Estratégia de Lula sobre 'novo tarifaço' é atacar Rubio e buscar negociação direta com Trump
'Queremos fortalecer relação com os EUA', diz Lula em reunião ministerial A estratégia do presidente Lula para evitar um "novo tarifaço" é atacar o secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, e buscar uma negociação direta com o presidente Donald Trump. A avaliação é que Rubio está fechado com a família Bolsonaro por questões ideológicas, enquanto Trump estaria mais aberto a negociações com o Brasil. Segundo assessores de Lula, o presidente quer ter o contato direto com Trump para saber se ele segue disposto a negociar com o governo brasileiro ou se ele mudou de posição e, agora, adotará medidas alinhadas com os desejos do pré-candidato do PL à Presidência, Flavio Bolsonaro, e seu irmão, o ex-deputado Eduardo Bolsonaro. Marco Rubio e Flávio Bolsonaro Reprodução/Redes Sociais/@FlavioBolsonaro Por enquanto, a equipe presidencial acredita que Marco Rubio está fazendo prevalecer sua posição ideológica contra o governo Lula, o que ele já até externou publicamente. E que Donald Trump poderia manter uma atitude mais favorável ao presidente brasileiro. Se Trump indicar que mudou sua postura, a equipe de Lula entenderá que os EUA vão aplicar um novo tarifaço e o Brasil terá de reagir com base na Lei da Reciprocidade aprovada recentemente pelo Congresso Nacional. Uma concessão aos Estados Unidos em pontos estratégicos, como o Pix, está totalmente descartada. Essa posição já está definida dentro do governo brasileiro e será usada na campanha eleitoral contra Flávio Bolsonaro. Em caso de tarifaço, a equipe de Lula vai reforçar ainda mais o discurso de que Flávio Bolsonaro se alinhou ao governo Trump, que defende mudanças no Pix que poderiam prejudicar os brasileiros. Esse tom já se mostrou eficiente para desgastar o pré-candidato do PL. A expectativa do governo brasileiro é que Lula possa se encontrar com Trump na reunião do G7, que vai ocorrer na França, entre os dias 15 e 17 de junho. Na reunião ministerial desta semana, Lula disse ter decidido comparecer à reunião exatamente para tentar se encontrar com o presidente dos Estados Unidos, que, a princípio, havia confirmado presença.

'Queremos fortalecer relação com os EUA', diz Lula em reunião ministerial A estratégia do presidente Lula para evitar um "novo tarifaço" é atacar o secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, e buscar uma negociação direta com o presidente Donald Trump. A avaliação é que Rubio está fechado com a família Bolsonaro por questões ideológicas, enquanto Trump estaria mais aberto a negociações com o Brasil. Segundo assessores de Lula, o presidente quer ter o contato direto com Trump para saber se ele segue disposto a negociar com o governo brasileiro ou se ele mudou de posição e, agora, adotará medidas alinhadas com os desejos do pré-candidato do PL à Presidência, Flavio Bolsonaro, e seu irmão, o ex-deputado Eduardo Bolsonaro. Marco Rubio e Flávio Bolsonaro Reprodução/Redes Sociais/@FlavioBolsonaro Por enquanto, a equipe presidencial acredita que Marco Rubio está fazendo prevalecer sua posição ideológica contra o governo Lula, o que ele já até externou publicamente. E que Donald Trump poderia manter uma atitude mais favorável ao presidente brasileiro. Se Trump indicar que mudou sua postura, a equipe de Lula entenderá que os EUA vão aplicar um novo tarifaço e o Brasil terá de reagir com base na Lei da Reciprocidade aprovada recentemente pelo Congresso Nacional. Uma concessão aos Estados Unidos em pontos estratégicos, como o Pix, está totalmente descartada. Essa posição já está definida dentro do governo brasileiro e será usada na campanha eleitoral contra Flávio Bolsonaro. Em caso de tarifaço, a equipe de Lula vai reforçar ainda mais o discurso de que Flávio Bolsonaro se alinhou ao governo Trump, que defende mudanças no Pix que poderiam prejudicar os brasileiros. Esse tom já se mostrou eficiente para desgastar o pré-candidato do PL. A expectativa do governo brasileiro é que Lula possa se encontrar com Trump na reunião do G7, que vai ocorrer na França, entre os dias 15 e 17 de junho. Na reunião ministerial desta semana, Lula disse ter decidido comparecer à reunião exatamente para tentar se encontrar com o presidente dos Estados Unidos, que, a princípio, havia confirmado presença.

