Novela da vida real: demissão leva empreendedora a criar ateliê de costura

Como uma costureira transformou talento em um negócio de impacto Perder o emprego foi o ponto de virada na vida de Agnes Martins. Apaixonada por moda, ela decidiu comprar uma máquina de costura mesmo sem saber utilizá-la. O plano inicial era simples: produzir ecobags para vender caso nada desse certo. Mas a aposta acabou mudando completamente sua trajetória. Hoje, ela comanda um ateliê de costura criativa em São Paulo, ministra cursos presenciais e online e inspira outras mulheres a empreender. Antes de abrir o próprio negócio, Agnes trabalhou em áreas como telemarketing e contabilidade. A influência para empreender veio de casa. Segundo ela, a mãe, que complementava a renda da família com a venda de peças de crochê, foi a principal inspiração. "Ela nunca ficou parada, sempre arrumava alguma coisa para fazer. Muito desse meu jeito de me virar vem dela", afirma. Quando ficou desempregada, Agnes enxergou na costura uma oportunidade de recomeçar. O investimento inicial foi de R$ 600, usado para comprar a primeira máquina. "Comprei uma máquina mesmo sem saber costurar. Pensei: se nada der certo, faço umas ecobags para vender. Mas daí eu já me apaixonei", relembra. A primeira cliente foi uma tia, que comprava suas peças mesmo quando ainda estavam longe da perfeição. Ao fazer cursos para aperfeiçoar a técnica, ela acabou descobrindo outra vocação: ensinar. Incentivada por uma professora, assumiu uma turma mesmo insegura. "Fui com medo mesmo. Foi naquela sala de aula que eu me apaixonei. Descobri que era isso que eu queria", conta. Hoje, além de confeccionar as próprias peças, Agnes oferece cursos para alunos de 9 a 90 anos e também vende materiais para costura no ateliê. O pacote com quatro aulas custa R$ 377. As redes sociais foram decisivas para ampliar o negócio. Com cerca de 20 mil seguidores, Agnes diz que praticamente toda a divulgação acontece pelas plataformas digitais. "Hoje tenho alunas de outros países. Acho que 100% do retorno do meu negócio vem das redes sociais. Se as pessoas entram no seu perfil e não entendem o que você faz, o cliente não chega até você", afirma. Demissão leva empreendedora a criar ateliê e ensinar costura Reprodução/PEGN Ao longo da trajetória, ela também precisou enfrentar momentos de desânimo. Durante um curso, ouviu de uma professora que nunca teria dinheiro para comprar uma máquina de costura profissional. A frase acabou servindo de combustível. "Aprendi que não preciso provar nada para ninguém. Preciso provar para mim que eu não sou o que as pessoas pensam", diz. Hoje, ela possui várias máquinas e mantém parcerias com empresas do setor. Segundo Agnes, essas oportunidades não apareceram por acaso. "Eu tive que ir atrás, mostrar que meu trabalho era bom e que eu era capaz. Às vezes a oportunidade não chega; você precisa buscá-la", afirma. Além de ensinar costura, a empreendedora diz que o ateliê se tornou um espaço de acolhimento entre mulheres. "Aqui é um lugar onde a gente toma um café, aprende, troca ideias, desabafa. Criamos uma rede de apoio, além do ensino", conta. Uma de suas alunas, que chegou para aperfeiçoar os conhecimentos e hoje também desenvolve a identidade visual da marca, afirma que a trajetória de Agnes lhe deu confiança para empreender. Para o futuro, a empresária quer ampliar o alcance do trabalho e ajudar mais mulheres a construir autonomia por meio da costura. "Quero que mais mulheres tenham acesso ao meu trabalho, possam costurar, empreender, ser felizes e leves. Esse é o meu futuro", conclui. Ateliê AgnesRasta

Ago 19, 2026 - 02:30
 0  4
Novela da vida real: demissão leva empreendedora a criar ateliê de costura

Como uma costureira transformou talento em um negócio de impacto Perder o emprego foi o ponto de virada na vida de Agnes Martins. Apaixonada por moda, ela decidiu comprar uma máquina de costura mesmo sem saber utilizá-la. O plano inicial era simples: produzir ecobags para vender caso nada desse certo. Mas a aposta acabou mudando completamente sua trajetória. Hoje, ela comanda um ateliê de costura criativa em São Paulo, ministra cursos presenciais e online e inspira outras mulheres a empreender. Antes de abrir o próprio negócio, Agnes trabalhou em áreas como telemarketing e contabilidade. A influência para empreender veio de casa. Segundo ela, a mãe, que complementava a renda da família com a venda de peças de crochê, foi a principal inspiração. "Ela nunca ficou parada, sempre arrumava alguma coisa para fazer. Muito desse meu jeito de me virar vem dela", afirma. Quando ficou desempregada, Agnes enxergou na costura uma oportunidade de recomeçar. O investimento inicial foi de R$ 600, usado para comprar a primeira máquina. "Comprei uma máquina mesmo sem saber costurar. Pensei: se nada der certo, faço umas ecobags para vender. Mas daí eu já me apaixonei", relembra. A primeira cliente foi uma tia, que comprava suas peças mesmo quando ainda estavam longe da perfeição. Ao fazer cursos para aperfeiçoar a técnica, ela acabou descobrindo outra vocação: ensinar. Incentivada por uma professora, assumiu uma turma mesmo insegura. "Fui com medo mesmo. Foi naquela sala de aula que eu me apaixonei. Descobri que era isso que eu queria", conta. Hoje, além de confeccionar as próprias peças, Agnes oferece cursos para alunos de 9 a 90 anos e também vende materiais para costura no ateliê. O pacote com quatro aulas custa R$ 377. As redes sociais foram decisivas para ampliar o negócio. Com cerca de 20 mil seguidores, Agnes diz que praticamente toda a divulgação acontece pelas plataformas digitais. "Hoje tenho alunas de outros países. Acho que 100% do retorno do meu negócio vem das redes sociais. Se as pessoas entram no seu perfil e não entendem o que você faz, o cliente não chega até você", afirma. Demissão leva empreendedora a criar ateliê e ensinar costura Reprodução/PEGN Ao longo da trajetória, ela também precisou enfrentar momentos de desânimo. Durante um curso, ouviu de uma professora que nunca teria dinheiro para comprar uma máquina de costura profissional. A frase acabou servindo de combustível. "Aprendi que não preciso provar nada para ninguém. Preciso provar para mim que eu não sou o que as pessoas pensam", diz. Hoje, ela possui várias máquinas e mantém parcerias com empresas do setor. Segundo Agnes, essas oportunidades não apareceram por acaso. "Eu tive que ir atrás, mostrar que meu trabalho era bom e que eu era capaz. Às vezes a oportunidade não chega; você precisa buscá-la", afirma. Além de ensinar costura, a empreendedora diz que o ateliê se tornou um espaço de acolhimento entre mulheres. "Aqui é um lugar onde a gente toma um café, aprende, troca ideias, desabafa. Criamos uma rede de apoio, além do ensino", conta. Uma de suas alunas, que chegou para aperfeiçoar os conhecimentos e hoje também desenvolve a identidade visual da marca, afirma que a trajetória de Agnes lhe deu confiança para empreender. Para o futuro, a empresária quer ampliar o alcance do trabalho e ajudar mais mulheres a construir autonomia por meio da costura. "Quero que mais mulheres tenham acesso ao meu trabalho, possam costurar, empreender, ser felizes e leves. Esse é o meu futuro", conclui. Ateliê AgnesRasta