Mogi Mirim registrou rajadas de vento de 60 km/h no horário da queda de avião que matou piloto, diz Defesa Civil
Avião cai em Mogi Mirim Reprodução/Redes Sociais As rajadas de vento chegaram a 60,5 km/h em Mogi Mirim (SP) no momento em que um avião de pequeno porte caiu na tarde desta terça (29), provocando a morte do piloto Leonardo Bezerra Pinheiro, de 25 anos. Segundo especialista ouvido pelo g1, o vendaval pode ter contribuído para a queda. De acordo com a Defesa Civil da cidade, o pico das rajadas foi registrado por volta das 16h30, horário estimado do acidente. Apesar disso, testemunhas relataram ao órgão que não havia vento no local no momento da queda. As condições climáticas também foram apontadas por Gerson Martinez, proprietário da escola Sport Pilot e da aeronave, como um dos fatores que podem ter contribuído para a perda de controle do avião, que decolou do Aeroclube Municipal de Mogi Mirim. ✅ Participe do canal do g1 Campinas no WhatsApp Ainda segundo a Defesa Civil, a velocidade constante dos ventos — sem considerar rajadas, apenas a velocidade da corrente de ar — começou a ganhar força por volta das 16h. O pico do vento foi registrado entre 16h30 e 17h, quando atingiu cerca de 20,6 km/h. Entre 17h e 18h30, a velocidade constante chegou a 18 km/h e as rajadas atingiram 50 km/h. Depois disso, os ventos perderam força. Ventania pode ser 'fator contribuinte' Leonardo Bezerra Pinheiro era gestor de segurança em escola Redes sociais Segundo especialista ouvido pelo g1, as rajadas de vento podem ter contribuído para o acidente devido às características da aeronave, que era experimental e de pequeno porte. Esses aviões são mais suscetíveis a acidentes. Ele ponderou que as condições meteorológicas não devem ser tratadas como causa única, mas como um elemento que pode ter contribuído para o acidente. "É o que a gente chama de fator contribuinte. Pode não ser apenas isso, mas pode ter contribuído". Quantidade de combustível 'um pouco maior' Avião que caiu em Mogi Mirim foi abastecido com 'combustível a mais', diz dono da escola O dono da escola afirmou que, antes de decolar, Leonardo teria abastecido o avião com quantidade de combustível um pouco maior do que o necessário para um voo local e, em seguida, teria perdido o controle e entrado em uma atitude anormal. "Foi colocada uma quantidade de combustível um pouquinho maior do que seria para um voo local. E, segundo o cara que abasteceu, após a decolagem parece que ele perdeu o controle da aeronave, entrou em atividade anormal e veio a se acidentar", informou. O proprietário disse que não sabe por qual razão foi colocado mais combustível na aeronave, mas cogitou ser o tempo ou a chuva. "Pra ter um pouco mais de segurança caso tenha de fazer uma arremetida, ter de ir pra outro aeroporto", completou.

Avião cai em Mogi Mirim Reprodução/Redes Sociais As rajadas de vento chegaram a 60,5 km/h em Mogi Mirim (SP) no momento em que um avião de pequeno porte caiu na tarde desta terça (29), provocando a morte do piloto Leonardo Bezerra Pinheiro, de 25 anos. Segundo especialista ouvido pelo g1, o vendaval pode ter contribuído para a queda. De acordo com a Defesa Civil da cidade, o pico das rajadas foi registrado por volta das 16h30, horário estimado do acidente. Apesar disso, testemunhas relataram ao órgão que não havia vento no local no momento da queda. As condições climáticas também foram apontadas por Gerson Martinez, proprietário da escola Sport Pilot e da aeronave, como um dos fatores que podem ter contribuído para a perda de controle do avião, que decolou do Aeroclube Municipal de Mogi Mirim. ✅ Participe do canal do g1 Campinas no WhatsApp Ainda segundo a Defesa Civil, a velocidade constante dos ventos — sem considerar rajadas, apenas a velocidade da corrente de ar — começou a ganhar força por volta das 16h. O pico do vento foi registrado entre 16h30 e 17h, quando atingiu cerca de 20,6 km/h. Entre 17h e 18h30, a velocidade constante chegou a 18 km/h e as rajadas atingiram 50 km/h. Depois disso, os ventos perderam força. Ventania pode ser 'fator contribuinte' Leonardo Bezerra Pinheiro era gestor de segurança em escola Redes sociais Segundo especialista ouvido pelo g1, as rajadas de vento podem ter contribuído para o acidente devido às características da aeronave, que era experimental e de pequeno porte. Esses aviões são mais suscetíveis a acidentes. Ele ponderou que as condições meteorológicas não devem ser tratadas como causa única, mas como um elemento que pode ter contribuído para o acidente. "É o que a gente chama de fator contribuinte. Pode não ser apenas isso, mas pode ter contribuído". Quantidade de combustível 'um pouco maior' Avião que caiu em Mogi Mirim foi abastecido com 'combustível a mais', diz dono da escola O dono da escola afirmou que, antes de decolar, Leonardo teria abastecido o avião com quantidade de combustível um pouco maior do que o necessário para um voo local e, em seguida, teria perdido o controle e entrado em uma atitude anormal. "Foi colocada uma quantidade de combustível um pouquinho maior do que seria para um voo local. E, segundo o cara que abasteceu, após a decolagem parece que ele perdeu o controle da aeronave, entrou em atividade anormal e veio a se acidentar", informou. O proprietário disse que não sabe por qual razão foi colocado mais combustível na aeronave, mas cogitou ser o tempo ou a chuva. "Pra ter um pouco mais de segurança caso tenha de fazer uma arremetida, ter de ir pra outro aeroporto", completou.

