Campeonato Estadual abre temporada desafiadora para Athletico e Coritiba
Cada vez mais esvaziados, um pouco pelo baixo padrão técnico da maioria dos participantes, muito pelo peso de competições mais atraentes no plano nacional e continental, os campeonatos estaduais tiveram redução de datas no calendário apresentado pela CBF para esta temporada. Trata-se de uma temporada atípica, pois, além das competições tradicionais, como o Campeonato Brasileiro, […]
Cada vez mais esvaziados, um pouco pelo baixo padrão técnico da maioria dos participantes, muito pelo peso de competições mais atraentes no plano nacional e continental, os campeonatos estaduais tiveram redução de datas no calendário apresentado pela CBF para esta temporada.
Trata-se de uma temporada atípica, pois, além das competições tradicionais, como o Campeonato Brasileiro, a Copa do Brasil e os dois torneios sul-americanos, haverá um maior número de datas destinadas à realização da extravagante Copa do Mundo, com o absurdo de 48 seleções.
E soma-se a isso um segundo absurdo: o torneio foi programado para jogos em três países atualmente envolvidos em conflitos políticos: Estados Unidos, Canadá e México.
Cada vez mais me convenço, de forma definitiva, de que os dirigentes da Fifa e das confederações continentais perderam a noção do que significa a valorização e a exaltação do nível técnico do maior encontro de seleções do futebol mundial.
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Como sou do tempo em que apenas as 16 melhores seleções participavam da Copa do Mundo, não há termos de comparação com a mediocridade em que a competição foi se transformando à medida que, de forma inconsequente, sob o ponto de vista eminentemente técnico, se aumentou o número de equipes classificadas.
Agora atingiremos o ápice da cretinice dos cartolas, que só pensam em dinheiro, exposição pública e exibição ridícula, como ocorre com o atual presidente da Fifa, Gianni Infantino, via de regra vestido de forma exótica, com terno preto e tênis branco. Infantino tornou-se o símbolo do desprezo pelo futebol-arte, pelo futebol-espetáculo e por tudo aquilo de maravilhoso que já se viu em tantos Mundiais do passado.
Voltemos à vaca fria, como diziam os antigos colonizadores portugueses. O Campeonato Estadual abre uma temporada desafiadora para os clubes paranaenses. E não estou tratando do Paraná Clube, que voltará a disputar apenas o Campeonato Paranaense da Série B, o que significa que só terá calendário nacional, se tudo correr bem, em 2028.
Refiro-me aos nossos clubes que disputarão as duas principais séries do Campeonato Brasileiro: Athletico e Coritiba, que retornam à Série A, e Operário e Londrina, que nos representarão na Série B.
A palavra “desafiadora” aplica-se diretamente à dupla Atletiba, que, primeiro, não pode decepcionar na volta à Primeira Divisão; depois, precisa cumprir bom papel na Copa do Brasil e, se possível, recuperar vagas nos torneios continentais. Não é pedir muito nem sonhar alto, apenas torcer para que isso aconteça.


