Athletico encolhe após queda e começa o Brasileirão sem ambição
Foi rebaixado para a Segunda Divisão, caiu no ranking da CBF e despencou na escala da Conmebol. Não obstante o retorno ao Brasileirão, os efeitos dos fracassos de 2024 continuam castigando o Athletico. Antes, o presidente Mario Celso Petraglia utilizava como argumento as diferenças técnicas decorrentes da divisão do valor indenizatório dos direitos de televisão. […]
Foi rebaixado para a Segunda Divisão, caiu no ranking da CBF e despencou na escala da Conmebol. Não obstante o retorno ao Brasileirão, os efeitos dos fracassos de 2024 continuam castigando o Athletico.
Antes, o presidente Mario Celso Petraglia utilizava como argumento as diferenças técnicas decorrentes da divisão do valor indenizatório dos direitos de televisão. O argumento era até razoável. Em alguns momentos, tornava-se tão forte que assumia a forma de uma razão insuperável.
Agora, porém, nem como argumento ele subsiste. A carência de investimentos para o Brasileirão nada mais é do que o reflexo direto da queda em 2024. À exceção da contratação do volante Juan Portilla, o Athletico não trouxe mais ninguém. Jadson chegou como jogador livre, e Benavídez foi uma obrigação contratual.
LEIA TAMBÉM:
- Nova joia do Athletico desafia o conservador Odair Hellmann
- Veteranos, escolhas duvidosas e o risco real de queda no Coritiba
- O que seria do Athletico um dia sem colombianos?
O sentimento que tenho toda vez que Flamengo, Palmeiras e Cruzeiro anunciam a contratação de um grande jogador é que o Athletico diminui no cenário nacional. E, até o início de 2024, não era assim.
A movimentação tímida do Furacão no mercado só pode ter uma explicação: o técnico Odair Hellmann e o presidente Mario Celso Petraglia concluíram que o time que encerrou a Série B, com Portilla como volante, já estaria pronto para o Brasileirão.
Se esse é o critério para justificar Portilla como parâmetro de limitação, então o Furacão começa o Brasileirão com o objetivo reduzido à sobrevivência no campeonato. O que serviu para subir não tem, necessariamente, o direito de almejar maiores ambições na prateleira de cima. E, sem ambição, uma fatalidade não pode ser afastada.
É isso que ocorre quando o treinador é patronal.


