Brasileira que ficou em estado vegetativo após mal súbito nos EUA recebe alta e está em casa; 'batalha vencida', diz marido

Marido e filhos de Fabíola Costa chegam em Juiz de Fora Após meses internada, a brasileira Fabíola Costa, de 32 anos, que ficou em estado vegetativo depois de sofrer um mal súbito nos Estados Unidos, recebeu alta nesta sexta-feira (16) e já está em casa, em Juiz de Fora. A informação foi confirmada ao g pelo marido, Ubiratan Rodrigues, de 41 anos. Fabíola estava internada no Hospital Ana Nery desde outubro de 2025, quando retornou dos Estados Unidos para Juiz de Fora em um avião particular. O marido e os três filhos do casal, de 17, 14 e 5 anos, que estavam nos Estados Unidos, retornaram definitivamente para Juiz de Fora em dezembro. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Zona da Mata no WhatsApp Fabíola vai seguir o tratamento em casa, no modelo de home care, custeado de forma particular. Segundo o marido, não houve mudança no quadro clínico e ela segue em estado vegetativo, com continuidade dos cuidados paliativos no ambiente domiciliar. Entre os cuidados estão a aspiração pela traqueostomia, alimentação e hidratação por sonda gástrica, higienização por meio da bolsa de colostomia e uso regular de medicamentos. Fabíola segue em tratamento com antibiótico, além de remédios para controle da pressão arterial e anticoagulante. Fabíola Costa, de 32 anos, que ficou em estado vegetativo depois de sofrer um mal súbito nos Estados Unidos recebeu alta em Juiz de Fora Arquivo Pessoal A fisioterapia será mantida em casa e ficará sob responsabilidade do marido, que já realizava os exercícios durante o período em que ela esteve internada nos Estados Unidos. A família está na própria casa, no bairro Granjas Betel, em Juiz de Fora. A mãe de Fabíola mora em frente e, segundo o marido, deve passar a viver com eles, assim como o pai e o irmão dela, que tem síndrome de Down. “É uma batalha diária. Só dela ter saído do hospital já é uma batalha vencida. Vamos vivendo um dia após o outro, mas a sensação é de dever cumprido”, afirmou. Segundo ele, Fabíola estava sem febre e com o quadro estabilizado, o que motivou a decisão de levá-la para casa o mais rápido possível. “A gente trouxe por medo de uma nova infecção no ambiente hospitalar”, disse. O marido contou ainda que, até o momento, não percebeu mudanças no comportamento ou no estado clínico de Fabíola. A família pretende buscar acompanhamento psicológico para lidar com possíveis traumas causados pelo período de internação. De acordo com ele, os médicos ainda não conseguiram identificar a causa da parada cardíaca. Houve falta de oxigênio no cérebro, o que levou ao estado vegetativo, mas a origem do problema segue indefinida. Casa adaptada para receber Fabíola Casa no Granjas Bethel é preparada para receber brasileira em estado vegetativo em Juiz de Fora Nathália Fontes/g1 Zona da Mata Um dos principais focos neste momento é a casa comprada no Bairro Granjas Bethel, em Juiz de Fora. O imóvel foi adquirido com recursos arrecadados em campanhas solidárias e passa por adaptações para garantir acessibilidade, segurança e conforto para a continuidade do tratamento de Fabíola em casa. Conhecido como home care, o modelo permite a continuidade dos cuidados fora do ambiente hospitalar. No Brasil, esse tipo de atendimento pode ser oferecido pelo Sistema Único de Saúde (SUS) ou por planos de saúde, conforme a indicação médica e a disponibilidade local. Segundo o marido, Ubiratan Rodrigues, de 41 anos, as mudanças no imóvel incluem adequações no quarto, no banheiro e na entrada da residência, que antes tinha apenas escadas. A ideia é oferecer um ambiente acolhedor e funcional para a manicure. “Cada detalhe está sendo pensado com muito cuidado, para que ela possa ficar bem assistida e segura”, afirmou Ubiratan em entrevistas recentes ao g1. O home care pode incluir: acompanhamento de médicos; enfermeiros; fisioterapeutas; fonoaudiólogos e outros profissionais; além do fornecimento de equipamentos, medicamentos e orientações aos familiares. O objetivo é garantir assistência contínua, reduzir riscos de infecção hospitalar e proporcionar mais conforto ao paciente. A família espera que Fabíola passe a receber acompanhamento pelo SUS nesse modelo após a alta. Família de Fabíola Costa comemorou o aniversário de 32 anos nos EUA (o rosto dela foi borrado a pedido da família) Ubiratan Rodrigues/Arquivo Pessoal

Jan 17, 2026 - 12:30
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Brasileira que ficou em estado vegetativo após mal súbito nos EUA recebe alta e está em casa; 'batalha vencida', diz marido

Marido e filhos de Fabíola Costa chegam em Juiz de Fora Após meses internada, a brasileira Fabíola Costa, de 32 anos, que ficou em estado vegetativo depois de sofrer um mal súbito nos Estados Unidos, recebeu alta nesta sexta-feira (16) e já está em casa, em Juiz de Fora. A informação foi confirmada ao g pelo marido, Ubiratan Rodrigues, de 41 anos. Fabíola estava internada no Hospital Ana Nery desde outubro de 2025, quando retornou dos Estados Unidos para Juiz de Fora em um avião particular. O marido e os três filhos do casal, de 17, 14 e 5 anos, que estavam nos Estados Unidos, retornaram definitivamente para Juiz de Fora em dezembro. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Zona da Mata no WhatsApp Fabíola vai seguir o tratamento em casa, no modelo de home care, custeado de forma particular. Segundo o marido, não houve mudança no quadro clínico e ela segue em estado vegetativo, com continuidade dos cuidados paliativos no ambiente domiciliar. Entre os cuidados estão a aspiração pela traqueostomia, alimentação e hidratação por sonda gástrica, higienização por meio da bolsa de colostomia e uso regular de medicamentos. Fabíola segue em tratamento com antibiótico, além de remédios para controle da pressão arterial e anticoagulante. Fabíola Costa, de 32 anos, que ficou em estado vegetativo depois de sofrer um mal súbito nos Estados Unidos recebeu alta em Juiz de Fora Arquivo Pessoal A fisioterapia será mantida em casa e ficará sob responsabilidade do marido, que já realizava os exercícios durante o período em que ela esteve internada nos Estados Unidos. A família está na própria casa, no bairro Granjas Betel, em Juiz de Fora. A mãe de Fabíola mora em frente e, segundo o marido, deve passar a viver com eles, assim como o pai e o irmão dela, que tem síndrome de Down. “É uma batalha diária. Só dela ter saído do hospital já é uma batalha vencida. Vamos vivendo um dia após o outro, mas a sensação é de dever cumprido”, afirmou. Segundo ele, Fabíola estava sem febre e com o quadro estabilizado, o que motivou a decisão de levá-la para casa o mais rápido possível. “A gente trouxe por medo de uma nova infecção no ambiente hospitalar”, disse. O marido contou ainda que, até o momento, não percebeu mudanças no comportamento ou no estado clínico de Fabíola. A família pretende buscar acompanhamento psicológico para lidar com possíveis traumas causados pelo período de internação. De acordo com ele, os médicos ainda não conseguiram identificar a causa da parada cardíaca. Houve falta de oxigênio no cérebro, o que levou ao estado vegetativo, mas a origem do problema segue indefinida. Casa adaptada para receber Fabíola Casa no Granjas Bethel é preparada para receber brasileira em estado vegetativo em Juiz de Fora Nathália Fontes/g1 Zona da Mata Um dos principais focos neste momento é a casa comprada no Bairro Granjas Bethel, em Juiz de Fora. O imóvel foi adquirido com recursos arrecadados em campanhas solidárias e passa por adaptações para garantir acessibilidade, segurança e conforto para a continuidade do tratamento de Fabíola em casa. Conhecido como home care, o modelo permite a continuidade dos cuidados fora do ambiente hospitalar. No Brasil, esse tipo de atendimento pode ser oferecido pelo Sistema Único de Saúde (SUS) ou por planos de saúde, conforme a indicação médica e a disponibilidade local. Segundo o marido, Ubiratan Rodrigues, de 41 anos, as mudanças no imóvel incluem adequações no quarto, no banheiro e na entrada da residência, que antes tinha apenas escadas. A ideia é oferecer um ambiente acolhedor e funcional para a manicure. “Cada detalhe está sendo pensado com muito cuidado, para que ela possa ficar bem assistida e segura”, afirmou Ubiratan em entrevistas recentes ao g1. O home care pode incluir: acompanhamento de médicos; enfermeiros; fisioterapeutas; fonoaudiólogos e outros profissionais; além do fornecimento de equipamentos, medicamentos e orientações aos familiares. O objetivo é garantir assistência contínua, reduzir riscos de infecção hospitalar e proporcionar mais conforto ao paciente. A família espera que Fabíola passe a receber acompanhamento pelo SUS nesse modelo após a alta. Família de Fabíola Costa comemorou o aniversário de 32 anos nos EUA (o rosto dela foi borrado a pedido da família) Ubiratan Rodrigues/Arquivo Pessoal