“Desequilíbrio”: Clubes queridinhos somam lucro bilionário com transmissões

Apesar das revoluções impulsionadas pelas Sociedades Anônimas de Futebol (SAF's) e com o mercado de transferências nacional e internacional atingindo cifras extremamente expressivas, as receitas com direitos de transmissão ainda seguem como principal fonte financeira do futebol brasileiro. No total, os clubes do país faturaram R$ 3,3 bilhões com direitos de transmissão, de acordo com […]

Mar 30, 2026 - 11:30
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“Desequilíbrio”: Clubes queridinhos somam lucro bilionário com transmissões

Apesar das revoluções impulsionadas pelas Sociedades Anônimas de Futebol (SAF’s) e com o mercado de transferências nacional e internacional atingindo cifras extremamente expressivas, as receitas com direitos de transmissão ainda seguem como principal fonte financeira do futebol brasileiro.

No total, os clubes do país faturaram R$ 3,3 bilhões com direitos de transmissão, de acordo com os balanços financeiros divulgados pelas entidades referentes à temporada 2024. No geral, a grana representou 30% do valor total das receitas dos clubes, de acordo com estudo da empresa especializada, Sports Value.

O clube que mais recebeu com os direitos de transmissão, de forma disparada, foi o Flamengo. A equipe carioca teve receitas de R$ 454 milhões neste campo. Na sequência, aparecem Corinthians, com R$ 295 milhões, e Palmeiras, com R$ 259 milhões. Veja o ranking completo no final do texto.

Clubes brasileiros se preparam para apresentação de balanços financeiros de 2025

Nas próximas semanas, os clubes brasileiros devem começar a publicação obrigatória dos balanços financeiros relativos à temporada passada. O prazo é até 30 de abril do ano seguinte ao exercício. A partir de agora, a CBF instituiu também regras de controles de custos com elencos, por exemplo.

Samir Xaud, presidente da CBF. (Foto: Rafael Ribeiro/CBF)

Os clubes terão o limite de 70% da soma das suas receitas, considerando o valor líquido de transferências, para gastar com elenco (salários, direitos de imagem, etc). No entanto, os resultados publicados em 2026 e 2027 estarão sujeitos somente a advertências. As punições de acordo com as novas regras passam a valer em 2028 e 2029.

Ainda de acordo com as novas regras, a dívida líquida de curto prazo de cada clube (que geralmente vence no prazo de doze meses) terá que ser menor do que 45% das dívidas totais. Clubes que forem considerados insolventes serão limitados em termos de gasto com folha salarial e gastos com transferências.

CBF inicia plano de fair-play financeiro no futebol brasileiro

A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) apresentou, em novembro do ano passado, um novo plano de fair-play financeiro para o futebol nacional. O Sistema de Sustentabilidade Financeira do Futebol Brasileiro é um conjunto de regras que já vêm sendo aplicadas aos clubes das Séries A e B do Brasileirão desde janeiro de 2026.

Basicamente, a missão da CBF com este novo sistema é permitir um maior equilíbrio financeiro às equipes, que passarão a ser monitoradas mais de perto. São três janelas de fiscalização, em 31 de março, 31 de julho e 30 de novembro de cada temporada. Nelas, os clubes preencherão formulários de autodeclaração financeira.

Taça do Brasileirão. (Foto: Rafael Ribeiro/CBF).

Além disso, toda transação entre os clubes destas divisões deverá ser registrada em um sistema próprio da CBF, detalhando inclusive qual a forma de pagamento. O mesmo vale para os contratos dos atletas, que serão registrados no mesmo sistema, com os respectivos salários discriminados.

Estes registros são condição necessária, por exemplo, para que um reforço seja inscrito no Boletim Informativo Diário da entidade (BID), mecanismo que libera um atleta para jogar partidas oficiais.

Por fim, o Sistema de Sustentabilidade trata das dívidas dos clubes da seguinte maneira: os débitos assumidos a partir de 1º de janeiro de 2026 já estarão sob o jugo das novas regras; já as dívidas anteriores estarão sujeitas ao novo regulamento apenas a partir de novembro de 2026.

Ranking dos direitos de transmissão do futebol brasileiro em 2024

  1. Flamengo: R$ 454 milhões
  2. Corinthians: R$ 295 milhões
  3. Palmeiras: R$ 259 milhões
  4. Atlético-MG: R$ 250 milhões
  5. São Paulo: R$ 239 milhões
  6. Grêmio: R$ 196 milhões
  7. Fluminense: R$ 167 milhões
  8. Vasco: R$ 146 milhões
  9. Internacional: R$ 142 milhões
  10. Cruzeiro: R$ 138 milhões

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