O Atletiba perdeu o encanto do imponderável e virou um clássico de iguais

Nunca fui daqueles de participar de debates para indicar um favorito em Atletiba por um motivo: a rivalidade sempre atuava como elemento de compensação para eventual diferença técnica. As coisas mudaram. A maioria dos jogadores não conhece a história do Atletiba, tornando-se indiferentes à rivalidade. Em especial nesses tempos de excesso de colombianos, argentinos e […]

Set 9, 2026 - 10:30
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O Atletiba perdeu o encanto do imponderável e virou um clássico de iguais

Nunca fui daqueles de participar de debates para indicar um favorito em Atletiba por um motivo: a rivalidade sempre atuava como elemento de compensação para eventual diferença técnica.

As coisas mudaram. A maioria dos jogadores não conhece a história do Atletiba, tornando-se indiferentes à rivalidade. Em especial nesses tempos de excesso de colombianos, argentinos e uruguaios. Não excedem os sentimentos pelo orgulho quase amador a ponto de serem emotivos.

Dito de outra forma: o Atletiba é um valor imaterial apenas para o torcedor e para poucos jogadores, hoje limitados a Pedro Morisco, Jacy, Arthur Dias e João Cruz que o conhecem desde a base juvenil.

Essa ausência de compromisso sentimental afasta o elemento romântico que no passado explicava um resultado improvável do clássico: o imponderável. Hoje, qualquer fato que influa no resultado é ponderável. O Atletiba mantém a sua grandeza pela história, mas não passa mais do limite de um jogo cuja importância é medida pelas circunstâncias atuais.

Neste de sexta feira, nem mesmo os números do campeonato, que dão supremacia ao Athletico, autorizam a sugestão de favoritismo. Na prática são dois iguais em aparência e conteúdo: grande harmonia coletiva, contra-ataque e velocidade. À exceção de Esquivel, Josué e Luiz Gustavo, que sabem jogar com a bola, o que se tem é a fórmula habitual do jogo físico. 

Não há em Athletico e Coritiba nenhum jogador de qualidade técnica capaz de quebrar essa linha geral. Jogo bruto, pesado, que provoca mais emoções pelo medo de perder do que pela esperança de ganhar.

Augusto Mafuz – leia o perfil completo

Há mais de quatro décadas, o jornalista Augusto Mafuz interpreta como poucos a alma do povo atleticano em crônicas diárias movidas por loucura, conflito e emoção. A frase de um velho dito entre torcedores resume sua importância: quando estourava uma crise no Athletico, a saída era “ler o Mafuz para saber o que a gente está pensando sobre isso”.

Mafuz Antonio Abrão nasceu em Guarapuava, em 11 de maio de 1949, três dias antes da primeira das 11 vitórias consecutivas do Furacão. Chegou a Curitiba aos 17 anos e bateu à porta da Rádio Guairacá. Em 1968, iniciou como repórter de campo e, dois anos depois, escreveu textos históricos sobre o título do Athletico na Tribuna do Paraná, onde é colunista desde 1977.

Polêmico vocacional e bem-informado dos bastidores do futebol, Mafuz esconde, sob a pena perfurocortante, um homem doce e generoso. Amigo de infância de Carneiro Neto, segue em atividade no podcast Carneiro & Mafuz, provando que sua crônica continua em pé de guerra. Clique aqui e leia todas as colunas de Augusto Mafuz. .udmb-w{font-family:-apple-system,BlinkMacSystemFont,'Segoe UI',Roboto,Helvetica,Arial,sans-serif;max-width:100%;box-sizing:border-box;margin:24px 0;--bg:#fff;--panel:#fff;--text:#1a1a1a;--soft:#666;--border:#e2e2e2;--rowalt:#f7f7f7} @media(prefers-color-scheme:dark){.udmb-w{--bg:#161616;--panel:#1e1e1e;--text:#f2f2f2;--soft:#aaa;--border:#333;--rowalt:#242424}} .udmb-w *{box-sizing:border-box} .udmb-card{background:var(--bg);border:1px solid var(--border);border-radius:10px;overflow:hidden} .udmb-hdr{background:#000;padding:14px 18px} .udmb-hdr-t{color:#FED937;font-size:16px;font-weight:800;letter-spacing:.2px;margin:0;line-height:1.25} .udmb-grid{display:flex;flex-wrap:wrap;gap:14px;padding:14px} .udmb-col{flex:1 1 260px;min-width:0;border:1px solid var(--border);border-radius:8px;overflow:hidden;background:var(--panel)} .udmb-collabel{background:#FED937;color:#000;font-weight:800;font-size:13px;text-transform:uppercase;letter-spacing:.4px;padding:9px 12px} .udmb-tw{overflow-x:auto;-webkit-overflow-scrolling:touch} .udmb-tbl{width:100%;border-collapse:collapse;font-size:13px} .udmb-tbl caption{position:absolute;width:1px;height:1px;overflow:hidden;clip:rect(0 0 0 0);white-space:nowrap} .udmb-tbl th{background:var(--rowalt);color:var(--soft);font-size:10.5px;font-weight:700;text-transform:uppercase;letter-spacing:.3px;padding:9px 8px;text-align:left;border-bottom:2px solid var(--border);white-space:nowrap} .udmb-tbl td{padding:10px 8px;border-bottom:1px solid var(--border);color:var(--text);vertical-align:middle;white-space:nowrap} .udmb-tbl tr:last-child td{border-bottom:none} .udmb-tbl tr:nth-child(even) td{background:var(--rowalt)} .udmb-ml{display:none} @media(max-width:600px){ .udmb-tbl,.udmb-tbl thead,.udmb-tbl tbody,.udmb-tbl tr,.udmb-tbl th,.udmb-tbl td{display:block;width:100%} .udmb-tbl thead{display:none} .udmb-tbl tr{border:1px solid var(--border);border-radius:8px;margin:0 10px 10px;padding:10px 12px;background:var(--panel)} .udmb-tw{padding-top:10px;padding-bottom:2px} .udmb-tbl tr:nth-child(even) td{background:transparent} .udmb-tbl td{border:none;padding:4px 0!important;background:transparent!important;white-space:normal} .udmb-ml{display:block;font-size:10px;text-transform:uppercase;letter-spacing:.4px;color:var(--soft);font-weight:700;margin-bottom:1px} }

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