Operário consagra a sua rica história com a conquista do bicampeonato paranaense direto

Antes da cidade de Londrina ser fundada, pelos colonizadores ingleses que criaram a beleza que é o norte do nosso estado, o Operário Ferroviário já batia a sua bola no futebol como o mais temido dos representantes do interior. O Guarani, também de Ponta Grossa, e o Rio Branco, de Paranaguá, chegaram a incomodar os […]

Mar 7, 2026 - 19:30
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Operário consagra a sua rica história com a conquista do bicampeonato paranaense direto

Antes da cidade de Londrina ser fundada, pelos colonizadores ingleses que criaram a beleza que é o norte do nosso estado, o Operário Ferroviário já batia a sua bola no futebol como o mais temido dos representantes do interior. O Guarani, também de Ponta Grossa, e o Rio Branco, de Paranaguá, chegaram a incomodar os times da capital, mas foi mesmo o CAMA, em 1955, que ganhou o primeiro título de campeão do nosso interior.

Mas fiquemos com o Operário Ferroviário, que pelo nome imponente diz muito da sua trajetória, afinal, Ponta Grossa sempre foi o maior entroncamento rodoferroviário do Paraná. Não temos culpa se os governantes, estaduais e federais, historicamente incompetentes, abriram mão do transporte ferroviário por imposição dos americanos, no pós guerra, nos impondo a compra de asfalto e caminhões, ônibus e automóveis. Ou pela falta de visão dos governos militares que também privilegiaram as estradas, em nome dos empreiteiros. Bem sabor Brasil!

Corrupção e maus modos à parte, do nosso sofrido país, o Fantasma tentou diversas vezes ser campeão até que chegou ao tricampeonato estadual. Agora, o Operário consagra a sua rica história com a conquista do bicampeonato paranaense direto.

Foram 120 minutos sem gols até que na decisão por pênaltis o goleiro Vágner escreveu, eternamente, o seu nome na galeria maravilhosa de Vila Oficinas, desequilibrando a série de cobranças.

A mediocridade técnica da partida no tempo regulamentar apenas reforçou as nossas preocupações com as limitações da dupla Atletiba, devidamente excluída das finais por insuficiência comprovada.

No tempo regulamentar, com pouca criação e talento técnico, Vinicius Diniz e Chumbinho foram expulsos de campo. Alô Chumbinho, não se perca pelo mau gosto do apelido.

E Gabriel Feliciano cobrou a penalidade máxima decisiva que deu o título ao Operário Ferroviário.
Parabéns ao time, ao técnico Luizinho Lopes e ao presidente Álvaro Góes, um gigante a serviço do Fantasma!

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