Lula comenta decisão do STF que tornou Bolsonaro réu: "é visível que o ex-presidente tentou dar um golpe no país"
Afirmação foi feita após discurso sobre objetivos da viagem e agenda foi realizada na noite desta quarta-feira (26), pelo horário local - manhã da quinta (27), em Tóquio. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva comentou decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que tornou Jair Bolsonaro réu por tentativa de golpe de Estado em seu último dia no Japão. A declaração foi feita na noite desta quarta--feira (26) pelo horário de Brasília - manhã da quinta (27), em Tóquio, após pergunta de um jornalista. "É visível que o e presidente tentou dar um golpe no país, é visível que ele tentou contribuir para o meu assassinato", disse. "Não adianta ficar pedindo anistia antes do julgamento. Quando ele pede anistia, ele ta dizendo que ele foi culpado", afirmou. No discurso, Lula comentou sobre os objetivos da viagem, como a volta dos investimentos japoneses na economia brasileira. "Nós precisamos retomar uma relação comercial forte com o Japão", disse. Além disso, frisou a qualidade da carne brasileira. "Espero que aqui no Japão vocês aprendam a fazer churrasco", disse. O presidente também fez críticas a organização da ONU e voltou a falar sobre as expectativas para a COP30. Por fim, defendeu a exportação de commodities e afirmou que pretende envolver outras esferas dos governos em suas viagens e que almeja conversar com sindicalistas de todos os países que visitar. Viagem de Lula Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante chegada a Tóquio, no Aeroporto Haneda, no Japão. Ricardo Stuckert / PR A comitiva do presidente chegou ao Japão nesta segunda (24), com o objetivo de ampliar parcerias comerciais na Ásia. A equipe de Lula considera estratégico diversificar as correntes de negócios e sinalizar equilíbrio na guerra comercial travada atualmente entre chineses e americanos — os dois maiores parceiros comerciais do Brasil. Também na quarta (26), o presidente se reuniu com o primeiro-ministro do Japão, Shigeru Ishiba, no Palácio Akasaka. Em discursos após o encontro: Ishiba falou em ampliar investimentos no Brasil e em fortalecer a relação entre o Japão e o Mercosul; Lula celebrou a parceria entre os países e defendeu um acordo Japão-Mercosul, mas também usou o discurso para lamentar a crise climática e a escalada do conflito em Gaza. Lula assina acordos com o Japão Antes da reunião bilateral, Lula e Ishiba participaram de um fórum empresarial em Tóquio. Lula lamentou a queda na relação comercial com o Japão de US$ 17 bilhões em 2011 para US$ 11 bilhões em 2024 e defendeu um acordo do Japão com o Mercosul (Brasil, Argentina, Uruguai, Paraguai e Bolívia). "Em um mundo cada vez mais complexo, é fundamental que parceiros históricos se unam para enfrentar as incertezas e instabilidades da economia global. Estou seguro de que precisamos avançar com a assinatura de um acordo de parceria econômica entre Japão e Mercosul", disse. Lula se reúne com primeiro-ministro do Japão, Shigeru Ishiba TV Globo/Reprodução Na terça (25), Lula e a primeira-dama, Janja, participaram de um jantar com o imperador do Japão, Naruhito, e a imperatriz Masako. No discurso, Lula elogiou a ligação entre os dois países e disse contar com o "firme engajamento" do Japão na COP 30. Segundo o governo brasileiro, o Japão recebe Lula como uma visita de "primeira categoria" – a mais alta da diplomacia local, realizada apenas uma por ano, o que prevê a audiência com o imperador. Presidente Lula faz viagem oficial ao Japão Lula é recebido pelo imperador com honraria máxima do Japão


Afirmação foi feita após discurso sobre objetivos da viagem e agenda foi realizada na noite desta quarta-feira (26), pelo horário local - manhã da quinta (27), em Tóquio. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva comentou decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que tornou Jair Bolsonaro réu por tentativa de golpe de Estado em seu último dia no Japão. A declaração foi feita na noite desta quarta--feira (26) pelo horário de Brasília - manhã da quinta (27), em Tóquio, após pergunta de um jornalista. "É visível que o e presidente tentou dar um golpe no país, é visível que ele tentou contribuir para o meu assassinato", disse. "Não adianta ficar pedindo anistia antes do julgamento. Quando ele pede anistia, ele ta dizendo que ele foi culpado", afirmou. No discurso, Lula comentou sobre os objetivos da viagem, como a volta dos investimentos japoneses na economia brasileira. "Nós precisamos retomar uma relação comercial forte com o Japão", disse. Além disso, frisou a qualidade da carne brasileira. "Espero que aqui no Japão vocês aprendam a fazer churrasco", disse. O presidente também fez críticas a organização da ONU e voltou a falar sobre as expectativas para a COP30. Por fim, defendeu a exportação de commodities e afirmou que pretende envolver outras esferas dos governos em suas viagens e que almeja conversar com sindicalistas de todos os países que visitar. Viagem de Lula Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante chegada a Tóquio, no Aeroporto Haneda, no Japão. Ricardo Stuckert / PR A comitiva do presidente chegou ao Japão nesta segunda (24), com o objetivo de ampliar parcerias comerciais na Ásia. A equipe de Lula considera estratégico diversificar as correntes de negócios e sinalizar equilíbrio na guerra comercial travada atualmente entre chineses e americanos — os dois maiores parceiros comerciais do Brasil. Também na quarta (26), o presidente se reuniu com o primeiro-ministro do Japão, Shigeru Ishiba, no Palácio Akasaka. Em discursos após o encontro: Ishiba falou em ampliar investimentos no Brasil e em fortalecer a relação entre o Japão e o Mercosul; Lula celebrou a parceria entre os países e defendeu um acordo Japão-Mercosul, mas também usou o discurso para lamentar a crise climática e a escalada do conflito em Gaza. Lula assina acordos com o Japão Antes da reunião bilateral, Lula e Ishiba participaram de um fórum empresarial em Tóquio. Lula lamentou a queda na relação comercial com o Japão de US$ 17 bilhões em 2011 para US$ 11 bilhões em 2024 e defendeu um acordo do Japão com o Mercosul (Brasil, Argentina, Uruguai, Paraguai e Bolívia). "Em um mundo cada vez mais complexo, é fundamental que parceiros históricos se unam para enfrentar as incertezas e instabilidades da economia global. Estou seguro de que precisamos avançar com a assinatura de um acordo de parceria econômica entre Japão e Mercosul", disse. Lula se reúne com primeiro-ministro do Japão, Shigeru Ishiba TV Globo/Reprodução Na terça (25), Lula e a primeira-dama, Janja, participaram de um jantar com o imperador do Japão, Naruhito, e a imperatriz Masako. No discurso, Lula elogiou a ligação entre os dois países e disse contar com o "firme engajamento" do Japão na COP 30. Segundo o governo brasileiro, o Japão recebe Lula como uma visita de "primeira categoria" – a mais alta da diplomacia local, realizada apenas uma por ano, o que prevê a audiência com o imperador. Presidente Lula faz viagem oficial ao Japão Lula é recebido pelo imperador com honraria máxima do Japão