Doja Cat hipnotiza com gogó e sensualidade em show que dispensa firulas, em São Paulo
Doja Cat em show em São Paulo nesta quinta-feira (5) Marina Lourenço/g1 Com apenas um único show marcado no Brasil, Doja Cat levou sua turnê “Ma Vie World" ao Suhai Music Hall, em São Paulo (SP), nesta quinta-feira (5). A venda de ingressos não foi das melhores — nenhum setor esgotou. Mas isso não parecia ser uma preocupação para a popstar rapper, que dominou o palco com expertise. Com 18 minutos de atraso, o show começou ao som de “Cards”. Doja vestia um look sexy: sobreposição de sutiãs justíssimos, calcinha com correntes, meia-calça de renda, espartilho, luvas e muita pluma. Não satisfeita com a figura felina já à mostra, ela fez questão de seduzir com sarradas no pedestal, reboladas hipnotizantes, caras e bocas. Poses de tesão que foram repetidas várias vezes no restante da apresentação. O show foi dedicado ao seu quinto e último álbum, "Vie" (2025), que teve pouco destaque comercial se comparado aos dois anteriores. O disco até chegou ao ranking da Billboard Hot 100, mas só ficou na lista por pouco mais de três meses. Mas novamente, esses são números que pareceram irrelevantes para a Doja no palco. A americana mostrou que sabe cantar como poucos. Com facilidade, ela transita entre flows de rap e agudinhos gritados do seu pop viajado. Além de potente, o gogó de Doja é versátil. Ela faz solos vocais, emenda rimas com fôlego de sobra, põe autotune em faixa de trap e — entre quicadas, cambalhotas e mãos pelo corpo — usa suas bases pré-gravadas de apoio. A banda é outra a brilhar. Afiados, os músicos dominam o funk pop de Doja, que nessa turnê vai dos anos 80 ao rap contemporâneo. O som dos instrumentos ao vivo deixa as faixas de “Vie” mais eletrizantes. E o trio de sopristas é um destaque à parte. No começo da turnê “Ma Vie World", muitos fãs da cantora criticaram a estrutura da apresentação, alegando baixo investimento em figurino, efeitos visuais e cenário. Ela chegou a rebater os comentários postando: "Eu faço música para pessoas que gostam de música. Eu não sou uma artista da Broadway". Ao contrário do que muitos esperam de uma diva pop, esse realmente não é um show com bailarinos, troca de figurino e cenário extravagante. Mas convenhamos que, se a competência musical é atingida, isso nem deveria ser visto como problema. Além disso, embora Doja já tenha deixado claro que não é da Broadway, seu show tem um quê de teatro. A começar por ela mesma, que oscila entre as poses de rockstar doidona, rapper sedutora, popstar romântica e alguém com tesão. No show desta quinta, o público estava entregue de corpo e alma (foram 6.500 pessoas, segundo a assessoria do evento). Ela cantou faixas como "Get Into It (Yuh)", "Gorgeous", "Silly! Fun!" e "Juicy", "AAAHH Men!". Os momentos mais marcantes foram de hits como “Kiss Me More”, “Say So", "Streets" e "Woman". A cantora encerrou a apresentação ao som de "Jealous Type". Depois, entregou flores aos fãs. Ela não é do tipo que fica puxando assunto com a plateia, mas é carismática. Tem a fórmula de como fazer um show divertido do início ao fim. Cartela resenha crítica g1 Arte/g1 'Say So', Doja Cat: Lucas da Fresno explica hits do Lolla

Doja Cat em show em São Paulo nesta quinta-feira (5) Marina Lourenço/g1 Com apenas um único show marcado no Brasil, Doja Cat levou sua turnê “Ma Vie World" ao Suhai Music Hall, em São Paulo (SP), nesta quinta-feira (5). A venda de ingressos não foi das melhores — nenhum setor esgotou. Mas isso não parecia ser uma preocupação para a popstar rapper, que dominou o palco com expertise. Com 18 minutos de atraso, o show começou ao som de “Cards”. Doja vestia um look sexy: sobreposição de sutiãs justíssimos, calcinha com correntes, meia-calça de renda, espartilho, luvas e muita pluma. Não satisfeita com a figura felina já à mostra, ela fez questão de seduzir com sarradas no pedestal, reboladas hipnotizantes, caras e bocas. Poses de tesão que foram repetidas várias vezes no restante da apresentação. O show foi dedicado ao seu quinto e último álbum, "Vie" (2025), que teve pouco destaque comercial se comparado aos dois anteriores. O disco até chegou ao ranking da Billboard Hot 100, mas só ficou na lista por pouco mais de três meses. Mas novamente, esses são números que pareceram irrelevantes para a Doja no palco. A americana mostrou que sabe cantar como poucos. Com facilidade, ela transita entre flows de rap e agudinhos gritados do seu pop viajado. Além de potente, o gogó de Doja é versátil. Ela faz solos vocais, emenda rimas com fôlego de sobra, põe autotune em faixa de trap e — entre quicadas, cambalhotas e mãos pelo corpo — usa suas bases pré-gravadas de apoio. A banda é outra a brilhar. Afiados, os músicos dominam o funk pop de Doja, que nessa turnê vai dos anos 80 ao rap contemporâneo. O som dos instrumentos ao vivo deixa as faixas de “Vie” mais eletrizantes. E o trio de sopristas é um destaque à parte. No começo da turnê “Ma Vie World", muitos fãs da cantora criticaram a estrutura da apresentação, alegando baixo investimento em figurino, efeitos visuais e cenário. Ela chegou a rebater os comentários postando: "Eu faço música para pessoas que gostam de música. Eu não sou uma artista da Broadway". Ao contrário do que muitos esperam de uma diva pop, esse realmente não é um show com bailarinos, troca de figurino e cenário extravagante. Mas convenhamos que, se a competência musical é atingida, isso nem deveria ser visto como problema. Além disso, embora Doja já tenha deixado claro que não é da Broadway, seu show tem um quê de teatro. A começar por ela mesma, que oscila entre as poses de rockstar doidona, rapper sedutora, popstar romântica e alguém com tesão. No show desta quinta, o público estava entregue de corpo e alma (foram 6.500 pessoas, segundo a assessoria do evento). Ela cantou faixas como "Get Into It (Yuh)", "Gorgeous", "Silly! Fun!" e "Juicy", "AAAHH Men!". Os momentos mais marcantes foram de hits como “Kiss Me More”, “Say So", "Streets" e "Woman". A cantora encerrou a apresentação ao som de "Jealous Type". Depois, entregou flores aos fãs. Ela não é do tipo que fica puxando assunto com a plateia, mas é carismática. Tem a fórmula de como fazer um show divertido do início ao fim. Cartela resenha crítica g1 Arte/g1 'Say So', Doja Cat: Lucas da Fresno explica hits do Lolla

