“Escola brasileira de goleiros é a melhor”, dizem especialistas
Com muita discussão sobre os goleiros brasileiros, principalmente no que se refere à seleção brasileira, duas vozes importantes defendem a escola brasileira. Em participação no podcast DoisUm, do UmDois Esportes, o goleiro Vagner, revelado pelo Athletico e atualmente no Operário, e Thiago Mehl, preparador de goleiros do Coritiba, defendem que o futebol brasileiro é a maior […]
Com muita discussão sobre os goleiros brasileiros, principalmente no que se refere à seleção brasileira, duas vozes importantes defendem a escola brasileira. Em participação no podcast DoisUm, do UmDois Esportes, o goleiro Vagner, revelado pelo Athletico e atualmente no Operário, e Thiago Mehl, preparador de goleiros do Coritiba, defendem que o futebol brasileiro é a maior referência na preparação de goleiros.
“Sou extremamente apaixonado pelo trabalho do treinador de goleiro brasileiro. Eu já estive muitos anos na escola portuguesa, que é uma referência na Europa, na escola belga, outra grande referência europeia. Posso falar claramente, para todos, que a escola brasileira de goleiros, com os treinadores de goleiros brasileiros, é a melhor que existe. Disparado”, apontou Vágner.
Titular do Fantasma na Série B, o arqueiro de 39 anos teve passagens por quatro clubes portugueses (Estoril Praia, Boavista, Nacional e Torreense, além do Royal Excel Mouscron, da Bélgica, e também no Qarabag, principal clube do Azerbaijão atualmente.
“Para se ter ideia, eles prestam atenção nos mínimos detalhes. Quando vão nos passar uma informação de um atacante, por exemplo, eles nos falam do posicionamento do pé, do corpo, a tendência. Eles têm um estudo que é uma coisa incrível, que eu nunca vi lá fora“, completou.
A visão é compartilhada por Thiago Mehl, atual preparador de goleiros do Coxa, que diferencia o trabalho feito no futebol europeu e como o Brasil atua para o desenvolvimento da posição./https%3A%2F%2Fmedia.umdoisesportes.com.br%2Fmain%2F2024%2F07%2F27231613%2FAAL9576.jpg)
“Sou de uma nova geração de treinador de goleiros do Brasil, apesar que já está vindo outra. A escola brasileira sempre teve muito detalhe na execução da técnica perfeita, além da parte física. Na Europa, se dá muita atenção corretamente as tomadas de decisão e o goleiro na parte coletiva. Essa geração de preprador de goleiros está conseguindo juntar a escola tradicional e inserido também os momentos do jogo”, apontou.
O fato de Pedro Morisco, machucado, ser um dos novos destaques da posição é reflexo do trabalho feito no Coxa. Isso porque o Alviverde é o único clube do Brasil a contar com um departamento específico para goleiro, da base ao profissional.
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“Eu coordeno esse projeto, mas tem profissionais fantásticos. Hoje, a gente tem o Rafael Militão, que eu acredito que seja o único no Brasil, como analista de desempenho específico para goleiro. A análise que faz pré e pós jogo, que muitos treinadores de goleiro fazem, o Coritiba tem um cara só para isso”, completou.
Segundo Mehl, o analisa de desempenho é o responsável por gerar dados e transmitir ao jogador antes das partidas. Com isso, o goleiro entra em campo com informações de características dos atacantes rivais, por exemplo.
“A gente criou um protocolo que ele traz pontos específicos para o goleiro, como o comportamento do atacante que joga aberto, se finaliza mais com a perna esquerda ou direita, se vai um contra um com o goleiro, porque tem cara que dribla, cava ou só fecha o olho e chuta. Prepara o goleiro. Não ganha o jogo, mas ajuda muito a ganhar porque o goleiro vai mais preparado. O goleiro, cognitivamente, na maioria dos casos, é um cara que está elevado perante ao grupo. Então a informação é filtrada de uma forma muito legal”, argumenta.

