De aposentado, goleiro revelado pelo Athletico vira maior pegador de pênaltis do Brasil

O goleiro Vagner, de 39 anos, se tornou uma das principais peças no crescimento do Operário na temporada. Reserva nas primeiras partidas, o experiente jogador revelado pelo Athletico ganhou a posição ainda sob o comando de Alex de Souza e se consolidou como um dos principais nomes do time após a chegada de Luizinho Lopes. […]

Mar 27, 2026 - 14:30
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De aposentado, goleiro revelado pelo Athletico vira maior pegador de pênaltis do Brasil

O goleiro Vagner, de 39 anos, se tornou uma das principais peças no crescimento do Operário na temporada. Reserva nas primeiras partidas, o experiente jogador revelado pelo Athletico ganhou a posição ainda sob o comando de Alex de Souza e se consolidou como um dos principais nomes do time após a chegada de Luizinho Lopes.

Na campanha do título do Campeonato Paranaense, Vagner foi o herói nos pênaltis durante as semifinais e também na decisão. Contra o Coritiba, o goleiro defendeu a cobrança do atacante Lavega. E na final diante do Londrina, pegou as penalidades de Iago Teles e André Luiz.

Vagner ainda garantiu a classificação do Fantasma contra o mesmo Tubarão na quarta fase da Copa do Brasil. Nos acréscimos, o camisa 1 defendeu o pênalti do atacante Bruno Santos e garantiu a vitória por 1 a 0. A vitória levou o clube da Ponta Grossa para um confronto inédito com o Fluminense, com direito a jogo no Maracanã.

Em alta, o goleiro do Operário foi o convidado do podcast “Dois Um”, do UmDois Esportes, e contou sua trajetória ao lado de Thiago Mehl, atual preparador de goleiros do Coritiba.

“Muito trabalho e muito estudo. Sempre gostei de muito estudar e entra muito a questão do Dudu e Felipe, preparadores de goleiro do Operário. Eu sempre me caracterizei em ser pegador de pênaltis desde a base. Eu sou muito rápido, tenho uma leitura muito precisa do momento. Tive prazer de jogar com vários jogadores, mas momento de decisão é frieza total. Tento jogar com psicológico, é importante conseguir”, explica Vagner.


Vagner no momento da defesa do pênalti contra o Coritiba. (Foto: Geraldo Bubniak/AGB/Gazeta Press)

Vagner pensou na aposentadoria antes de acertar com o Operário

Vagner iniciou a carreira no Athletico em 2005, onde ficou até 2008. Na sequência, ele acertou com o Desportivo Brasil, de São Paulo, e partiu para uma longa carreira no futebol europeu. Após passagens por clubes de Portugal, Azerbaijão, e Bélgica, o goleiro retornou ao Brasil no final da temporada 2023/2024.

Sem clube, o goleiro cogitou a aposentadoria, mas a situação mudou após acompanhar uma partida do Coritiba durante o Campeonato Paranaense de 2025. “Eu voltei de Portugal, tive algumas situações até no mundo arábe, mas as coisas acabaram não acontecendo. Já com meus 38 anos, estava ficando de saco cheio e fui para o interior. Quando falei para a Beatriz, minha esposa, que iria me aposentar, ela ficou espantada”, lembra.

“Estava no interior, o meu irmão falou que iria ter Maringá x Coritiba no Campeonato Paranaense do ano passado e fui ver. Estava o Gabriel [Leite, do Coritiba] jogando, um baita amigo, e me bateu aquela saudade. Foi o primeiro jogo que vi depois que voltei de Portugal”, acrescenta.

Vagner voltou a treinar no Athletico, que abriu as portas do CT do Caju, e acertou com o Operário no início da Série B de 2025. Na temporada passada, o goleiro ficou no banco de reservas de Elias Curzel e jogou apenas quatro vezes. Neste ano, ele ganhou a titularidade durante o Campeonato Paranaense.

“O goleiro, além da paixão, tem que ter uma cabeça muito fria. Joga sempre só um. E quando precisar, tem que estar pronto. O Elias estava muito bem, tinha acabado de ser campeão, então precisa saber respeitar o momento. Nós temos um convívio enorme com o Elias e os outros goleiros do Operário”, destaca.

Assista ao podcast “Dois Um” na íntegra

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