'Vou te arrancar daqui': voluntários da segurança cercam homem em situação de rua em Florianópolis e caso chega ao MP; VÍDEO
Voluntários da segurança em Florianópolis cercam e chamam morador de rua de 'vacilão' Cinco homens identificados com uniformes de voluntários do recém-criado programa Agentes Comunitários de Segurança, de Florianópolis, foram flagrados cercando um homem em situação de rua, no Centro da cidade, que estava em um banco com seus pertences. No vídeo, um dos agentes grita: "todo dia vou passar aqui e te arrancar daqui" e, apontando para o homem, o chama de "vacilão" (assista acima). O episódio foi denunciado ao Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) pelo vereador Leonel Camasão (PSOL). Segundo informado pelo órgão nesta quinta-feira (26), a 12ª Promotoria de Justiça, responsável pela área da moralidade administrativa, recebeu na terça-feira (24) uma notícia de fato sobre o caso e vai pedir esclarecimentos. Uma reunião com a prefeitura está marcada para 3 de março. ✅ Clique e siga o canal do g1 SC no WhatsApp Em um dos trechos, um dos voluntários questiona: “Aqui é lugar de dormir? Na hora de mijar, você faz também sujeira, você é vacilão". “Mais uma dessa, a gente vai te prender por desacato. Mais uma dessa”, diz outro agente. A Secretaria Municipal de Segurança e Ordem Pública disse que o homem que aparece no vídeo "estava importunando comerciantes e moradores da região", mas verifica internamente se houve alguma conduta inadequada por parte dos agentes (leia íntegra abaixo). Pela lei, sancionada no final do ano passado, moradores podem atuar em três diferentes instituições: Guarda Municipal, Defesa Civil e Fiscalização. A prefeitura afirma que o projeto visa fortalecer a atuação dos serviços de segurança durante a temporada de verão. ➡️ A lei municipal nº 11.498/2025 estabelece que o grupo deve ser supervisionado por, no mínimo, um agente da Guarda Municipal, da Defesa Civil ou um fiscal municipal, a quem eles estariam “disciplinarmente vinculados”. Segundo a secretaria, eles estavam acompanhados de agentes da Ordem Pública e da Guarda Municipal. O que diz a denúncia? Na denúncia, o vereador destaca que o prefeito de Florianópolis, Topázio Neto (PSD) já declarou publicamente que tais voluntários não possuem poder de polícia nem atuam como Guarda Municipal, "o que reforça a ilegalidade de abordagens que envolvam ameaça, constrangimento ou intimidação." "Não consta, em nenhuma das atribuições previstas no edital, autorização para abordagens coercitivas, repressivas ou de caráter policial, tampouco para ações de abordagem ou 'retirada' de pessoas em situação de rua de espaços públicos, especialmente fora do contexto territorial e temporal indicado no chamamento público.", diz o texto. Abordagem de segurança voluntária em Florianópolis vira alvo do MP Redes sociais/ Reprodução Como os voluntários foram escolhidos? Segundo o projeto, para atuar como agente comunitário na temporada de verão, o candidato tinha de cumprir os requisitos abaixo. As inscrições foram realizadas por meio de um formulário digital. Ter no mínimo 18 anos; Apresentar certidão negativa de antecedentes criminais; Ter sanidade mental e capacidade física; Concluir o curso de Agente de Segurança e Ordem Pública Comunitário; Apresentar Termo de Adesão ao Serviço Voluntário, conforme modelo da pasta; Apresentar exame toxicológico. As escalas de atuação são definidas pelo município e consideram a disponibilidade informada pelos voluntários. O termo de adesão tem vigência até 5 de maio de 2026, podendo ser prorrogado. Secretaria Municipal de Segurança e Ordem Pública, os voluntários não usam armas. O edital para o programa de Agentes Comunitários foi lançado no dia 2 de dezembro. A prefeitura ofertou 100 vagas para atuação na temporada de verão entre 2025 e 2026. Os voluntários não recebem um salário, mas têm suas despesas ressarcidas com um valor de R$ 125 por turno de seis horas a R$ 250 por turno de 12 horas. O que disse a Secretaria Municipal de Segurança e Ordem Pública? "A Secretaria Municipal de Segurança e Ordem Pública (SMSOP) informa que os voluntários do vídeo captado na Rua Vidal Ramos estavam supervisionados por agentes da Ordem Pública e da Guarda Municipal. O homem que aparece no vídeo estava importunando comerciantes e moradores da região e a equipe tentava oferecer acesso aos equipamentos de assistência social do município. A Secretaria verifica internamente se houve alguma conduta inadequada na abordagem e reafirma, ainda, que todos os voluntários comprovaram formação específica em cursos de segurança e vigilância bem como foram capacitados pela Academia da Guarda Municipal e outros órgãos municipais. Atualmente, os voluntários contribuem com diversas atividades da SMSOP, como operacionalização das fiscalizações de praia, em vistorias no centro da cidade, orientação do trânsito, apoio a organização de grandes eventos, entre outras funções". VÍDEOS: mais assistidos do g1 SC nos últimos 7 dias

Voluntários da segurança em Florianópolis cercam e chamam morador de rua de 'vacilão' Cinco homens identificados com uniformes de voluntários do recém-criado programa Agentes Comunitários de Segurança, de Florianópolis, foram flagrados cercando um homem em situação de rua, no Centro da cidade, que estava em um banco com seus pertences. No vídeo, um dos agentes grita: "todo dia vou passar aqui e te arrancar daqui" e, apontando para o homem, o chama de "vacilão" (assista acima). O episódio foi denunciado ao Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) pelo vereador Leonel Camasão (PSOL). Segundo informado pelo órgão nesta quinta-feira (26), a 12ª Promotoria de Justiça, responsável pela área da moralidade administrativa, recebeu na terça-feira (24) uma notícia de fato sobre o caso e vai pedir esclarecimentos. Uma reunião com a prefeitura está marcada para 3 de março. ✅ Clique e siga o canal do g1 SC no WhatsApp Em um dos trechos, um dos voluntários questiona: “Aqui é lugar de dormir? Na hora de mijar, você faz também sujeira, você é vacilão". “Mais uma dessa, a gente vai te prender por desacato. Mais uma dessa”, diz outro agente. A Secretaria Municipal de Segurança e Ordem Pública disse que o homem que aparece no vídeo "estava importunando comerciantes e moradores da região", mas verifica internamente se houve alguma conduta inadequada por parte dos agentes (leia íntegra abaixo). Pela lei, sancionada no final do ano passado, moradores podem atuar em três diferentes instituições: Guarda Municipal, Defesa Civil e Fiscalização. A prefeitura afirma que o projeto visa fortalecer a atuação dos serviços de segurança durante a temporada de verão. ➡️ A lei municipal nº 11.498/2025 estabelece que o grupo deve ser supervisionado por, no mínimo, um agente da Guarda Municipal, da Defesa Civil ou um fiscal municipal, a quem eles estariam “disciplinarmente vinculados”. Segundo a secretaria, eles estavam acompanhados de agentes da Ordem Pública e da Guarda Municipal. O que diz a denúncia? Na denúncia, o vereador destaca que o prefeito de Florianópolis, Topázio Neto (PSD) já declarou publicamente que tais voluntários não possuem poder de polícia nem atuam como Guarda Municipal, "o que reforça a ilegalidade de abordagens que envolvam ameaça, constrangimento ou intimidação." "Não consta, em nenhuma das atribuições previstas no edital, autorização para abordagens coercitivas, repressivas ou de caráter policial, tampouco para ações de abordagem ou 'retirada' de pessoas em situação de rua de espaços públicos, especialmente fora do contexto territorial e temporal indicado no chamamento público.", diz o texto. Abordagem de segurança voluntária em Florianópolis vira alvo do MP Redes sociais/ Reprodução Como os voluntários foram escolhidos? Segundo o projeto, para atuar como agente comunitário na temporada de verão, o candidato tinha de cumprir os requisitos abaixo. As inscrições foram realizadas por meio de um formulário digital. Ter no mínimo 18 anos; Apresentar certidão negativa de antecedentes criminais; Ter sanidade mental e capacidade física; Concluir o curso de Agente de Segurança e Ordem Pública Comunitário; Apresentar Termo de Adesão ao Serviço Voluntário, conforme modelo da pasta; Apresentar exame toxicológico. As escalas de atuação são definidas pelo município e consideram a disponibilidade informada pelos voluntários. O termo de adesão tem vigência até 5 de maio de 2026, podendo ser prorrogado. Secretaria Municipal de Segurança e Ordem Pública, os voluntários não usam armas. O edital para o programa de Agentes Comunitários foi lançado no dia 2 de dezembro. A prefeitura ofertou 100 vagas para atuação na temporada de verão entre 2025 e 2026. Os voluntários não recebem um salário, mas têm suas despesas ressarcidas com um valor de R$ 125 por turno de seis horas a R$ 250 por turno de 12 horas. O que disse a Secretaria Municipal de Segurança e Ordem Pública? "A Secretaria Municipal de Segurança e Ordem Pública (SMSOP) informa que os voluntários do vídeo captado na Rua Vidal Ramos estavam supervisionados por agentes da Ordem Pública e da Guarda Municipal. O homem que aparece no vídeo estava importunando comerciantes e moradores da região e a equipe tentava oferecer acesso aos equipamentos de assistência social do município. A Secretaria verifica internamente se houve alguma conduta inadequada na abordagem e reafirma, ainda, que todos os voluntários comprovaram formação específica em cursos de segurança e vigilância bem como foram capacitados pela Academia da Guarda Municipal e outros órgãos municipais. Atualmente, os voluntários contribuem com diversas atividades da SMSOP, como operacionalização das fiscalizações de praia, em vistorias no centro da cidade, orientação do trânsito, apoio a organização de grandes eventos, entre outras funções". VÍDEOS: mais assistidos do g1 SC nos últimos 7 dias

