Athletico: Empresa de filho de Petraglia instalará novo sintético da Arena da Baixada

O Athletico oficializou a data para o início da troca do gramado sintético. As obras terão início na próxima segunda-feira (8), conforme foi divulgado pelo clube nesta terça (2), sem anunciar uma data para conclusão da mudança o piso artificial. Segundo apuração do UmDois Esportes, a responsável pela troca do gramado sintético na Baixada é […]

Jun 2, 2026 - 14:30
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Athletico: Empresa de filho de Petraglia instalará novo sintético da Arena da Baixada

O Athletico oficializou a data para o início da troca do gramado sintético. As obras terão início na próxima segunda-feira (8), conforme foi divulgado pelo clube nesta terça (2), sem anunciar uma data para conclusão da mudança o piso artificial.

Segundo apuração do UmDois Esportes, a responsável pela troca do gramado sintético na Baixada é a Kango Brasil, empresa especializada em infraestrutura esportiva que tem Mario Celso Keinert Petraglia, filho do presidente Mario Celso Petraglia, como sócio e diretor da empresa.

A Kango já foi a responsável pela instalação das cadeiras das arquibancadas e os armários do vestiário do estádio rubro-negro e também atendeu outros clientes reconhecidos no mercado brasileiro. A empresa forneceu cadeiras para os estádios do Maracanã, no Rio de Janeiro, Mangueirão (Remo), em Belém, Arena MRV (Atlético-MG), em Belo Horizonte, Arena Barueri (que pertence a Leila Pereira, presidente do Palmeiras) e até a Granja Comary, da Confederação Brasileira de Futebol (CBF).

Clubes como Cuiabá e Santos, além da Prefeitura de Paranaguá e o Clube Curitibano, tradicional na capital paranaense, também aparecem entre os clientes. Além disso, conforme a apuração da reportagem, os funcionários da Kango passaram por treinamentos para a instalação de gramados sintéticos. Tanto que a empresa anunciou em maio que está prestando esse novo tipo de serviço.

Contudo, o gramado sintético que será instalado é da fabricante FieldTurf, que foi a responsável por capacitar os profissionais da Kango Brasil. A empresa a mesma de outros estádios no Brasil, entre eles o Nilton Santos, do Botafogo; a Arena MRV, do Atlético-MG; e o Pacaembu. Além deles, clubes internacionais, como PSG e Barcelona, utilizam a tecnologia da empresa.

A reportagem entrou em contato com a Kango e o espaço segue em aberto para qualquer manifestação.

Apesar do Athletico ter divulgado, em janeiro, que a obra começaria em 1º de junho e terminaria em 19 de julho, não existe atraso na troca do sintético. Como não existia cronograma detalhado das obras na época, o clube utilizou as datas base da paralisação para a Copa do Mundo. Ou seja, a obra atual corre dentro do planejamento do Athletico.

Gramado sintético da Arena da Baixada voltou a ser vilão em 2026

Funcionários realizam ajuste no gramado sintético da Arena da Baixada antes de Athletico x Corinthians.
Athletico remove excesso de fibra de coco do sintético antes de enfrentar o Corinthians pelo Brasileirão 2026. Foto: Geraldo Bubniak/AGB/Gazeta Press

A discussão sobre o gramado sintético nunca cessou, mas efervesceu novamente em 2026. Com prazo de validade de dez anos, o piso da Baixada nunca esteve tão ruim. O gramado ficou ainda mais desgastado com o aumento no número de shows realizados no estádio do Athletico nos dois últimos anos.

O último a detonar o piso foi o Flamengo, um dos últimos adversários antes da parada da Copa. Contudo, no início do Brasileirão, o estado do gramado teve imensa repercussão negativa do jogo contra o Santos, com direito a crítica de Neymar nas redes sociais.

O principal problema, na época, era a grande concentração de fibra de coco, utilizada na manutenção do gramado realizada em janeiro. Contudo, para o jogo diante do Corinthians, a diretoria do clube determinou a retirada da fibra de coco. Apesar da estética ter melhorado, o desempenho das equipes seguiu ruim. Além disso, os jogadores do Corinthians também detonaram o piso.

Ao mesmo tempo em que as críticas de jogadores, torcedores e clubes ao sintético persistem, não há como negar que o pioneirismo do Athletico influenciou o cenário do futebol nacional. Atualmente, outros cinco estádios do Brasileirão (25% dos times) trocaram a grama natural pela artificial. São eles:

  • Atlético-MG (Arena MRV)
  • Botafogo (Engenhão)
  • Chapecoense (Arena Condá)
  • Allianz Parque (Palmeiras)

A Fifa segue reconhecendo e atestando a qualidade dos sintéticos, mesmo que não libere nenhum estádio com este tipo de piso para a Copa do Mundo. A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) também permite a realização de partidas nos atuais sintéticos, desde que exista o certificado da Fifa.

Em dezembro de 2025, no entanto, a CBF suspendeu a homologação de novos gramados artificiais, após pedido liderado pelo Flamengo. Ou seja, a entidade não está aprovando nenhuma nova implementação do tipo, permitindo apenas a manutenção dos já existentes.

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