Endrick decide, Marquinhos vacila e Brasil de Ancelotti é incógnita na Copa do Mundo
O último amistoso da seleção brasileira diante do Egito, na noite deste sábado (6), no Huntington Park Field, em Cleveland, nos Estados Unidos, terminou com vitória até certo ponto tranquila, 2 a 1, gols de Bruno Guimarães e Endrick. Somada à goleada por 6 a 2 sobre o Panamá, no amistoso anterior, no Maracanã, o […]
O último amistoso da seleção brasileira diante do Egito, na noite deste sábado (6), no Huntington Park Field, em Cleveland, nos Estados Unidos, terminou com vitória até certo ponto tranquila, 2 a 1, gols de Bruno Guimarães e Endrick.
Somada à goleada por 6 a 2 sobre o Panamá, no amistoso anterior, no Maracanã, o triunfo sobre a seleção africana do craque Mohamed Salah poderia carimbar o passaporte brasileiro para o Mundial deste ano com o selo da confiança.
No entanto, apesar dos bons resultados nas últimas duas partidas preparatórias, o time de Carlo Ancelotti parte em busca do hexa ainda como incógnita. Diante de Marrocos, o italiano fez testes.
Para começar, alterou o esquema tático, tirando o atacante Luiz Henrique para a entrada do meio-campista Lucas Paquetá, numa tentativa de povoar a meia cancha e conferir maior equilíbrio entre os setores do time.
Na linha de frente, deu chance ao grandalhão Igor Thiago, na vaga do ex-Coritiba e polivalente Matheus Cunha. Parecia que ia dar certo e o Brasil aos poucos se impôs diante de Marrocos.
Logo aos 6 minutos, a estratégia vingou. Guimarães roubou bola no campo de ataque, avançou e abriu o placar. Mas na sequência uma entregada bizarra de Marquinhos rendeu o empate para o adversário, anotado aos 10, por Zico.
Marquinhos é capitão do time e referência técnica em um setor defensivo carente. Por causa disso, o vacilo contra o Egito ter partido justamente de seus pés é duplamente preocupante. Alisson, outro que não vive o melhor momento, como um fantasma de outras Copas, não conseguiu salvar.
No intervalo, o jogo provou seu caráter amistoso e preparatório, com uma profusão de substituições. Salah foi acionado pelo Egito, enquanto Endrick saiu do banco para, uma vez mais, ser decisivo e marcar o gol da vitória, em mais uma prova do poder decisivo da joia criada pelo Palmeiras.
Neymar é o principal mistério do Brasil de Ancelotti
Ancelotti ainda deve ter algumas dúvidas pontuais sobre a escalação da seleção que mandará a campo no próximo sábado (13), diante de Marrocos, em Nova Jersey, na estreia brasileira na Copa do Mundo 2026.
Uma das certezas, no entanto, é a de que Neymar não deverá ter condições de jogo. A situação do camisa 10 do Santos amplifica a sensação de incerteza em torno deste Brasil. /https%3A%2F%2Fmedia.umdoisesportes.com.br%2Fmain%2F2025%2F06%2F05215049%2FMontagens-GERAIS-6.jpg)
Para piorar, diante de Marrocos, Vini e Raphinha até demonstraram bons lampejos. Mas, novamente, foi pouco por parte da dupla, estrelas de Real Madrid e Barcelona que, com a camisa amarela ou azul, não convence.
A tendência é de que este time só defina sua personalidade final com a Copa em andamento, seja com ou sem Neymar. O que está longe de ser o ideal, como o próprio Ancelotti já confirmou em declarações anteriores.
E vai ser com o Mundial a pleno vapor, já diante de Marrocos, que os atletas desta atual seleção conquistarão de vez o lugar em um time que, neste momento, dias antes da aguardada estreia, ainda não tem identidade bem resolvida e conta com poucos titulares absolutos.
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