Futuro clube de Bruninho vive em exílio e tem legião de jovens brasileiros
O Shakhtar Donetsk, da Ucrânia, sempre foi conhecido pela aposta em jogadores brasileiros por ideia do técnico romeno Mircea Lucescu, que faleceu no último dia 7 e era fã do futebol do Brasil. Entre os nomes de destaque nas décadas de 2000 e 2010 estavam o volante Fernandinho e o meia Jadson, ambos ex-Athletico, o […]
O Shakhtar Donetsk, da Ucrânia, sempre foi conhecido pela aposta em jogadores brasileiros por ideia do técnico romeno Mircea Lucescu, que faleceu no último dia 7 e era fã do futebol do Brasil. Entre os nomes de destaque nas décadas de 2000 e 2010 estavam o volante Fernandinho e o meia Jadson, ambos ex-Athletico, o meia Willian, ex-Corinthians, e os atacantes Douglas Costa, ex-Grêmio, e Luiz Adriano, ex-Palmeiras.
Depois da invasão da Rússia, em 2022, o clube teve uma queda de investimentos, mas voltou a apostar nos últimos meses em brasileiros com potencial para grandes clubes da Europa. A última novidade é o atacante Bruninho, revelação do Athletico. O jovem já entrou em acordo para ir à Ucrânia em definitivo em agosto, quando completa 18 anos, em uma negociação de 14 milhões de euros (11 milhões de euros + 3 milhões de euros de bônus).
Um dos destaques da equipe de aspirantes do Rubro-Negro durante o Campeonato Paranaense, com quatro gols e uma assistência em 10 jogos, Bruninho vem sendo aproveitado no time principal. Nas últimas semanas, o atacante marcou gol na seleção brasileira sub-20 e foi visto de perto pelo empresário Franck Henoudapara, francês radicado em Porto Alegre e representante do clube ucraniano nas negociações.
No Shakhtar Donetsk, o atacante encontrará outros 12 brasileiros. São eles: laterais Vinicius Tobias e Pedro Henrique, que deixou o Athletico em 2023 na investigação de manipulação de resultados, o zagueiro Marlon, os meio-campistas Marlon Gomes e Isaque, e os atacantes Alisson Santana, Lucas Ferreira, Pedrinho, Kauã Elias, Luca Meirelles, Eguinaldo e Newerton.
Como curiosidade, o técnico Arda Turan manteve a tradição de Mircea Lucescu e escalou sete brasileiros como titulares na vitória por 3 a 0 sobre o AZ Alkmaar, na última quinta-feira (09), pelas quartas de final da Liga Europa. E os três gols foram de jogadores nascidos no Brasil: dois de Alisson Santana, ex-Atlético-MG, e um de Pedrinho, ex-Corinthians./https%3A%2F%2Fmedia.umdoisesportes.com.br%2Fmain%2F2026%2F04%2Fshakthar-donetsk.jpg)
Como é a vida do Shakhtar longe de Donetsk
Segundo maior campeão do Campeonato Ucraniano, com 15 títulos, o Shakhtar é o atual vice-líder, com 51 pontos, mas tem a mesma pontuação e um jogo a menos que o LNZ Cherkas. Além disso, o clube ‘brasileiro’ está próximo da vaga nas semifinais da Liga Europa e pode ganhar o seu primeiro título internacional em mais de 15 anos.
Tudo isso sem jogar em Donetsk desde 2014, quando houve os primeiros ataques da Rússia a Ucrânia. O clube não pensou duas vezes e foi para o outro lado do país, onde é mais seguro. A Donbass Arena, estádio moderno para mais de 50 mil torcedores e que recebeu jogos da Eurocopa de 2012, já foi bombardeada e não recebe jogos há mais de 11 anos.
Desde então, o Shakhtar joga as suas partidas nacionais na capital Kiev ou em Lviv. Já os jogos da Liga dos Campeões ou da Liga Europa ocorrem em Cracóvia, na Polônia, a mais de 860 km da capital ucraniana.
Mesmo com a Ucrânia em guerra e a possibilidade de ter jogo ou treino interrompido a qualquer momento, os brasileiros seguem aceitando as propostas do Shakhtar. A ideia é a mesma dos jogadores que foram para a Ucrânia nas duas décadas passadas e usar o clube como uma vitrine para os grandes times europeus.
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