Athletico de Odair é prato requentado e previsível na Baixada

Na Baixada, pelo Estadual, Athletico 0 x 1 Coritiba. Isso nada mais foi do que um velho filme cujo final todos já conhecemos. O roteiro foi o mesmo de sempre: o Furacão teve a bola, mas não soube como tratá-la; teve todos os espaços do campo abertos, mas não soube como ocupá-los; e, nas poucas […]

Jan 18, 2026 - 12:00
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Athletico de Odair é prato requentado e previsível na Baixada

Na Baixada, pelo Estadual, Athletico 0 x 1 Coritiba. Isso nada mais foi do que um velho filme cujo final todos já conhecemos. O roteiro foi o mesmo de sempre: o Furacão teve a bola, mas não soube como tratá-la; teve todos os espaços do campo abertos, mas não soube como ocupá-los; e, nas poucas chances de gol, foi incapaz de aproveitá-las.

Daí veio o final já esperado: um Coritiba humilde, bem fechado, com duas linhas de quatro, tendo Josué, Jacy, Maycon e Tinga, seus “velhinhos transviados”, estocando nos contra-ataques, que o treinador Odair Hellmann via, mas não conseguia enxergar.

Em um deles, aproveitando-se de um erro de passe ou de um mau posicionamento do rival, os coxas fizeram 1 a 0. Nesse lance, ambos os fatores ocorreram: Benavídez errou o passe, a bola foi cruzada na área, a zaga avançou de forma desordenada, e Ronier marcou de cabeça.

Confesso que não me surpreendi com a vitória do Coritiba. Digo mais: estaria surpreso se o resultado fosse o contrário, diante de um Athletico escalado por Odair Hellmann praticamente com o mesmo time da Série B, à exceção de Jadson, mas com sua ordem alterada.

Odair Hellmann no comando do Athletico. Foto: Robson Mafra/IconSport.

Lá atrás, o time só ganhou um pouco de organização quando Zapelli deu um passo para trás para iniciar as jogadas. Agora, Odair empurrou-o para frente, em uma função neutra, apenas para escalar o “brucutu” Jadson, que parece ser o seu novo “Patrick”.

E não para por aí: o Athletico continua sem jogadas pelos lados, força o meio e não tem talento para infiltrar. Daí, Hellmann expõe seu viés populista ao apostar em Leozinho, um enganador sem a mínima noção ao tentar uma “lambreta” na linha de fundo, sem espaço, quando o time perdia por 1 a 0.


Com o perdão da palavra, um conselho aos coxas: essa vitória não serve como referência para o Brasileirão. Ganhar do Athletico de Odair Hellmann, na Baixada, é comer prato requentado.


Odair me faz lembrar Winston Churchill: “Há dois tipos de bêbados problemáticos: os que bebem demais e os que bebem de menos”. No Brasil, há dois tipos de treinadores: os que sabem demais e os que pensam que sabem. Odair pensa que sabe.

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