Com calendário vazio, Paraná Clube aumenta dívida milionária: “Incerteza relevante”
O Paraná Clube registrou um déficit de R$ 18,9 milhões em 2025 e superou a marca de R$ 190,5 milhões em dívida. O balanço financeiro paranista do ano passado foi realizado pela empresa Müller & Prei. Com apenas 11 jogos no ano e um calendário que terminou ainda em fevereiro, o Tricolor teve apenas R$ 7,5 milhões […]
O Paraná Clube registrou um déficit de R$ 18,9 milhões em 2025 e superou a marca de R$ 190,5 milhões em dívida. O balanço financeiro paranista do ano passado foi realizado pela empresa Müller & Prei.
Com apenas 11 jogos no ano e um calendário que terminou ainda em fevereiro, o Tricolor teve apenas R$ 7,5 milhões em receitas em todo 2025. O que mais deu dinheiro para o clube na temporada passada foi o aluguel da Vila Capanema para eventos e jogos de outros clubes, com R$ 2,6 milhões.
Outras receitas importantes para amenizar o prejuízo foram arrecadação com os jogos na Vila Capanema, com R$ 2,4 milhões, e patrocínio e publicidade, com R$ 1 milhão. O balanço ainda mostrou que o Campeonato Paranaense do ano passado rendeu somente R$ 67 mil com a venda dos direitos de transmissão.
Em contrapartida, as despesas do Paraná Clube ficaram em R$ 26,5 milhões. Pouco mais da metade deste valor (R$ 13,3 milhões) foi com atualização da Transação Tributária. O saldo negativo ainda aumentou principalmente pelos juros da Recuperação Judicial (R$ 2,788 milhões), provisão e reversões para contigências (R$ 1,9 milhões) e serviços profissionais (R$ 1,8 milhões).
Assim como nos últimos anos, a Müller & Prei alertou mais uma vez o Paraná Clube da “incerteza revelante sobre a continuidade operacional” e a necessidade “para continuidade normal das suas operações, a equalização da situação patrimonial e financeira, principalmente o cumprimento da recuperação judicial”.
Dentro das quatro linhas, o Tricolor ficou em último lugar do Campeonato Paranaense e voltou para a Segundona como uma rodada de antecedência. Com o futuro indefinido, a diretoria optou em não jogar a Taça FPF no segundo semestre e apostou as fichas na venda da Sociedade Anônima do Futebol (SAF), o que foi definida apenas em dezembro.
NextPlay já comanda SAF do Paraná Clube
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A auditoria ainda informa que até a data da emissão do balanço, que foi assinada pelo presidente Ailton Barboza de Souza no último dia 30 de abril, o plano aprovado pelos credores para a Recuperação Judicial ainda aguarda a homologação.
O Tricolor ainda precisa da Certidão Positiva com Efeitos de Negativa da Fazenda Nacional, “para a qual o Clube informa estar adotando as providências necessárias ao seu atendimento”.
Enquanto ainda aguarda a oficialização, a NextPlay trabalha em um período de transição para atingir os primeiros objetivos. A SAF foi responsável pela contratação do diretor de futebol Rodrigo Possebon, do técnico Tcheco e de todo o elenco paranista para a disputa da Segunda Divisão do Campeonato Paranaense.
Além disso, a NextPlay também realizou melhorias na Vila Olímpica do Boqueirão e transformou o estádio no novo centro de treinamento do time profissional. Os times sub-15 e sub-17, que foram reativados, e sub-20, que recebeu mais investimentos, também jogam no local.
Até o momento, o trabalho está seguindo o caminho esperado pelo Paraná Clube. Com a melhor campanha e único invicto, o Paraná Clube está a um passo de confirmar a vaga na semifinal da Segunda Divisão do Paranaense e disputar o confronto que o vale o retorno para a elite.

