Manifestações internacionais pedem democracia no Irã

Manifestações internacion ais pedem democracia no Irã Esta sexta-feira (16) foi marcado por manifestações internacionais ao redor do planeta em defesa da democracia no Irã. Dentro do país, com a internet ainda bloqueada, a ditadura dos aiatolás tenta mostrar que controla a situação. Depois da repressão brutal, o regime iraniano tenta passar uma imagem de normalidade. As ruas de Teerã amanheceram nesta sexta-feira (16) mais calmas. A circulação no comércio voltou. Mas ainda permanecem ali marcas do que já é considerado um dos maiores levantes populares desde a revolução islâmica. Os iranianos acusam o regime de prender e até matar manifestantes. Organizações Internacionais de Direitos Humanos calculam mais de 19 mil prisões. E cerca de 3 mil assassinatos - alguns corpos, segundo testemunhas, tinham sinais de execução. E se quem está no Irã não tem direito ao protesto vozes, de outras partes do mundo, ecoaram nesta sexta-feira (16) a dor e o apoio aos iranianos. Na Índia Na Turquia No Iraque e até na Coreia do Sul. Mas o desafio das manifestações, no Irã - para derrubar o regime - não é nada fácil, como explica o pesquisador Hussein Kalout. "São três pilares muito coesos, que dão, digamos, estrutura para o regime. É o Colégio Clerical, à importância das forças armadas e o aparato securitário. As manifestações não têm uma aderência nas camadas mais baixas e não possuem apoio de um desses três pilares". Um dos grupos, que tenta derrubar o regime islâmico, defende a volta da monarquia. O principal porta-voz desse bloco é Reza Pahlavi - filho do último shah iraniano, Mohammad Reza Pahlavi - que comandou o Irã por quase 40 anos, sob um governo autoritário, com perseguição a opositores, até 1979 - quando foi derrubado pela revolução islâmica. O príncipe herdeiro, Reza Pahlavi, vive exilado nos Estados Unidos. E nesta sexta-feira (16) se apresentou diante das câmeras, em Washington. Pediu pressão internacional pra acelerar a queda do regime islâmico. Dizendo que a estabilidade do planeta depende disso. Se ofereceu para liderar um governo de transição, com respeito à democracia, e a separação entre estado e religião. E prometeu pacificar as relações com vizinhos regionais, como Israel. "O Reza Parlevi, ele se coloca em momentos oportunísticos como possível salvador da pátria. Mas todos no Irã sabem que ele é, nada mais é do que um fantoche ocidental. Portanto, ele não tem força gravitacional popular e é muito difícil sua aceitação interna", explica o pesquisador Hussein Kalout.

Jan 16, 2026 - 22:00
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Manifestações internacionais pedem democracia no Irã
Manifestações internacion ais pedem democracia no Irã Esta sexta-feira (16) foi marcado por manifestações internacionais ao redor do planeta em defesa da democracia no Irã. Dentro do país, com a internet ainda bloqueada, a ditadura dos aiatolás tenta mostrar que controla a situação. Depois da repressão brutal, o regime iraniano tenta passar uma imagem de normalidade. As ruas de Teerã amanheceram nesta sexta-feira (16) mais calmas. A circulação no comércio voltou. Mas ainda permanecem ali marcas do que já é considerado um dos maiores levantes populares desde a revolução islâmica. Os iranianos acusam o regime de prender e até matar manifestantes. Organizações Internacionais de Direitos Humanos calculam mais de 19 mil prisões. E cerca de 3 mil assassinatos - alguns corpos, segundo testemunhas, tinham sinais de execução. E se quem está no Irã não tem direito ao protesto vozes, de outras partes do mundo, ecoaram nesta sexta-feira (16) a dor e o apoio aos iranianos. Na Índia Na Turquia No Iraque e até na Coreia do Sul. Mas o desafio das manifestações, no Irã - para derrubar o regime - não é nada fácil, como explica o pesquisador Hussein Kalout. "São três pilares muito coesos, que dão, digamos, estrutura para o regime. É o Colégio Clerical, à importância das forças armadas e o aparato securitário. As manifestações não têm uma aderência nas camadas mais baixas e não possuem apoio de um desses três pilares". Um dos grupos, que tenta derrubar o regime islâmico, defende a volta da monarquia. O principal porta-voz desse bloco é Reza Pahlavi - filho do último shah iraniano, Mohammad Reza Pahlavi - que comandou o Irã por quase 40 anos, sob um governo autoritário, com perseguição a opositores, até 1979 - quando foi derrubado pela revolução islâmica. O príncipe herdeiro, Reza Pahlavi, vive exilado nos Estados Unidos. E nesta sexta-feira (16) se apresentou diante das câmeras, em Washington. Pediu pressão internacional pra acelerar a queda do regime islâmico. Dizendo que a estabilidade do planeta depende disso. Se ofereceu para liderar um governo de transição, com respeito à democracia, e a separação entre estado e religião. E prometeu pacificar as relações com vizinhos regionais, como Israel. "O Reza Parlevi, ele se coloca em momentos oportunísticos como possível salvador da pátria. Mas todos no Irã sabem que ele é, nada mais é do que um fantoche ocidental. Portanto, ele não tem força gravitacional popular e é muito difícil sua aceitação interna", explica o pesquisador Hussein Kalout.