em um local de pouco movimento. Veja abaixo. Vídeo mostra Vanessa deixando trabalho momentos antes de desaparecer Irmão fez buscas pela estudante O irmão de Vanessa, Matheus Oliveira, percorreu Juatuba sozinho em busca de qualquer sinal da jovem. “Passei a madrugada calculando a rota que eu faria, pesquisando mapas. Fiquei andando por mais de 10 quilômetros a pé tentando encontrar qualquer pista”, contou. Segundo ele, teve que contar principalmente com a solidariedade da população local. “Me senti acolhido pela população de Juatuba, mas não tive o apoio necessário dos órgãos. Em momento algum me ajudaram a procurar câmeras ou alguma pista”, disse. Mapa mostra local onde Vanessa foi encontrada morta, em Juatuba. Arte g1 Violência sexual O corpo de Vanessa foi encontrado em uma área de vegetação na Rua Santa Cruz, que dá acesso à BR-262. De acordo com a perícia, havia sinais de violência sexual, e a causa presumida da morte foi estrangulamento com o cabo de energia do notebook da vítima. A mochila com roupas, além do notebook e do celular dela, foram apreendidos. Segundo a Polícia Militar, testemunhas ajudaram nas b
Suspeito de matar estudante de psicologia na Grande BH é preso em Carmo do Cajuru Ítalo da Silva, de 43 anos, suspeito de matar a estudante Vanessa Lara de Oliveira Silva, de 23, na Grande Belo Horizonte foi preso pela Polícia Militar (PM) enquanto tentava fugir de trem em Carmo do Cajuru, no Centro-Oeste de Minas Gerais. Veja o momento da prisão no vídeo acima. A prisão ocorreu após uma denúncia anônima informar que o homem estava sentado entre os vagões de um trem de carga. Ele saiu de Juatuba, onde o crime ocorreu. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Centro-Oeste de Minas no WhatsApp A PM montou uma ação e interceptou a locomotiva quando ela chegou em Carmo do Cajuru. Assim que percebeu a presença da polícia, ele tentou fugir, pulando do vagão com o trem ainda em movimento, mas foi contido. Com o suspeito, os militares encontraram uma sacola com roupas, produtos de higiene pessoal e uma faca. Ao ser preso, ele afirmou que fugia sem destino definido. Ainda conforme a PM, suspeito não demonstrou arrependimento e não negou a autoria do crime. O Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) informou nesta quinta-feira (12), que Ítalo já foi condenado pelos crimes de estupro, tráfico de drogas, furto, e roubo. Suspeito de matar Vanessa Lara de Pará de Minas Policia Militar/Divulgação O crime Ainda conforme a coletiva, a estudante foi vítima de violência sexual e, em seguida, estrangulada pelo suspeito. Ele relatou aos policiais que não houve planejamento prévio e afirmou que a jovem teria sido escolhida de forma aleatória. A polícia informou que todos os crimes atribuídos ao suspeito serão formalmente listados a partir do Boletim de Ocorrência. O caso foi encaminhado para a Polícia Civil, responsável pela investigação e pelas demais providências legais. Próximos passos Após a prisão, o suspeito foi conduzido para os procedimentos de praxe para a delegacia de Divinópolis e permanece à disposição da Justiça. A Polícia Civil deve dar continuidade às apurações, incluindo a análise de provas e a oitiva de testemunhas para esclarecer completamente a dinâmica dos fatos. Suspeito de matar Vanessa Lara de Oliveira foi preso em Carmo do Cajuru Reprodução/Redes Sociais Suspeito pediu dinheiro para fugir Ítalo Jeferson da Silva foi identificado pela PM como suspeito do feminicídio de Vanessa após parentes dele informarem à Polícia Militar que ele estava em Belo Horizonte. Segundo o boletim de ocorrência, o suspeito telefonou para a família dele, confessou o crime e disse que estava no Centro da capital mineira. Familiares disseram também que ele chegou em casa sujo de barro, com arranhões e marcas de sangue nas roupas. Ainda segundo os parentes, Ítalo pediu dinheiro para a mãe para ir a Belo Horizonte e deixou a casa após tomar banho, dizendo que passaria a viver nas ruas. Vítima sem ligação com suspeito, diz amiga O g1 conversou com Aline Gomes, amiga da família de Vanessa. Segundo ela, a vítima não conhecia ou tinha ligação com o suspeito. "A Vanessa foi vítima de um feminicídio. Ela estava voltando do trabalho, morreu porque era mulher, porque o cara pegou ela na rua e matou", disse Aline. "Ela tinha sede de vida, estava muito feliz, a mãe fazendo faxina para pagar a faculdade dela. É revoltante! A Justiça soltou ele depois de cinco estupros! Agora este feminicídio! Eu sou uma mulher que odeia feminicida de todo o meu coração”, finalizou. Vanessa Lara estava desaparecida desde que saiu de Pará de Minas de ônibus para trabalhar em Juatuba Reprodução/Redes sociais Imagens da vítima caminhando na rua Circuitos de segurança registraram imagens de Vanessa em Juatuba, horas antes de desaparecer. No primeiro vídeo, ela é vista saindo da sede do Sistema Nacional de Emprego (Sine). Em seguida, Vanessa é vista pelas câmeras em ruas da cidade. Primeiro, ela passa por um local movimentado. Depois, já é vista em um local de pouco movimento. Veja abaixo. Vídeo mostra Vanessa deixando trabalho momentos antes de desaparecer Irmão fez buscas pela estudante O irmão de Vanessa, Matheus Oliveira, percorreu Juatuba sozinho em busca de qualquer sinal da jovem. “Passei a madrugada calculando a rota que eu faria, pesquisando mapas. Fiquei andando por mais de 10 quilômetros a pé tentando encontrar qualquer pista”, contou. Segundo ele, teve que contar principalmente com a solidariedade da população local. “Me senti acolhido pela população de Juatuba, mas não tive o apoio necessário dos órgãos. Em momento algum me ajudaram a procurar câmeras ou alguma pista”, disse. Mapa mostra local onde Vanessa foi encontrada morta, em Juatuba. Arte g1 Violência sexual O corpo de Vanessa foi encontrado em uma área de vegetação na Rua Santa Cruz, que dá acesso à BR-262. De acordo com a perícia, havia sinais de violência sexual, e a causa presumida da morte foi estrangulamento com o cabo de energia do notebook da vítima. A mochila com roupas, além do notebook e do celular dela, foram apreendidos. Segundo a Polícia Militar, testemunhas ajudaram nas buscas após familiares divulgarem fotos da vítima nas redes sociais. Dois homens decidiram procurar pela mulher nas imediações de onde ela teria sido vista pela última vez, já que Vanessa integrava uma equipe de uma empresa que realizou um processo seletivo no Sine de Juatuba. Ela retornaria para Pará de Minas. Durante as buscas, um dos homens encontrou uma calça jeans feminina suja de barro na vegetação. Pouco depois, o outro rapaz que ajudou nas buscas, localizou o corpo da vítima, nu e sobre uma árvore. A PM foi acionada imediatamente e isolou a área até a chegada da perícia. Vanessa havia sido dada como desaparecida horas antes. A mãe dela registrou boletim de ocorrência e forneceu as características físicas da filha, que foram confirmadas pelos militares no local. Conforme levantamento policial, Ítalo tem passagens por tentativa de estupro, roubos e tráfico de drogas, e cumpria pena em regime semiaberto domiciliar. O corpo de Vanessa foi levado para o IML e submetido a exames. Ele foi liberado para os parentes no fim da noite desta terça-feira (10). Reconhecimento do corpo, despedida e enterro Vanessa e o irmão Matheus Reprodução/Redes Sociais A dor de reconhecer a própria irmã no Instituto Médico Legal (IML) é uma imagem que Matheus Oliveira, de 31 anos, afirma que jamais sairá da memória. “A pior coisa que eu já fiz na minha vida foi ter que reconhecer minha irmã no IML. Essa imagem perdura nos meus olhos. Foi uma cena que eu não desejo ninguém a ver, nem ao meu pior inimigo”, desabafou. Segundo o irmão, há indícios de que Vanessa tenha tentado resistir à violência. “Pelos sinais, ela lutou até o último minuto. Ela foi agredida e estava muito machucada”, completou. A morte precoce deixou a família em estado de choque e com sentimentos que misturam dor profunda e indignação. “Hoje meu sentimento é dor, angústia e impunidade. Éramos só eu, minha irmã e minha mãe em casa, agora não tem ela mais”, desabafou o irmão. O corpo de Vanessa foi sepultado na quarta-feira (11) no Cemitério Municipal, no distrito de Antunes, em Igaratinga, no Centro-Oeste de Minas. Uma jovem que sonhava em cuidar de pessoas Descrita como dócil, empática e muito querida, Vanessa estava no 7º período de Psicologia e tinha o sonho de ajudar pessoas que enfrentavam dificuldades emocionais. “Ela era extremamente dócil, amada e tinha muitos amigos. Adorava ouvir as pessoas e queria trabalhar ajudando quem passava por problemas psicológicos”, contou o irmão. A jovem estagiava em um Centro de Atenção Psicossocial (Caps) e também auxiliava pessoas na busca por emprego. Mesmo longe, fazia questão de comparecer presencialmente para atender e orientar quem precisava. “Ela amava o que fazia e não colocava dificuldade em ir trabalhar e ajudar outras pessoas a conseguirem oportunidades de trabalho. Ela sempre falava que se pudesse ajudar aprovaria todos nos processos de seleção. Ela só pensava em ajudar”, disse Matheus. Tranquila, comprometida e estudiosa Vanessa Lara de Oliveira era moradora de Pará de Minas Reprodução/Redes Sociais Vanessa também foi lembrada por amigos e professores como uma jovem tranquila, comprometida e estudiosa. Conforme o coordenador do curso de psicologia, Éser Pacheco, a estudante era responsável e dedicada aos estudos, mantinha uma rotina focada na formação acadêmica e sonhava em atuar na área de Recursos Humanos. Éser contou ainda que havia ministrado aula para a turma de Vanessa recentemente, quando discutiram temas como feminicídio e violência na sociedade contemporânea, e que, diante da comoção entre os estudantes, o curso decidiu suspender temporariamente as aulas da turma. A professora Marina Saraiva, que acompanhou a estudante durante um semestre, relembrou a trajetória dela e destacou a dedicação nas aulas e no estágio no Centro de Atenção Psicossocial Infanto-Juvenil (CAPS-IJ), onde atuou com crianças e adolescentes com transtornos mentais severos. Segundo Marina, colegas e profissionais do serviço ficaram profundamente abalados com a notícia da morte. "Está todo mundo chocado”, afirmou. A docente disse que os relatos mais frequentes sobre Vanessa a descreviam como uma jovem 'boazinha demais, tranquila e meiga', com um jeito discreto que marcava todos que conviveram com ela. Emocionada, Marina disse que ainda tenta lidar com o impacto da perda e lamentou a interrupção precoce da trajetória da aluna. “A gente vê uma menina ter a vida interrompida assim, com tantos sonhos e planos. É realmente chocante”, declarou. LEIA TAMBÉM: Suspeito de matar estudante é preso em Carmo do Cajuru Irmão de estudante morta ao sair do trabalho relata dor Quem era a estudante que desapareceu ao sair do trabalho e foi encontrada morta Homem é agredido ao ser confundido com suspeito de matar estudante VÍDEOS: veja tudo sobre o Centro-Oeste de Minas

