Exportadores brasileiros encaram acordo com União Europeia como uma oportunidade de melhorar a competitividade
Exportadores brasileiros encaram acordo com União Europeia uma oportunidade de melhorar a competitividade
Está marcada para este sábado (17) a assinatura do pacto comercial do Mercosul com a União Europeia e o Mercosul. Exportadores brasileiros veem nesse acordo uma oportunidade histórica de avançar em produtividade, competitividade e tecnologia.
A perspectiva é de uma inédita integração com a Europa. Com dois lados: o acordo que pode baixar o preço da tecnologia importada é o mesmo que traz o carro europeu para concorrer com o nacional.
"A gente tem uma possibilidade de exportação de sistemas, motores, de transmissões que a gente já produz aqui, mas vejo desafios de competividade que nós temos que seguir nos próximos anos", diz Igor Calvet presidente da Anfavea.
E deve chegar também a inovação da máquina suíça e a concorrência do chocolate belga. O presidente da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos vê muitas oportunidades.
"O acordo, ele permite a atração de investimentos com facilitação, isso é muito bom, e também a gente pode absorver novas tecnologias, melhorar as nossas tecnologias e também exportar tecnologia", ressalta José Velloso presidente-executivo da Abimaq.
Assim que o acordo começar a valer, 8 em dez produtos industriais do Mercosul vão entrar na Europa sem tarifa. Nove em dez produtos europeus devem ter tarifas zeradas de importação em até dez anos, como têxteis, por exemplo. E entre 4 e quinze para vinhos e chocolates. O mercado de carros é o que terá a abertura mais lenta: de 15 a 30 anos.
É tempo suficiente pra se preparar pras oportunidades e riscos, nas contas dos economistas. E eles dizem que, seja para ganhar mercado na Europa ou enfrentar a concorrência da indústria europeia aqui, o acordo é uma chance histórica de enfrentar antigos problemas estruturais da economia brasileira. A produtividade das empresas, a instabilidade do ambiente de negócios, a qualificação dos profissionais e o preço alto dos investimentos, o chamado Custo Brasil.
"A abertura comercial como alguns economistas chamam, ela é chamada de mãe de todas as reformas. E por que de mãe de todas as reformas? Porque ao aumentar a competividade doméstica, né, com os produtos importados, isso acaba por impulsionar o debate de novas reformas que vão aumentar a competitividade do produto nacional", explica Lucas Ferraz coordenador do Centro de Negócios Globais da FGV e ex-secretário nacional de Comércio Exterior.
Nas vinícolas do sul, um ditado é tido como certo: a uva só é boa com algum estresse da videira.
"Hoje o vinho brasileiro não tem mais problema, não se discute mais qualidade. Mas nós precisamos ser competitivos com preço na gôndola da loja do supermercado", comenta Daniel Panizzi presidente do Instituto de Gestão, Planejamento e Desenvolvimento da Vitivinicultura do RS.
"Fazer o debate interno de melhoria do ambiente de negócios em paralelo a uma abertura comercial, na verdade, ele é benéfico, faz com que o Brasil atinja, digamos, melhores práticas internacionais, melhore o seu ambiente de negócio de uma forma mais célere", conclui Lucas Ferraz coordenador do Centro de Negócios Globais da FGV e ex-secretário nacional de Comércio Exterior.
Exportadores brasileiros encaram acordo com União Europeia uma oportunidade de melhorar a competitividade
Está marcada para este sábado (17) a assinatura do pacto comercial do Mercosul com a União Europeia e o Mercosul. Exportadores brasileiros veem nesse acordo uma oportunidade histórica de avançar em produtividade, competitividade e tecnologia.
A perspectiva é de uma inédita integração com a Europa. Com dois lados: o acordo que pode baixar o preço da tecnologia importada é o mesmo que traz o carro europeu para concorrer com o nacional.
"A gente tem uma possibilidade de exportação de sistemas, motores, de transmissões que a gente já produz aqui, mas vejo desafios de competividade que nós temos que seguir nos próximos anos", diz Igor Calvet presidente da Anfavea.
E deve chegar também a inovação da máquina suíça e a concorrência do chocolate belga. O presidente da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos vê muitas oportunidades.
"O acordo, ele permite a atração de investimentos com facilitação, isso é muito bom, e também a gente pode absorver novas tecnologias, melhorar as nossas tecnologias e também exportar tecnologia", ressalta José Velloso presidente-executivo da Abimaq.
Assim que o acordo começar a valer, 8 em dez produtos industriais do Mercosul vão entrar na Europa sem tarifa. Nove em dez produtos europeus devem ter tarifas zeradas de importação em até dez anos, como têxteis, por exemplo. E entre 4 e quinze para vinhos e chocolates. O mercado de carros é o que terá a abertura mais lenta: de 15 a 30 anos.
É tempo suficiente pra se preparar pras oportunidades e riscos, nas contas dos economistas. E eles dizem que, seja para ganhar mercado na Europa ou enfrentar a concorrência da indústria europeia aqui, o acordo é uma chance histórica de enfrentar antigos problemas estruturais da economia brasileira. A produtividade das empresas, a instabilidade do ambiente de negócios, a qualificação dos profissionais e o preço alto dos investimentos, o chamado Custo Brasil.
"A abertura comercial como alguns economistas chamam, ela é chamada de mãe de todas as reformas. E por que de mãe de todas as reformas? Porque ao aumentar a competividade doméstica, né, com os produtos importados, isso acaba por impulsionar o debate de novas reformas que vão aumentar a competitividade do produto nacional", explica Lucas Ferraz coordenador do Centro de Negócios Globais da FGV e ex-secretário nacional de Comércio Exterior.
Nas vinícolas do sul, um ditado é tido como certo: a uva só é boa com algum estresse da videira.
"Hoje o vinho brasileiro não tem mais problema, não se discute mais qualidade. Mas nós precisamos ser competitivos com preço na gôndola da loja do supermercado", comenta Daniel Panizzi presidente do Instituto de Gestão, Planejamento e Desenvolvimento da Vitivinicultura do RS.
"Fazer o debate interno de melhoria do ambiente de negócios em paralelo a uma abertura comercial, na verdade, ele é benéfico, faz com que o Brasil atinja, digamos, melhores práticas internacionais, melhore o seu ambiente de negócio de uma forma mais célere", conclui Lucas Ferraz coordenador do Centro de Negócios Globais da FGV e ex-secretário nacional de Comércio Exterior.