Em busca de vida alienígena, NASA dá passo decisivo para mergulhar no oceano congelado de Europa
Nasa divulga novas imagens de Júpiter Imagine mandar um robô para mergulhar no oceano escondido sob a grossa camada de gelo de Europa, a lua de Júpiter. Para sobreviver lá, qualquer equipamento eletrônico precisaria suportar temperaturas de -180 °C e uma dose de radiação 50 vezes superior à letal para seres humanos. Parece missão impossível, mas cientistas financiados pela NASA, a agência espacial norte-americana, acreditam ter dado o primeiro passo real para tornar isso realidade. Uma nova tecnologia conseguiu fazer exatamente isso: criar componentes eletrônicos que não apenas sobrevivem a essas condições extremas, mas funcionam melhor quanto mais frio fica o ambiente. Os resultados foram divulgados na última segunda-feira (10) pela agência espacial. O que são os mundos oceânicos? Europa, Ganimedes (luas de Júpiter), Encélado e Titã (luas de Saturno) são chamados de "mundos oceânicos", corpos celestes que escondem oceanos de água líquida sob espessas camadas de gelo. Eles são considerados alguns dos lugares mais promissores para a busca de vida fora da Terra, porque suas profundezas podem guardar condições parecidas com as dos oceanos primordiais da Terra, onde a vida surgiu bilhões de anos atrás. O problema é que explorar esses lugares é extremamente difícil. A radiação em Europa, por exemplo, chega a níveis que mata um ser humano. Combinada ao frio extremo, essa dupla destrói qualquer eletrônico convencional. Ilustração artística mostra Europa, uma das luas de Júpiter considerada um “mundo oceânico”. À esquerda aparece a superfície gelada da lua; à direita, uma representação do oceano de água líquida escondido sob o gelo. NASA Até agora, a saída usada em missões à Lua e a Marte era embalar os circuitos em "caixas aquecidas", estruturas pesadas que mantêm os componentes em temperatura segura e protegidos da radiação. Para mundos tão distantes quanto Europa, isso não funciona: cada quilo extra encarece e complica a missão. Uma sonda leva anos para chegar lá e não pode depender de equipamentos ineficientes. A nova tecnologia usa uma liga de dois materiais semicondutores — silício e germânio — para criar chips com uma característica incomum: quanto mais frio o ambiente, mais rápido eles operam.

Nasa divulga novas imagens de Júpiter Imagine mandar um robô para mergulhar no oceano escondido sob a grossa camada de gelo de Europa, a lua de Júpiter. Para sobreviver lá, qualquer equipamento eletrônico precisaria suportar temperaturas de -180 °C e uma dose de radiação 50 vezes superior à letal para seres humanos. Parece missão impossível, mas cientistas financiados pela NASA, a agência espacial norte-americana, acreditam ter dado o primeiro passo real para tornar isso realidade. Uma nova tecnologia conseguiu fazer exatamente isso: criar componentes eletrônicos que não apenas sobrevivem a essas condições extremas, mas funcionam melhor quanto mais frio fica o ambiente. Os resultados foram divulgados na última segunda-feira (10) pela agência espacial. O que são os mundos oceânicos? Europa, Ganimedes (luas de Júpiter), Encélado e Titã (luas de Saturno) são chamados de "mundos oceânicos", corpos celestes que escondem oceanos de água líquida sob espessas camadas de gelo. Eles são considerados alguns dos lugares mais promissores para a busca de vida fora da Terra, porque suas profundezas podem guardar condições parecidas com as dos oceanos primordiais da Terra, onde a vida surgiu bilhões de anos atrás. O problema é que explorar esses lugares é extremamente difícil. A radiação em Europa, por exemplo, chega a níveis que mata um ser humano. Combinada ao frio extremo, essa dupla destrói qualquer eletrônico convencional. Ilustração artística mostra Europa, uma das luas de Júpiter considerada um “mundo oceânico”. À esquerda aparece a superfície gelada da lua; à direita, uma representação do oceano de água líquida escondido sob o gelo. NASA Até agora, a saída usada em missões à Lua e a Marte era embalar os circuitos em "caixas aquecidas", estruturas pesadas que mantêm os componentes em temperatura segura e protegidos da radiação. Para mundos tão distantes quanto Europa, isso não funciona: cada quilo extra encarece e complica a missão. Uma sonda leva anos para chegar lá e não pode depender de equipamentos ineficientes. A nova tecnologia usa uma liga de dois materiais semicondutores — silício e germânio — para criar chips com uma característica incomum: quanto mais frio o ambiente, mais rápido eles operam.

