Enquanto Lula negocia acordo de combate ao crime organizado com Trump, Alcolumbre segura votação da PEC da Segurança

Sinais trocados em Brasília. De um lado, o presidente Lula embarca nesta quarta-feira (06) para Washington e vai buscar fechar com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, um acordo de combate ao crime organizado. De outro, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, segura a votação da PEC da Segurança. Ele nem designou o relator da proposta até agora. Essa demora incomoda o governo Lula, que estabeleceu como prioridade deste ano aprovar a proposta para usar a medida em sua campanha eleitoral. Segurança pública é um dos pontos frágeis do presidente na avaliação dos brasileiros. A proposta já foi aprovada na Câmara em dois turnos em março deste ano. A PEC da Segurança Pública visa integrar o sistema de segurança entre União, estados e municípios. Aprovado com ampla maioria pelos deputados, 461 a 14 no segundo turno, a proposta está engavetada pelo presidente do Senado. Vídeos em alta no g1 A equipe de Alcolumbre diz que, na próxima semana, ele vai anunciar um cronograma de votação de projetos que pretende aprovar até o recesso parlamentar. A expectativa é que a PEC da Segurança seja incluída neste cronograma. O temor do governo é que, diante da proximidade das eleições, não haja tempo para aprovar a PEC. Em relação à viagem a Washington, a equipe do presidente Lula está otimista para o encontro com o presidente dos Estados Unidos agendado esta quinta-feira (7). A avaliação é que há chances de as negociações avançarem no campo do combate ao crime organizado, tema de interesse também do presidente norte-americano. No campo comercial, a expectativa é convencer Donald Trump de que o Brasil não tem prática desleal de comércio que justifique novos aumentos de tarifas de importação de produtos brasileiros por americanos. Em troca, Lula vai oferecer parcerias com empresas americanas para exploração de terras raras. Espera, inclusive, chegar para o encontro com o projeto de regulamentação de minerais críticos aprovado pela Câmara dos Deputados para apresentar à equipe de Donald Trump.

Mai 6, 2026 - 09:30
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Enquanto Lula negocia acordo de combate ao crime organizado com Trump, Alcolumbre segura votação da PEC da Segurança
Sinais trocados em Brasília. De um lado, o presidente Lula embarca nesta quarta-feira (06) para Washington e vai buscar fechar com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, um acordo de combate ao crime organizado. De outro, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, segura a votação da PEC da Segurança. Ele nem designou o relator da proposta até agora. Essa demora incomoda o governo Lula, que estabeleceu como prioridade deste ano aprovar a proposta para usar a medida em sua campanha eleitoral. Segurança pública é um dos pontos frágeis do presidente na avaliação dos brasileiros. A proposta já foi aprovada na Câmara em dois turnos em março deste ano. A PEC da Segurança Pública visa integrar o sistema de segurança entre União, estados e municípios. Aprovado com ampla maioria pelos deputados, 461 a 14 no segundo turno, a proposta está engavetada pelo presidente do Senado. Vídeos em alta no g1 A equipe de Alcolumbre diz que, na próxima semana, ele vai anunciar um cronograma de votação de projetos que pretende aprovar até o recesso parlamentar. A expectativa é que a PEC da Segurança seja incluída neste cronograma. O temor do governo é que, diante da proximidade das eleições, não haja tempo para aprovar a PEC. Em relação à viagem a Washington, a equipe do presidente Lula está otimista para o encontro com o presidente dos Estados Unidos agendado esta quinta-feira (7). A avaliação é que há chances de as negociações avançarem no campo do combate ao crime organizado, tema de interesse também do presidente norte-americano. No campo comercial, a expectativa é convencer Donald Trump de que o Brasil não tem prática desleal de comércio que justifique novos aumentos de tarifas de importação de produtos brasileiros por americanos. Em troca, Lula vai oferecer parcerias com empresas americanas para exploração de terras raras. Espera, inclusive, chegar para o encontro com o projeto de regulamentação de minerais críticos aprovado pela Câmara dos Deputados para apresentar à equipe de Donald Trump.