Dupla Atletiba na Série A exige paciência e não falsas ilusões

Após animadora sequência de bons resultados do Athletico como mandante e do Coritiba como visitante, as coisas se inverteram com duas derrotas atleticanas como visitante e dois empates do time coxa-branca como mandante. Comecemos pelo fenômeno de o Coritiba surpreender positivamente quando atua fora de casa e se comportar de maneira insegura, quase confusa, dentro […]

Abr 8, 2026 - 09:30
 0  1
Dupla Atletiba na Série A exige paciência e não falsas ilusões

Após animadora sequência de bons resultados do Athletico como mandante e do Coritiba como visitante, as coisas se inverteram com duas derrotas atleticanas como visitante e dois empates do time coxa-branca como mandante.

Comecemos pelo fenômeno de o Coritiba surpreender positivamente quando atua fora de casa e se comportar de maneira insegura, quase confusa, dentro do Alto da Glória.

A explicação é muito simples: a sua retaguarda foi muito bem constituída pelo técnico Mozart na vitoriosa temporada passada com a conquista do título de campeão da Série B, mas o meio de campo e o ataque – e lembrem que o ataque foi quase totalmente modificado para este ano, restando como titular apenas o craque Lucas Ronier – se mostram eficientes quando encontram espaço jogando fora de casa.

Dentro de casa e com o calor da torcida a iniciativa ofensiva diminui, única e exclusivamente pelas limitações técnicas individuais da maioria dos jogadores. Além, é claro, das providências tomadas pelos adversários que já conhecem o estilo de jogo do Coxa.

Após dois empates, com Vasco e Fluminense, que souberam se comportar defensivamente sem perder de vista o apetite ofensivo, o Coritiba fecha a trinca seguida com o Botafogo. Como vai jogar no Rio de Janeiro aumenta positivamente a expectativa da torcida quanto às possibilidades de vitória. Fernando Seabra está com leitura correta sobre o potencial do grupo colocado à sua disposição.

Com base de Série B, Athletico tem limitações técnicas

Curiosamente, com o Athletico acontece diametralmente o oposto, pois se na Arena da Baixada ele consegue se impor, ou pelo menos apresentar futebol com maior leque de opções criativas para o ataque, jogando fora a equipe se encolhe e se submete aos desígnios dos donos da casa.

Tudo porque a base é a mesma do time que disputou a série B com claras limitações técnicas.

Furacão tem conseguido bons resultados na Baixada. Foto: Edson Teodoro De Souza/TheNEWS2 via ZUMA Press Wire

Como não houve um planejamento competente na recomposição do elenco para esta temporada, com a contratação de reforços pontuais nos três setores do time, o treinador Odair Hellmann tem encontrado grandes dificuldades para resolver a equação.

Além do que, se o Coxa possui um craque indiscutível, que é Lucas Ronier, o Furacão não conta com nenhum craque acima da média. Agora estão saindo do laboratório do CT do Caju duas promessas interessantes: Bruninho e Felipe Chiqueti.

Como voltará a jogar perante a sua torcida, frente à Chapecoense, todos começam a esfregar as mãos na esperança de que o time volte a jogar bem. Temos que ter paciência com o desempenho da dupla Atletiba na série A. É jogo a jogo, sem falsas ilusões.

Siga o UmDois Esportes