Empréstimo consignado: Justiça manda banco devolver valores a indígena após cobrança de R$ 7 mil em juros
Justiça manda banco indenizar indígena após cobrança de R$ 7 mil em juros em MT Prefeitura de Rondonópolis A Justiça mandou o Banco BMG devolver os valores de um empréstimo consignado a uma indígena aposentada de 85 anos após cobrar mais de R$ 7 mil em juros em Rondonópolis (MT). A Defensoria Pública fez o pedido na quinta-feira (15) para que a Justiça informe o valor final a ser devolvido para a vítima. O g1 entrou em contato com o banco, mas não obteve retorno até a última atualização desta reportagem. Educadores financeiros ouvidos pelo g1 alertam para os cuidados ao se tomar crédito e para as taxas de juros cobradas, que podem se tornar uma bola de neve. Em 2022, a indígena da etnia Boe Bororo, que não é alfabetizada, pegou empréstimo de R$ 3,2 mil, com juros mensais de quase 20%. Na época, a taxa básica de juros, a Selic, estava em 13,75% ao ano, sendo a principal referência para o custo do crédito, além de ser um instrumento do Banco Central para controlar a inflação. Isso mostra que a taxa de juros cobrada pelo banco estava acima da Selic e, também, quase dez vezes maior que a taxa média mensal de 1,98% para este tipo de consignado naquela ocasião. Taxa Selic: entenda o que é a taxa básica de juros da economia brasileira Diante disso, a indígena pediu ajuda à Defensoria, que entrou com ação. A segunda instância do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), em julho de 2025, considerou abusiva a taxa de juros aplicada pelo empréstimo consignado e condenou o banco a devolver os valores cobrados. Pouco depois, a Quinta Câmara de Direito Privado do TJMT negou o recurso do banco, mantendo a decisão anterior.

Justiça manda banco indenizar indígena após cobrança de R$ 7 mil em juros em MT Prefeitura de Rondonópolis A Justiça mandou o Banco BMG devolver os valores de um empréstimo consignado a uma indígena aposentada de 85 anos após cobrar mais de R$ 7 mil em juros em Rondonópolis (MT). A Defensoria Pública fez o pedido na quinta-feira (15) para que a Justiça informe o valor final a ser devolvido para a vítima. O g1 entrou em contato com o banco, mas não obteve retorno até a última atualização desta reportagem. Educadores financeiros ouvidos pelo g1 alertam para os cuidados ao se tomar crédito e para as taxas de juros cobradas, que podem se tornar uma bola de neve. Em 2022, a indígena da etnia Boe Bororo, que não é alfabetizada, pegou empréstimo de R$ 3,2 mil, com juros mensais de quase 20%. Na época, a taxa básica de juros, a Selic, estava em 13,75% ao ano, sendo a principal referência para o custo do crédito, além de ser um instrumento do Banco Central para controlar a inflação. Isso mostra que a taxa de juros cobrada pelo banco estava acima da Selic e, também, quase dez vezes maior que a taxa média mensal de 1,98% para este tipo de consignado naquela ocasião. Taxa Selic: entenda o que é a taxa básica de juros da economia brasileira Diante disso, a indígena pediu ajuda à Defensoria, que entrou com ação. A segunda instância do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), em julho de 2025, considerou abusiva a taxa de juros aplicada pelo empréstimo consignado e condenou o banco a devolver os valores cobrados. Pouco depois, a Quinta Câmara de Direito Privado do TJMT negou o recurso do banco, mantendo a decisão anterior.

