Fernando Seabra completa dois meses no comando com Coritiba adaptado
Fernando Seabra completou dois meses como técnico do Coritiba no domingo (8). O treinador foi anunciado no dia 8 de dezembro e iniciou a pré-temporada com a equipe em 26 do mesmo mês. A estreia em campo foi na vitória sobre o Maringá por 1 a 0, pela terceira rodada do Campeonato Paranaense, em 13 […]
Fernando Seabra completou dois meses como técnico do Coritiba no domingo (8). O treinador foi anunciado no dia 8 de dezembro e iniciou a pré-temporada com a equipe em 26 do mesmo mês. A estreia em campo foi na vitória sobre o Maringá por 1 a 0, pela terceira rodada do Campeonato Paranaense, em 13 de janeiro.
Diante do Cianorte, neste domingo (9), Seabra comandou o Coxa em seu oitavo jogo venceu por 2 a 0 e garantiu a classificação para as semifinais do Campeonato Paranaense. Ao todo, à frente do Coxa são cinco vitórias, duas derrotas e um empate sob o comando do treinador. Aos poucos, a equipe passa a apresentar cada vez mais características do modelo de jogo idealizado por Seabra, e o ambiente interno é de satisfação com a evolução apresentada, ainda mais em tão pouco tempo em razão do calendário apertado.
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Ataque tem dado resposta
Um dos pontos que chamam atenção neste início de trabalho é a evolução do setor ofensivo. Uma das grandes dores do Coritiba na última temporada, o ataque soma oito gols em oito jogos em 2026 e tem apresentado maior efetividade, especialmente nas últimas duas partidas, em que os atacantes que fizeram gols.
Jogadores como Breno Lopes, Lavega e Fabinho, reforços recém-chegados, já ganharam mais ritmo de jogo e têm sido decisivos nas vitórias contra o Cruzeiro e contra o Cianorte. Além deles, Lucas Ronier, prata da casa, assumiu protagonismo neste início de temporada. O jogador tem atuado tanto como ponta quanto como meia e soma três participações diretas em gols em seis partidas.
Rodízio tem funcionado
Disputando simultaneamente o Campeonato Paranaense e o Campeonato Brasileiro, a comissão técnica optou por dividir o elenco que joga e distribuí minutos entre os jogadores, com foco no controle de carga física e prevenção de desgaste por viagens e sequência de jogos.
Após a vitória sobre o Cianorte, Seabra destacou que a estratégia tem ajudado no crescimento individual e coletivo do grupo. “Eu acho que isso é fruto do planejamento e da forma como a gente tem oportunizado as minutagens para que os jogadores possam se desafiar em jogo. A sequência de jogo ajuda também, eles vão aos poucos dominando um pouco mais a lógica e o entendimento daquilo que a gente pede. A equipe vai ser forte coletivamente se os jogadores individualmente tiverem evoluindo”, analisou.
Com isso, o treinador tem preservado titulares para o Brasileirão e utilizado o Estadual como uma espécie de laboratório. Jogadores têm ganhado espaço recentemente, como o centroavante Enzo Vagner, titular nos últimos três jogos do Paranaense, além do volante Wallisson e do zagueiro Jacy, titulares na campanha de 2025 e que atualmente são “reservas”, mas seguem ganhando ritmo para uma eventual entrada na equipe principal.
O ambiente, segundo o treinador, cria uma disputa interna entre os jogadores. “Quando existe uma cultura de trabalho e todos treinam muito bem da forma como estão treinando, a tendência é que todos evoluam e que a evolução de um puxe do outro, porque existe uma competição interna que, na verdade, é uma colaboração para que o nível de todos cresça”, completou Seabra.
Modelos de jogos
Com adversários diferentes em cada competição, o Coritiba tem lidado com a necessidade de se adaptar a distintos modelos de jogo. Nas duas vezes em que enfrentou equipes que se propuseram a ter mais posse de bola na temporada, o Coxa levou a melhor, com vitórias sobre Athletico e Cruzeiro, apostando em ligações diretas e em um jogo mais vertical.
Nesses cenários, ganham importância jogadores como o goleiro Pedro Morisco e o zagueiro Tiago Cóser, que se destacam pela qualidade nos passes longos e na construção desde a defesa.
Já no Campeonato Paranaense, o Coritiba tem atuado de forma diferente, sendo mais propositivo. Esse cenário trouxe dificuldades em partidas contra São Joseense, Cascavel e no jogo de ida diante do Cianorte, mas, com o ganho de ritmo, a equipe apresentou evolução.
Contra a Chapecoense, na próxima rodada, quarta-feira (11), às 19h, na Arena Condá, a tendência é que o cenário se repita. “É um jogo muito difícil, a gente sabe. E vamos ter que se preparar para um cenário que é muito específico. E aí a gente tem esse desafio de, primeiro, ser assertivo naquilo que a gente propõe como plano de jogo inicial e depois de ter a versatilidade necessária que eventualmente pode ser exigida durante a partida”, projetou Seabra.
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