Athletico comemora 102 anos tentando retomar a vitoriosa arrancada de nove anos atrás
Quando Internacional e América, dois clubes da elite curitibana nos primeiros anos do século vinte, resolveram promover uma fusão, criando um novo clube, certamente não foi porque estavam bem de finanças ou cansados de ganhar títulos no Campeonato Paranaense. Até pelo contrário, ambos estavam com dificuldade para manter os seus times em atividade e encontrando […]
Quando Internacional e América, dois clubes da elite curitibana nos primeiros anos do século vinte, resolveram promover uma fusão, criando um novo clube, certamente não foi porque estavam bem de finanças ou cansados de ganhar títulos no Campeonato Paranaense.
Até pelo contrário, ambos estavam com dificuldade para manter os seus times em atividade e encontrando grandes problemas para concorrer com Coritiba, Britânia e outros que disputavam o mesmo espaço.
Com o surgimento do Athletico aumentou a rivalidade entre os seus torcedores e, principalmente, aqueles que gostavam do Coritiba, transformando logo na largada, em 1924, o Atletiba como o maior clássico do futebol paranaense.
O tempo passou, as dificuldades atleticanas continuaram, tanto que ele ficou com o menor dos três principais estádios da capital – Belfort Duarte, atual Couto Pereira, do Coritiba; Durival de Britto, do Ferroviário, atualmente do Paraná Clube e o Joaquim Américo, homenagem prestada pelo presidente Arcésio Guimarães, do Athletico, ao seu irmão, um grande atleticano, pai do também presidente Claro Américo Guimarães na década de 1940.
O dia-a-dia do Furacão sempre foi difícil até que surgiu a Retaguarda Atleticana, liderada pelo empresário Valmor Zimermann, mais tarde duas vezes presidente, diretor e eterno colaborador. Na década de 1980 o clube virou a chave, passou a ser mais organizado no plano econômico-financeiro, conquistou maior número de títulos, mas foi mesmo a partir de 1995 que a história mudou de vez.
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Com Mario Celso Petraglia na liderança, contando com grande número de colaboradores, foram construídas duas arenas, o CT do Caju e o time desenvolveu-se de forma a conquistar o título de campeão brasileiro, vice brasileiro, campeão e vice duas vezes da Copa do Brasil, duas vezes vice da Copa Libertadores da América, bicampeão da Copa Sul-Americana, vários títulos estaduais, grandes revelações para a seleção brasileira, com destaque ao pentacampeão mundial Kléberson./https%3A%2F%2Fmedia.umdoisesportes.com.br%2Fmain%2F2025%2F11%2F25154941%2Farena-da-baixada-gramado-sintetico.jpg)
Agora, o Athletico comemora 102 anos tentando retomar a vitoriosa arrancada de nove anos atrás, quando passou a figurar, oficialmente, como um dos maiores clubes do futebol sul-americano, além do seu moderníssimo estádio.
Coincidentemente, ou por outros motivos que desconheço, com os problemas de saúde do presidente Mario Celso Petraglia o Furacão baixou a rotação nos últimos três anos. Desde a final da Copa Libertadores da América, com o Flamengo, em Guaiaquil, o time começou a sofrer muitas dificuldades técnicas e emocionais para se impor aos adversários, tanto dentro quanto fora da Arena da Baixada.
Houve até o humilhante rebaixamento para a Série B do Campeonato Brasileiro, exatamente no ano do centenário, e, no momento, a torcida está atenta para os próximos movimentos na expectativa de que o Furacão volte a ser o que foi em passado recente.


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